Mirian Fidelis Guimarães

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa bem tranquila, responsável, que gosta de tudo organizado rs… Não sou metódica, mas algumas coisas gosto que sejam do meu jeito. Adoro filmes antigos, bonecas de porcelana articulada, moda retrô, bolinhas e tudo que remeta ao passado, creio que estou na época errada. Leio desde cedo, quando gosto muito de um livro leio várias vezes, meu autor preferido? Tenho alguns entre eles Stephen King e Agatha Christie… Sou apaixonada pela Cyndi Lauper e estou começando a colecionar dvds tenho mais de 180.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Quando eu cursava o ensino fundamental, certa vez teve feira de ciências e eu entrei em uma sala onde em um canto havia uma infinidade de releituras da Mona Lisa, achei super divertido e pensei “E se eu escrevesse um livro em que o protagonista se apaixonasse pelo quadro?”, então cheguei em casa, peguei um caderno velho e comecei a escrever…

Sou professora, dei aula para pré-escola nos idos de 2000 até 2005 mais ou menos e depois parei, atualmente trabalho na Secretaria Estadual da Educação.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa é deixar a imaginação fluir, esquecemos tudo e passamos a vivenciar a vida das personagens, é algo mágico. Por um tempo passamos a viver a vida da personagem é algo bem divertido e fabuloso. Adoro contar histórias.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não, não tenho um cantinho em especial no momento, escrevo no sofá, no serviço quando sobra tempo, ainda preciso arrumar um cantinho aconchegante rs…

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sim, tenho feito isso rs… Mês que vem sairá meu primeiro livro de ficção gospel e adorei escrevê-lo. Final do mês passado lancei meu primeiro livro infantil ilustrado e foi dificílimo fazê-lo, é muito complicado escrever para crianças, mas eu amei a experiência e já estou pensando no próximo. Tenho um que está chegando ao final que é meio mistério, meio suspense, este eu gosto bastante, espero não os decepcionar.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus livros surgem “do nada” o da Mona Lisa como eu mencionei nasceu durante uma feira de ciências no ensino fundamental, já o da Nessie foi depois que perdi meu noivo em um acidente aéreo, eu precisava desesperadamente me distrair e comecei a pesquisar sobre o monstro do Lago Ness porque sempre me interessei por ele e quando percebi tinha um monte de informações sobre o país, clima, tradições e relatos de pessoas que viram o monstro, daí criar uma história foi super simples. A Bonequinha Preta surgiu na época em que eu fazia faculdade, a professora de literatura infantil pediu para criarmos um conto de fadas, ou, a releitura de um deles e aí eu adorei a experiência, porém só consegui termina-la anos depois. Achei que o número de 10 contos seria algo simples de fazer já que meu artigo na faculdade foi sobre a importância dos contos de fadas na personalidade infantil (https://pt.scribd.com/doc/31194988/A-IMPORTANCIA-DOS-CONTOS-DE-FADAS-NA-PERSONALIDADE-INFANTIL), ledo engano. Mesmo sendo difícil, adorei cada parte do processo e tenho sim a intenção de fazer algo similar novamente. Agora sobre meu último livro que estará pronto entre este mês e o mês que vem só posso dizer que é minha primeira ficção gospel e eu amei escrevê-lo, estou bem ansiosa para ver a reação do público, espero que seja bem aceito.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu costumo pesquisar tudo que envolve o tema, desde música, comida, tradições, histórias de assombração, costumes e pontos turísticos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Amo muitos autores, mas acho que meu estilo é próprio e não me espelho em ninguém rs… Se fosse para “copiar” alguém adoraria ser como a Agatha…

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Nossa, levei um calote gigantesco quando tentei publicar “Nessie: o verdadeiro tesouro da Escócia”. O editor me ligava direto, conversava, fazia tudo certinho e aí quando paguei ele me enrolou, disse que foi assaltado e mil desculpas descabidas e depois sumiu… Fiquei super triste, mas graças a Deus a Editora Garcia surgiu como um anjo e publicou meu livro.

A Bonequinha Preta ninguém queria publicar por ter que fazer as ilustrações, corri atrás de muitas editoras e no fim resolvi pagar ilustrador e capista e tentar a auto publicação.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que agora está começando a se desenvolver mais, temos excelentes escritores nacionais, coisa que não tínhamos e temos trabalhos magníficos que não deixam nada a desejar. Existe lugar para todos e isto está sendo explorado muito mais que em décadas passadas.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Olha, não quero ser taxada de nada, porém, sou muito contra a maioria destes eróticos que surgem do nada e conseguem milhares de visualizações, pontos, comentários e afins. Não só acho, como sinto um certo desrespeito para com os demais, sabe, o escritor pesquisa, faz cursos, mergulha na narrativa e não é valorizado, aí alguém escreve uma história totalmente chata, sem sentido e coloca sexo no meio e pronto virou queridinho… Acho que as pessoas não procuram mais bons livros para ler, leem apenas para matar o tempo e não se interessam por histórias que realmente possam acrescentar algo, sei que existem livros eróticos de qualidade, mas a maioria?

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho meio salgado demais rs… Se os livros nacionais fossem não quero dizer mais baratos, mas que a diferença de valor não fosse tão exorbitante com certeza teríamos mais leitores, as editoras venderiam bem mais e o custo para ambos seria menor…

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Kkkkkk muitos, Agatha e Stephen com certeza estão na lista…

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Bem, quando escrevi “A Bonequinha Preta” e estava no conto da Bailarina a música da Lucinha Lins “A Bailarina” não saia da minha cabeça rs… No livro da Nessie a música do Shaman “Fairy Tale” ficou tão forte que até o booktrailer do livro foi feito com ela, em “Narcisos” na cena que o Miguel dança com a Nina é uma música do Bob Acri Sleep Away. No da Mona Lisa eu escutava bastante Culture Club, mas nenhuma que tenha marcado.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

“O Morro dos Ventos Uivantes” da Emily Brontë sem pestanejar!!! Já li mais de 10 vezes, amo, amo, amo!!!!

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sempre tenho projetos, mais para o final do mês sairá minha primeira ficção gospel, estou muito ansiosa para ver a aceitação dos leitores. Tenho alguns projetos iniciados dentre eles um sobre a Ilha de Páscoa, um meio de suspense com uma pitadinha de terror (se estou fazendo a coisa certa rs…) um sobre seres marinhos leia-se Sereias e outra ficção gospel ainda em fase de desenvolvimento, criando ainda as cenas e encaixando todas as peças…

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Entendo que eles estejam fazendo a parte deles que é opinar, só não acho certo quando o blogueiro fala mal da obra e do autor, creio que este tipo de crítica sirva apenas para pessoas que trabalham com isto, pessoas realmente especializadas e que entendam de literatura, pessoas que foram treinadas para fazer isto. Quando é um blogueiro igual a mim, que ama ler e faz uma resenha acho de bom tom dizer os pontos fortes da narrativa e não ressaltar os erros, não precisa dizer que a história é maravilhosa, apenas dizer que a idéia é boa e mostrar as partes importantes já deixa a entender que não seja uma história tão pretensiosa. Tiro um exemplo meu, escrevi o livro da Mona Lisa aos 15 anos e só consegui publicar pela Marco Zero selo da Editora Nobel em 2008. Descobri faz pouco tempo que uma blogueira odiou, e disse que está cheio de erros de ortografia… Como assim? Compreende o que quero dizer? Uma Editora como a Nobel não deixaria passar despercebido erros tão grotescos como ela afirmou ter notado, bem, ela não é obrigada a amar minha história, mas disse que eu me perdi na narrativa e mais coisas que não me lembro, não satisfeita foi até o site do Amazon e classificou com duas estrelas e falou mal. Não acho que isto seja uma crítica construtiva porque este mesmo livro teve uma crítica boa em um jornal e outra blogueira fez uma resenha dizendo que se divertiu bastante… Vai de gosto né? Agora eu te pergunto: quantos livros esta blogueira tentou escrever para desmerecer o trabalho dos outros? Kkkkk verdade seja dita, creio que ela não conseguiria desenvolver nem metade de uma redação de um tema atual para passar em um concurso público… Só acho pela lista de livros que ela costuma ler.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Stephen King. Ele não escreve apenas terror é um verdadeiro poeta, ele romantiza a história, ele é simplesmente o Cara!!!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Leitores, apenas leitores que realmente amam a escrita.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Livro é cultura, é magia, é vida! Leiam muito, escrevam o dobro e criem horrores… Nunca desistam da escrita ela é a única forma de arrancar a ignorância do ser humano, a única capaz de nos diferenciar dos irracionais!

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