Naiana Nascimento

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Naianna Nascimento, sou da Bahia, e meu primeiro romance – Proposta Indecente – está sendo publicado pela Editora Hope. Sou uma das apostas da editora para a 24ª Bienal Internacional do livro de São Paulo, e estou muito feliz com toda a repercussão que o livro já está tendo. Recentemente levei outra obra para a Amazon, chamada “Os segredos de Labella”, que é uma mistura de erotismo e ocultismo, dois subgêneros que eu, particularmente, adoro escrever. Também tenho duas obras no Wattpad: “Obsessiva” e “Se eu te pedir para ficar”.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Além de escrever, estou no sexto período da faculdade de Direito. Comecei a escrever fanfics aos 13 anos, e, com o passar do tempo, me aventurei a escrever romances.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Dar vida a personagens que antes só existiam em seus pensamentos, sem sombra alguma de dúvida. Além do carinho do público, que é a maior recompensa para um escritor.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não tenho um lugar específico para escrever, pois não costumo seguir um roteiro pré-determinado, apenas deixo a coisa fluir. Quando me sinto inspirada, escrevo, independente da hora ou do lugar.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sou escritora de romances. Dentro do gênero, não me delimito, estou aberta para tentar de tudo um pouco. Já passei pelo horror, pela fantasia e pelo drama, mas sem dúvidas o erótico se sobressai. Estou firmando meu público nesse subgênero e pretendo permanecer nele durante um longo tempo.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

“Proposta Indecente” conta a quente e improvável história de amor de dois trapaceiros rivais que se conhecem em um cassino de Las Vegas e acabam se envolvendo por um golpe do destino. “Os segredos de Labella”, apesar de erótico, é um livro voltado para o ocultismo, onde Zachary Prescott se vê em uma sociedade secreta formada apenas por mulheres. O título e os nomes costumam fluir de forma natural assim que penso no enredo.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Toda pesquisa pertinente ao tema que quero escrever. Como geralmente ambiento as histórias em território estrangeiro, procuro saber sobre as costumes do lugar, sua constituição geográfica e curiosidades em geral, além de pesquisar pontos específicos quando algumas informações de áreas que não domino se fazem necessárias.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Tento ao máximo criar meu próprio estilo, para não correr o risco de me tornar clichê e repetitiva. Mas algumas influências são inevitáveis, como é o caso de Nora Roberts e Barbara Delinsky, duas autoras que possuem as narrativas mais divertidas e cativantes que já li quando o assunto é romance.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Confesso que sempre tive uma resistência para enviar meus originais para as editoras, porque tinha receio de que os escritos pelos quais eu nutria tanto carinho fossem alvos de várias rejeições consecutivas. Até que um dia criei coragem e me convenci de que as rejeições fazem parte da vida de qualquer escritor. Para minha felicidade, o original que enviei foi aceito de primeira e o sonho de publicar Proposta Indecente se tornou realidade. Ainda assim, mantenho os pés no chão, e sei que se um próximo romance vier a ser rejeitado, estarei mais preparada para lidar com a recusa, e não irei desanimar.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

O cenário é receptivo e extremamente promissor. A popularização de plataformas como o Wattpad proporcionou aos autores a possibilidade de publicar suas obras e interagir com seus leitores instantaneamente, algo que é espetacular. Através desses serviços online, o público está tendo mais acesso às obras nacionais e os autores estão tendo a oportunidade única de mostrar seu trabalho de maneira fácil, rápida e pouco onerosa, o que é simplesmente maravilhoso.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Devemos levar em conta que o mesmo cenário que tornou a publicação mais rápida e fácil, cheia de pontos altos, trouxe consigo os seus malefícios. A facilidade em mostrar seu trabalho de forma autônoma excluiu alguns filtros que em outros tempos eram necessários para uma publicação. O ponto de partida para a correção desse problema é uma via de mão dupla, composta por autores e leitores. Perguntas como “eu dei o meu melhor?”, “estou realmente satisfeito com o resultado?”, “posso melhorar em algo?” devem fazer parte da rotina dos autores. Assim como os leitores, quando possível, podem se posicionar diante daquilo que não os agradam, fazendo críticas construtivas ou apontando formas de melhoria para aquele escritor que deixa a desejar.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

O preço elevado muitas vezes impossibilita que as obras cheguem às mãos dos leitores, mas, na maior parte das vezes, após revisão, diagramação e impressão, ele é inevitável. Em um país com o Brasil, onde existem tributos em demasia e pouco apoio à cultura, infelizmente, as editoras sofrem severamente para colocar um livro em circulação, e isso acaba refletindo no bolso dos leitores.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“Se houver amanhã”, do Sidney Sheldon. Eu gostaria muito de ter criado um enredo fabuloso como aquele!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

É difícil citar uma música só para todos! Para Proposta Indecente seria Drunk on Love da Rihanna.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Pollyanna, de Eleanor H. Porter. Foi um dos primeiros livros que li, ainda criança, e um dos que mais marcaram a minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Minha mente já está fervilhando de novas ideias. Comecei a escrever um spin-off de Proposta Indecente, que contará a história da apimentada Genviève, umas das personagens secundárias do livro.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, acompanho, e até agora elas tem sido bastante positivas. Acho que leitores e blogueiros tem todos os requisitos para caminharem juntos e em parceria, respeitando-se mutuamente e auxiliando um no trabalho do outro.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Minha mãe. Espero que isso aconteça.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O carinho e a receptividade do público, com certeza. Não há nada melhor do que saber que sua história está cativando e emocionando outras pessoas.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não deixem de conferir Proposta Indecente, pois o livro está uma lindeza sem tamanho! Tenho certeza de que o Doug e a Minnie irão conquistar vocês! Quanto àqueles que escrevem, não desanimem com as críticas ou com as rejeições, porque tudo isso faz parte e os ajudará a aperfeiçoar seu trabalho! Se é a escrita que os impulsiona, sejam confiantes e persistentes!

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