Nunca, Jamais #2 – Colleen Hoover e Tarryn Fisher

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“NUNCA se esqueça daqueles que pavimentaram o caminho antes de você.

NUNCA pare de tentar melhorar o mundo para aqueles que o herdarão…”

(Colleen Hoover e Tarryn Fisher,

in: Nunca Jamais: Parte Dois, 2017)

  Assim como o próprio título sugere, “Never Never: Part 2” somente faz algum sentido se lido após ao primeiro livro que, no Brasil, foi rebatizado pela editora Galera Record de “Nunca Jamais” (Never Never: Part 1, 2016 192p.) com a capa idêntica a original. Enquanto a primeira parte foi um aperitivo da trama, esse novo livro pode ser considerado uma ponte para a finalização da obra.

Esse segundo volume mantém a mesma estrutura de enredo, acompanhando um dia do casal de adolescentes Silas Nash e Charlie Wynwood. O período de 24 horas é o limite de tempo até que suas memórias sejam zeradas novamente.

Os pontos de vistas continuam a serem alternados entre os protagonistas, contudo, a maior parte dos capítulos é narrada por Silas. O foco recai sobre o garoto que, apesar da amnésia permanecer a mesma, tem o benefício de obter informações escritas por ele anteriormente.

As autoras sabiamente se valem da investigação desesperada de Silas em busca de Charlie, que está desaparecida, para introduzir detalhes sobre a personalidade dúbia da garota e se aprofundar no passado e conflito das duas famílias. Quanto mais conhecemos sobre o passado do romance entre os protagonistas, mais a trama se assemelha a um Romeu e Julieta moderno e sobrenatural. Enquanto as lembranças estão adormecidas no subconsciente, os sentimentos de ambos dão sinais que estão tão fortes como sempre foram e que a chave do mistério está na recente rixa familiar, onde é impossível determinar quem está com a razão.

De leitura rapidíssima, os destaques do livro são a importância da expressão Never Never, que nomeia a trilogia, e a entrada do irmão de Silas na trama, porém, peca no andamento do enredo e falta de revelações consistentes para a resolução dos mistérios. Somente o terceiro volume dirá se essa “Parte 2” contribuiu para a finalização da trilogia, ligando o ponto de origem com o derradeiro final ou foi apenas uma embromação bem escrita.

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