Natália Lopes

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1. Fale-nos um pouco de você.
R. Sou autora, revisora de textos e leitora assídua. Nasci em março de 1995, sou natural de São Paulo-SP, casada e resido em Fortaleza-CE.

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
R. Antes de iniciar profissionalmente com meus escritos no mundo editorial, fazia faculdade de Processos Gerenciais e trabalhava na área administrativa das empresas por onde passei. No entanto, por desde criança nutrir grande amor pela leitura, o mundo em ficção sempre inspirou-me a escrever e cultivei então o sonho de ser publicada, que agora se torna realidade, pois resolvi dedicar minha vida para a escrita profissional. Estou participando de diversas antologias com contos de variados gêneros e também com poemas, inclusive finalizei recentemente a organização de uma delas, ao lado de um amigo poeta. Também estou finalizando a escrita do meu primeiro livro solo que será publicado em formato físico ainda neste semestre, possivelmente no final de dezembro.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
R. Quando escrevo converso comigo mesma, consigo me ouvir melhor, tenho a liberdade de colocar no papel o que penso sobre algo, como eu gostaria que certas coisas fossem, e mais importante, tenho a oportunidade de transformar sonhos em realidade mesmo que seja em um mundo apenas dos leitores e meu.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)
R. Gostaria de ter um cantinho só meu para escrever, mas ainda não foi possível. Porém, minha casa será construída ainda esse ano e já separei um lugarzinho na planta para montar um pequeno escritório a fins profissionais, (ficarei devendo a foto). Hoje escrevo em meu quarto e faço da minha cama meu cantinho das ideias, inclusivo ocupo 80% do espaço com notebook, celular, carregadores e meu marido tem de se adaptar com o que o sobra (risos). Contudo, carrego meu aparelho telefônico sempre comigo, então mesmo que eu esteja fora de casa, tenho um aplicativo superfuncional onde registro tudo o que vier a mente e quando retorno, transformo anotações em novos trabalhos.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
R. Escrevo sobre qualquer gênero a que me proponho, porém me identifico principalmente com romance e terror. No entanto, adoro passear em todos, visto que além de não ter tabus em minha escrita, adoro novos desafios.

6. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Como já disse, estou finalizando meu primeiro livro solo que será que publicado em breve. Parte do enredo se dá a base de muita pesquisa, visto que sua estória se passa fora do Brasil. Então, os nomes dos personagens também são resultados de pesquisa, para que conversem com seu local de origem. Já o título da obra é referente aos principais fatos que se dão na estória como um todo. À parte meu livro solo, tenho participações em diversas antologias, trabalhos que tenho verdadeira fascinação em escrever.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
R. Todas as que possam imaginar (risos), desde nomes de cidades, economia dos locais, ambientes mais frequentados, nomes de pessoas que se originam naquele estado, entre outras. Tudo deve ser apurado para que a estória mantenha coerência da capa a contracapa.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
R. Como costumo dizer, tudo me é inspiração. Devido ser leitora de diversos autores e gêneros, tudo o que leio contribui para que eu pese os tipos de escrita em que devo me inspirar e os que devo evitar, dessa forma crio minha própria identidade e estilo.
9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
R. Ainda não passei por isso, pois meu primeiro livro solo será publicado em breve, até o momento tudo está correndo bem.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
R. O reconhecimento no Brasil para com os escritores, ainda é pouco. Contudo, temos alcançado uma melhora considerável. As editoras estão nos dando grandes oportunidades de participações em antologias/coletâneas que abraçam múltiplos gêneros e isso nos tem gerado maior visibilidade.

11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
R. O que se dá, é que os que se dizem escritores e possuem fundos financeiros, tem a possibilidade de ser publicados mesmo que não possuam o talento necessário. Em contrapartida, muitas editoras têm se preocupado em abrir portas para grandes talentos que estão tendo a grande chance de fazer seu nome conhecido no mundo editorial.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
R. Ao mesmo tempo que meu bolso lamenta (risos), compreendo. Sei dos gastos que uma publicação envolve para o autor, então para cobri-los, geralmente é necessário que a precificação seja mais alta do que gostaríamos.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
R. Posso até estar pecando em citar um autor internacional, mas confesso que tenho um amor enorme pelo livro: “O Resgate”; do Nicholas Sparks. A forma como explanou a estória me comoveu do início ao fim. Devido seu segundo filho ter o mesmo distúrbio que o garotinho do livro, Nicholas conseguiu envolver o leitor até o âmago, sem sombra de dúvidas.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros, qual seria? (nome da música + cantor)
R. Bem… existe uma canção que geralmente escuto ao escrever, creio que já tornou-se trilha sonora de meus trabalhos, chama-se: You; da banda Switchfoot. No entanto, tenho também o costume de escrever ouvindo instrumentais, pois relaxam-me a mente.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
R. Muitos, dentre eles “A Cabana”; de William P. Yong. Este livro em especial me fez repensar certos conceitos e abriu-me a mente para uma nova forma de enxergar Deus no Seu todo.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
R. Tenho vários projetos em mente, após lançar o livro que estou finalizando, além de trabalhar em sua divulgação, pretendo começar a escrita de novos, um deles dependerá da receptividade do leitor com meu primeiro livro. Será que vem um spin off por aí? O que posso garantir, é que pretendo surpreender!
Além disso, pretendo também prosseguir com minhas participações em antologias com contos e poemas.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
R. Acompanho e divirto-me com as resenhas que a maioria faz. São excelentes profissionais e de grande ajuda na divulgação do autor.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
R. Como disse, escrevo em qualquer gênero, mas tenho grande paixão igualmente por romance e terror. Então, ficaria honradíssima em ser lida por Nicholas Sparks e Stephen King respectivamente.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
R. O sorriso que o leitor abre ao ler sua obra. Isso não tem preço!

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
R. Por mais que apareçam obstáculos, e aparecerão, se ama o que faz, independente de ser escritor ou não, peço que não desista. Meus esforços têm sido recompensados dia a dia porque vivo a escrita. Se você também vive aquilo que sonha, colherá os bons frutos.

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