Morgana Gazel

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  1. Fale-nos um pouco de você.

É difícil falar de mim mesma, mas vou tentar. Sou uma pessoa simples, paciente e que adora ficar sozinha.  Graduei-me em matemática e psicologia. Resolvi escrever histórias fictícias com a intenção de contribuir para a autotransformação humana. Por isso, em meus textos, privilegio a dimensão subjetiva.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalhava como psicóloga clínica. Ainda atendo alguns clientes, mas estou finalizando esta atividade.

Não tive inspiração, senti necessidade. Como psicóloga clínica, materialmente eu estava bem. Mas algo me faltava. Resolvi então usar uma técnica terapêutica em mim mesma. Todas as noites, ao deitar e após um exercício de relaxamento, eu me perguntava: O que preciso fazer para realizar a meta de minha alma?  Até que um dia acordei com a resposta: Já sei! Vou escrever histórias fictícias que contribuam para transformação íntima dos leitores. A partir daquele momento, comecei a me preparar para me tornar uma boa escritora.  Alguns dias depois, me ocorreu o enredo do primeiro romance.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Saber que estou cumprindo minha missão de vida.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Tenho um gabinete com uma estante cheia de livros já lidos e de alguns que aguardam sua vez. Mas, a maior parte do tempo, eu escrevo na sala.

Infelizmente não tenho foto destes ambientes.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Já passeio, pois escrevo romances, poesias, contos, crônicas e artigos. Alguns artigos meus foram publicados em jornais. Também tenho um ensaio começado, mas não sei se algum dia ele sairá desta fase.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro Liberdade Negada

Liberdade Negada é o segundo romance de uma trilogia iniciada com Enseada do Segredo e que será finalizada com A Carta da Mãe.  Mas esta é uma trilogia incomum, pois o protagonista é diferente em cada história. E conto-as usando estilos diversos. O que há de comum entre as três é o tema (conflitos na relação com o pai), a ambientação temporal e a presença do protagonista de cada história em todas elas.

Penso que Liberdade Negada é a história mais forte porque envolve a ditadura militar. A protagonista, Sara, é filha de um tenente-coronel do exército e se apaixona por um militante da esquerda. Daí pode-se imaginar como a situação se complica.

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Não sei. Os nomes simplesmente me ocorrem. Assim também acontece com o enredo. Acordo com ele pronto. A trama é que vou construindo aos poucos.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Muitas pesquisas. Pesquiso sobre a linguagem, os usos, costumes e a situação político-social da época e dos lugares onde a história se desenrola. No caso do livro Liberdade Negada tive de fazer pesquisas sobre a ditadura em relatórios de mestrado e doutorado das Universidades de Brasília e do Rio de Janeiro.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não conscientemente. Mas uma pessoa, que leu Liberdade Negada, achou minha escrita parecida com a de Machado de Assis.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Talvez porque pago para publicar. A única exceção foi a segunda edição do romance Enseada do Segredo, publicada por uma editora que não cobrava.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Tem muitas escritas contribuindo para manter a beleza do cenário, mas grande parte só serve para torná-lo tempestuoso como se reclamasse de tantas bobagens e tantas ervas daninhas prejudiciais à saúde psicológica.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Creio que não tem como evitar isso porque a maioria dos escritores paga para publicar e o valor que recebe das vendas não chega nem perto do que gastou. Mas também considero os preços injustos para o leitor.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Marques.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

Nunca pensei nisso. Rsss…

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Grande Sertão – Veredas. Li-o várias vezes.

 Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho um livro de poesias em fase de publicação, estou preparando um livro de contos, crônicas e artigos. E escrevendo o terceiro romance, A Carta da Mãe. Além disso, tenho enredos de outros romances guardados em algum lugar. Só não sei se vou encontrá-los. Rsss…

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Quanto a críticas de blogueiros, não posso opinar, pois não tenho acompanhado.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu gostaria que meus livros fossem lidos por todos aqueles que precisam resolver algum problema psicológico. Apenas isto me basta.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Penso que é seu livro está sendo lido por muita gente.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam bons livros, isto é, aqueles que tratem dos dramas humanos de forma honesta e aprofundada. Para você, leitor, este tipo de leitura é importante porque um livro com tal característica pode ajudá-lo a superar um problema emocional do qual talvez não se dê conta. E para você, que está dando os primeiros passos neste caminho, esta escolha ajudá-lo-á a se tornar um escritor de verdade.


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