Karla Rigoni Pagotto autora de “Nada é por acaso”

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Sou solteira, libriana, tenho 39 anos, moro em Linhares, região norte do – ES. Amo ler, escrever e passar horas debaixo da TV assistindo séries e filmes. Adoro animais e sinto-me muito bem quando estou em contato com a natureza. Fui escoteira e sempre gostei de aventura e esportes radicais. Nas horas vagas sempre separo um tempinho para passar com a minha família.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever?
    Bom, ainda não consigo viver só da escrita, quem sabe no futuro. Eu sou gerente de compras de uma grande loja de iluminação. Todos os anos visito feiras de iluminação e design para conhecer as últimas tendências em iluminação e decoração de ambientes. É uma delícia e gosto muito. De onde veio a inspiração para a escrita? Veio do meu espírito de aventuras, do meu amor por séries de TV, teatro e cinema. Sempre gostei de criar histórias e fingir ser algum personagem emocionante. Na adolescência escrevia e atuava em peças teatrais na cidade e sentia-me realizada quando as pessoas aplaudiam no final de cada espetáculo. Era a confirmação que meu trabalho havia sido aprovado.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    Para mim é mágico. Poder criar estórias e viajar na imaginação por lugares nunca antes imaginados é minha principal ligação com a escrita. E saber que pessoas sonharão, vibrarão e se emocionarão com as estórias e personagens que você criou, isso sem dúvida nenhuma é a melhor coisa em escrever.
  4. Você tem um cantinho especial para escrever?
    Não tenho um cantinho especial. Sempre levo meu notebook comigo e escrevo quando viajo ou nas horas vagas. Boa parte do meu livro foi escrita nas salas de espera de aeroportos e quarto de hotéis. Todo lugar me traz uma inspiração. Mas tenho um cantinho especial na lagoa do meu avô, onde sento debaixo das árvores e viajo na imaginação. O lugar é lindo e é aonde eu vou para relaxar e conversar comigo mesma.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Meu gênero literário é romance, especialmente de aventuras, suspense e policiais. Escrevo geralmente o que gosto e gostaria de ler. Não sei se me vejo escrevendo outro gênero, mas quem sabe.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu livro. Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens? O que dizer do meu livro…
    É a primeira vez que lanço um livro por uma editora. Foi uma experiência única e muito prazerosa. Meu livro foi escrito aos poucos e sem pressa. A princípio foi feito só para mim, como um hobby. Não havia pretensão de minha parte em publicá-lo até que alguns amigos leram e me estimularam a fazê-lo. Pensei em uma estória que gostaria de ler e fui colocando a ideia no papel. Bom, meu livro conta a estória de duas jovens amigas que num certo momento da vida perdem a confiança uma na outra, mas que precisam se unir para sobreviver a um episódio traumático que marcou suas vidas. A estória é narrada pela personagem Kris, jovem advogada que acredita que na vida “Nada é por Acaso”, e que tudo que nos acontece tem um porque e nos faz evoluir. Ela tenta fazer com que a amiga Isabella, uma jovem médica, se liberte do trauma e volte a ser feliz. O trauma da vida delas chama-se Ruivo, e para ele não há limites para vingança. Além de ação e superação, o livro retrata escolhas entre a ração e a emoção e a força do amor quando gostamos de alguém. Ele também nos mostra que a diferença entre o certo e o errado pode estar em um ponto de vista. O nome do livro veio no final, quando estava quase terminando o livro. Como eu disse, a personagem que narra à estória acredita que nada na vida acontece por acaso, e que tudo tem um por quê. Achei que o título “Nada é por Acaso” combinava com o livro e assim o batizei. Para os personagens, fui escolhendo os nomes que eu achava que combinava com suas características e alguns troquei várias vezes até chegar aos definitivos.
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  • Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Faço muita pesquisa, até para não escrever abobrinhas, rsrs. No caso do meu livro, ele engloba vários assuntos como a medicina, o direito, a psicopatia, e a espiritualidade. Procurei estudar os assuntos em livros, na internet, com profissionais da área… Essa é a parte que eu mais gosto na escrita, conhecer novos assuntos e aprender mais. Acho essencial a pesquisa para tornar a obra interessante e verdadeira.
  • Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Sim, nos autores que sempre amei ler, como Sidney Sheldon, Agatha Christye, Tess Gerritsen… Adoro romances policiais e livros de suspense que me envolvem e que fazem pensar em quem poderá ser o culpado no final do livro. Esses livros me estimulavam a ler cada vez mais. Quando comecei a escrever meu livro, queria que o leitor tivesse esse mesmo gosto e apreço pelo meu trabalho.
  • Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
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    Não tive. Esse é meu primeiro livro e foi aceito por uma das quatro editoras que enviei o original. Pouco antes de receber a resposta li em um blog que era muito difícil ter seu original lido por uma editora, e que a maioria delas prefere editar livros de autores já consagrados. Desanimei a princípio, mas logo depois recebi o e-mail da editora dizendo que meu livro tinha grande potencial e queriam editá-lo. Foi uma surpresa enorme para mim e logo depois assinamos o contrato.

  • O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Acho bom, porém ainda fraco, no que diz respeito a divulgação, apoio e aceitação do mercado. Na minha opinião há certa relutância por parte dos brasileiros com os autores nacionais. A maioria prefere ler livros de autores estrangeiros. Talvez porque os autores nacionais sejam pouco conhecidos e seus trabalhos pouco divulgados. Muitos são bons e merecem uma oportunidade. Mas também acho que precisamos de livros com assuntos mais intrigantes e emocionantes para competirmos com os autores internacionais e cativarmos o público nacional.
  • Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Concordo com você, já li livros bons e outros que não consegui passar do primeiro capítulo, mas é um assunto bastante complicado. Por um lado esse boom é bom, pois existem mais obras brasileiras no mercado, o que pode aumentar o interesse dos leitores por produtos nacionais. Por outro lado, andei reparando que muitos autores lançam seus livros sozinhos, como autores independentes, sem revisões e um bom crítico para avaliar o mesmo. Isso é ruim, pois torna o produto de má qualidade. Acho que mercado tem para todos, mas nem tudo é para o mercado. Tinha essa preocupação quando pensei em lançar meu livro. Tinha dúvidas se iria agradar ao público e se estava bem escrito. Minha primeira opção foi procurar uma editora. Se ela aceitasse publicá-lo, é porque era bom. Assim o fiz e deu certo.
  • Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    Poderiam ser mais baratos para que mais pessoas tivessem acesso a eles. O problema é que os custos elevados de produção e a alta tributação tornam o produto caro. Falta apoio para a cultura em nosso país e o apoio que tem é para poucos.
  • Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    50 tons de cinza ou Harry Porter, com certeza.
  • Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
    Eu escolheria 93 Million Miles de Jason Mras. Ouvi esta música várias vezes enquanto escrevia meu livro e acho que tem tudo a ver com a estória. Ela diz que; não importa onde estejamos, ou o que façamos, nunca estaremos sozinhos e sempre poderemos voltar para a segurança do nosso lar.
  • Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Não que me lembre. Já li vários que gostei muito, mas nenhum para dizer que foi o “livro da minha vida”. Quer dizer, me apaixonei pelo meu livro e posso dizer com certeza que ele é o livro da minha vida, pois me proporcionou momentos maravilhosos que nunca imaginei vivenciar.

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  • Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Sim. Pretendo escrever outro livro, e até já comecei a rascunhá-lo. Será no mesmo estilo, mas não será uma continuação do primeiro. Eu adoro escrever e faço por hobby, então sempre estarei escrevendo algo para me distrair.
  • Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Sim, com certeza. Acho muito importante ouvir a opinião das pessoas a respeito do meu trabalho e de outros. Acho válido o trabalho deles em divulgar novas obras e autores. Ajuda muito quem está começando. Alguns blogueiros que conheci recentemente fazem um trabalho sério e muito profissional. A melhor crítica é a sincera, independente do resultado. Existem alguns grupos de livros na rede que também fazem um trabalho maravilhoso em relação a crítica, divulgação de livros e apoio aos autores. Não há como não acompanhar e se apaixonar pelo trabalho deles.
  • Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
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    No Brasil seria Glória Perez. Gosto muito de seus trabalhos e seria uma honra se ela lesse o meu livro. Lá fora, gostaria muito que Sidney Sheldon tivesse lido meu livro, mas já que ele faleceu, escolheria Tess Geritsen. Adoro seus livros e o seriado baseado neles.

  • Qual a maior alegria para um escritor?
    Com certeza é ter seu trabalho reconhecido. Alguém chegar para você e dizer “Li seu livro e adorei. Parabéns!”, é bom demais. Se o livro for um sucesso então, é melhor ainda.
  • Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Obstáculos vão sempre existir, pessoas para te desmotivarem também. Mas o sol sempre aparece, mesmo depois da pior tempestade. Se você desistir dos seus sonhos sem tentar, nunca saberá se teriam dado certo. Coloquei uma frase no final do meu livro que descreve muito bem o que desejo passar para os que estão iniciando a caminhada no mundo da escrita e para meus leitores. “Voe sempre, siga em frente e não pare no primeiro obstáculo. Você vai perceber que a vida não é como escrevemos e que nada nela, nada mesmo, acontece por acaso.

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