O Bosque de Herete – Carla Montebeler

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O Bosque de Herete é o volume dois da Série Crônicas de Adulão e que teve seu início no Vale de Elah e acompanha a história do Rei Davi.

Desde que matou o gigante Golias, dos Filisteus, e foi ungido por Samuel como o próximo rei de Israel, além de ser querido pelo povo e pelos soldados, um ciúme irrefreável em Saul, o atual rei foi aumentando e este começou a caçar Davi, que para não morrer teve que fugir.

Quem narra a história é Samah, um antigo pastor de ovelhas que foge para não causar uma dívida enorme para sua família e para livrar a sua irmã de um péssimo destino. Desta forma passa a integrar o exército pessoal de Davi, que com mais seiscentas pessoas passam a se esconder em uma caverna no vale de Elah.

Neste segundo volume, Davi, Samah, e todos os demais fugitivos saem do Vale de Elah e se escondem em Moabe, por um período.

Mesmo fugindo de Saul, que mais se preocupa em matar Davi do que proteger os seus súditos dos ataques dos filisteus, Davi ainda consegue proteger o seu povo, ainda que seja traído por alguns que sempre passam informações de onde ele está para o rei ciumento.

Samah, antes um pastor e agora um guerreiro passa a fazer parte dos principais capitães de Davi e assim toma parte nos conselhos de guerra.

Após o tempo que passam em Moabe, Davi decide retirar o seu povo e esconder no Bosque de Herete, que daria todas as condições de vida para eles, tendo alimento, água, lugar para morar e uma certa segurança.

É nesse contexto que o livro se passa, entre fugas do Rei Saul e combates com os filisteus.

Carla Montebeler nos trás um romance ágil, leve e gostoso de se ler, apresentando um Davi baseado em pesquisas históricas, preocupado com seu povo e seguidor fiel de Yaweh. O livro não é muito longo e isso deixa a leitura mais dinâmica. Li muito rápido. Mesmo sendo romance, mostra algumas características que se apresentam na Bíblia, principalmente sobre alguns ritos e os famosos cânticos (salmos) de Davi, que era um guerreiro e líder nato, apaixonado e apaixonante, que seria seguido por seus guerreiros até o fim.

Não li o primeiro livro, mas deu para entender direitinho o que se passa nesse segundo livro. Apesar de continuação ele é independente do primeiro.

Recomendo.

 Antonio Henrique Fernandes Neto

Resenhista do Arca Literária e Capitão do blog Navio Errante, em parceria.

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