Mexendo Com Milícia…

0
873

A LIGA DA JUSTIÇA

Eriberto era o tipo de pessoa que não costumava desanimar com facilidade. Viu o pai e a mãe serem assassinados na tarde da comemoração do seu aniversário de sete anos e só não morreu também porque o pai tinha acabado de tirá-lo do colo e pedido para que ele entrasse e fosse buscar uma latinha de cerveja no freezer. Ouviu os tiros, os gritos de sua mãe e ainda teve tempo de ver os homens encapuzados, dando um fim ao churrasco do seu aniversário que estava sendo comemorado apenas entre os três, já que não tinham condições financeiras de convidar mais ninguém. Viu os dois carros arrancarem e saírem em disparada. Os dois tinham no vidro de trás aquele símbolo do super-herói favorito de Eriberto que lhe era tão familiar: o homem morcego…
Eriberto fora, a partir de então, morar com a avó materna e se já passava dificuldades morando na beira da linha do trem em Campo Grande, subúrbio do Rio, viu tudo piorar ao ter que encarar o ambiente da Vila Kennedy, onde faltava tudo, menos tiroteios diários.
O garoto gostava de estudar e quando a escola não estava fechada por causa do toque de recolher dos “donos” da favela, ele tentava aprender o máximo que sua mente cheia de traumas lhe permitia. Mas ele queria ser advogado! Muitos dos moradores daquela comunidade eram pessoas do bem, gente trabalhadora e que nada tinham a ver com as guerras entre a polícia e o crime, ou entre facções rivais, mas não era raro alguém morrer sem culpa por uma bala “perdida” e depois sair nas manchetes de jornais como mais um associado ao tráfico. Eriberto queria mudar aquele quadro. Já contava dezessete anos de idade e lutava para concluir o Ensino Médio. Precisava conseguir um emprego. Trabalhava vendendo água mineral nas imediações dos semáforos das pistas internas da Avenida Brasil e até ganhava o suficiente para comprar os remédios da avó e a comida tão preciosa! Porém ele queria algo que fosse o primeiro impulso real a fim de mudar de vida e se preparar melhor para realizar o sonho de uma Faculdade, mesmo que fosse particular, pois pelo latente despreparo, dificilmente entraria numa Universidade pública!
Comprava jornal apenas para ler os classificados. Não conseguia uma oportunidade por causa da idade. Sempre lhe davam a mesma desculpa:
— Volta quando sair do Serviço Militar! Talvez haja alguma coisa para você, mas lembre-se que não estamos lhe prometendo nada!
E Eriberto seguia em frente, dizendo não aos oferecimentos de drogas, emprego como “soldado do crime” (Eriberto era alto e tinha porte atlético. Os traficantes muitas vezes lhe convidavam a ganhar dinheiro de verdade e zombavam dele que sempre recusava, se desculpando)…
Um dia lhe chamaram para distribuir panfletos de candidatos. Dinheiro mole, dissera seu parente distante que saíra fazia pouco tempo da cadeia e se instalara na casa onde Eriberto morava com a avó, mas que pertencia a esse tio de segundo grau que fora preso mais de uma vez por assaltos à mão armada e outros delitos.
Foram no fim da tarde até Guaratiba, zona oeste do Rio, a fim de participarem de uma reunião com centenas de outros homens e mulheres num galpão. Uma mulher muito bonita coordenava tudo e não iniciou a palestra até que todos tivessem se servido com a farta quantidade de frios, pão, café e chocolate distribuídos sobre uma mesa enorme num canto do galpão.
Eriberto comeu até se fartar e já estava gostando do provável emprego.
Então a mulher começou a dizer:
— Vocês não vão trabalhar para candidato morto de fome, não! Quem já ta com a gente há mais tempo pode comprovar. É segurança total! O esquema é muito simples: fala que é gente do Arlindinho e do Severino que ninguém bota bronca com vocês. Não precisa ficar em esquina ou em calçadão de bobeira. Começa com os próprios familiares! Fala que o grande projeto é criar Centros Sociais de atendimento médico gratuito, oficinas de arte, cursos de informática… E do fim do tráfico, mas sempre no sapatinho.
— Os homi chegaram! Os homi chegaram! — Gritava um sujeito franzino, mas que usava um colete desses de guarda-costas.
— Então gente, esses, para quem ainda não conhece, são meu pai, o vereador Arlindinho e o meu tio, o Deputado Severino. — disse a mulher que coordenava a reunião.
— Boa noite, pessoal! Vocês são o reforço para nossa campanha, estou certo? — foi logo dizendo o que fora apresentado como deputado e entrara no recinto ao lado do irmão e rodeado de seguranças que não faziam a menor questão de esconder as armas que portavam. Nas últimas eleições eu fui reeleito e agora vamos reeleger o meu irmão. Quem ficar com a gente até o fim não vai se arrepender. Vai ter emprego bom para todo mundo que fizer parte da liga! — continuou o deputado.
Nisso, Eriberto percebeu que alguns daqueles homens armados usavam no peito, por baixo do colete, o símbolo do Batman e, fatalmente, lhe veio à lembrança a fatídica tarde em que os pais foram assassinados. Eriberto sentiu uma tonteira e vontade de vomitar. Pôs a mão na barriga… O tio percebeu que ele não estava bem e colocou a mão no ombro dele.
— Comeu demais, né figura? — brincou.
Enquanto isso o deputado havia passado a palavra para o vereador que falava, falava, ria alto e todos riam juntos, mas Eriberto não conseguia prestar atenção a nada. Só queria sair correndo dali.
Onde fora parar? — Era a pergunta que se fazia.
Ao fim da reunião o vereador e o deputado apertaram as mãos de alguns que estavam sentados mais à frente, sinalizaram pros que estavam mais atrás e foram embora seguidos por alguns dos que estiveram ali bebendo suas palavras e escoltados pelos seguranças.
Eriberto sabia quem poderia ter assassinado os seus pais, mas e agora? Aquele bando era poderoso demais! O tio dissera que boa parte dos que estavam escoltando eles eram policiais.
Os próprios políticos eram policiais licenciados!
Tinha que haver um meio de aqueles assassinos pagarem pelos crimes cometidos, mas como? Eriberto jamais pegara numa arma!
Decidiu não voltar mais lá, porém uma semana depois o tio chegou em casa todo sorridente. Mostrou um maço com uma grande quantidade de dinheiro em cédulas de pequeno valor e disse:
— Agora eu tou com os caras! E tem vaga pra você se quiser, figura! O carinha que recruta o pessoal da elite disse que você tem perfil de segurança e que se tu tiver a fim vai te arrumar uma boca. A grana vale a pena! Tem umas paradas com as vans da Zona Oeste. É só cobrar o pedágio referente à segurança e o salário bate na data certa. Da até pra arrumar um por fora acharcando os motoristas com uns vales transportes. Eles reclamam, mas sempre liberam. Molezinha, figura!
Eriberto não disse nada. O outro deu de ombros enquanto ele pegava a caixa de isopor cheia de garrafinhas de água mineral e gelo e foi para a Avenida Brasil tentar faturar um dinheiro enquanto ainda estava no horário do rush e havia engarrafamento.
No dia seguinte saiu muito cedo em direção ao centro da cidade, comprou um jornal no ônibus mesmo e foi marcando, na sessão de classificados reservada para anúncios de emprego, todas as possibilidades que lhe pareceram interessantes. Passou a manhã inteira preenchendo fichas e ouvindo a mesma desculpa de que aguardasse que entrariam em contato depois.
Parou em frente a uma gráfica, conferiu o endereço… Era ali mesmo! O problema é que já estava tarde e se houvera mesmo alguma vaga ali certamente já havia sido preenchida. Mesmo assim decidiu tentar. Foi até o balcão e uma moça fez sinal para que ele aguardasse. Não havia onde sentar e ele, exausto, ficou ali escorado no balcão. Minutos depois ela saiu por uma porta; a mesma por onde entrara ao pedir que ele aguardasse.
— Em que posso ajudá-lo? — perguntou delicadamente a moça.
— É que… Eu sei que já ta meio tarde, mas eu vim ver o emprego de entregador. — respondeu, quase gaguejando, Eriberto.
— A vaga foi preenchida bem cedo. Aliás, eram duas vagas. Infelizmente você não teve sorte. — disse novamente a moça.
Eriberto fez cara de resignado, agradeceu a atenção e já iria embora, quando um senhor de meia idade, barbudo e de óculos que também tinha saído pela mesma porta que a moça e ouvira a conversa perguntou:
— Você já trabalhou em alguma gráfica, garotão?
— Não senhor! — respondeu Eriberto.
— Tou procurando um aprendiz. Quantos anos você tem? — perguntou novamente o homem.
— Tenho dezessete! — respondeu novamente Eriberto.
— Eu tinha em mente um garoto mais jovem com no máximo dezesseis por causa da lei e tudo o mais, porém se você quiser fazer uma experiência eu vou te dar essa moral, porém não vou assinar tua carteira, ok? Se você topar a gente faz um contrato até chegar a época do Serviço Militar. Se lhe parecer interessante pode voltar amanhã mesmo. — Falou o homem de óculos que era o chefe da gráfica.
Eriberto agradeceu e disse que topava sim.
— O senhor não vai se arrepender em me dar essa chance. Eu não quero ser militar. Odeio armas e vou fazer de tudo para não ter que servir, mesmo que eu não esteja trabalhando aqui. — completou Eriberto.
No dia seguinte ele chegou às sete da manhã e o Pederneiras, o chefe da gráfica, foi logo dizendo que o expediente ali começava bem cedo.
— A gente faz serviços diversos, desde impressão de cartazes, cartões de apresentação… Mas o grosso vem da impressão de uma revista que fazemos para um jornal que fica na outra esquina e é de um pessoal da família. Portanto o negócio aqui pega fogo até altas horas. Se quiser aprender e entrar no ritmo vai ter que se esforçar bastante, ta falado? — Perguntou o Pederneiras.
Eriberto assentiu com a cabeça.
O próprio Pederneiras fez um “tour” com o Eriberto pelas instalações e foi falando o nome de cada máquina, cada funcionário e sua respectiva função… A maioria das máquinas parecia bem antiga, todas interligadas a terminais de computadores, mas estavam trabalhando a todo vapor.
— Aqui a gente só não trabalha para político! Pode ser que no futuro a gente tenha até que fechar, mas para essa classe eu prefiro não executar tarefa alguma, se bem que existem uns caras muito decentes, porém prefiro não abrir exceções que venham a se tornar precedentes, entendeu? — Ia falando o Pederneiras…
— Aquela dali é o xodó da casa — apontou para uma máquina mais moderna e de tamanho maior que as demais — é nela que são impressos os livros de uma Editora que terceiriza o serviço para a gente. Aqui você vai começar executando a limpeza das máquinas, lubrificando quando necessário, dando uma geral no chão, porque todo mundo cuida da limpeza do local, apesar de ter a galera da faxina pesada. — Completou o Pederneiras.
O chefe da gráfica parou em frente a uma máquina que mais parecia uma peça de museu e que, apesar de antiga, estava bem cuidada e conservada. Mostrou como eram realizados os trabalhos no passado com a colocação dos tipos um a um… Eriberto estava encantado com toda a novidade! Osmar, um dos repórteres do jornal que dividia os excessos nas demandas de impressão com a gráfica, apareceu de repente e o Pederneiras apresentou o Eriberto como a nova aquisição para a equipe e como Osmar era bastante jovem, começaram a conversar enquanto o Pederneiras estava cuidando de alguns afazeres, dando algumas ordens… Eriberto ficou muito feliz quando Osmar o convidou para fazer uma visita futura nas dependências do jornal.
— A oficina de lá é de cair o queixo, cara! Se você se impressionou com essa daqui vai ter uma surpresa ao ver a nossa que já está completamente informatizada! — Falava sem parar o Osmar.
Osmar era repórter policial. Naquele momento não estava indo muito bem. Ele explicou para o Eriberto que precisava de um “furo” de reportagem para manter o respeito do editor chefe do jornal. Marcaram de comer alguma coisa juntos na hora do almoço e o Pederneiras foi logo avisando que era só de meia hora. Passou algumas orientações de trabalho pro Eriberto ir se ocupando. Osmar se despediu, confirmou o almoço e foi embora.
No intervalo para o almoço, Eriberto, constrangido por não ter dinheiro para mais que um sanduíche, foi tranquilizado pelo Osmar que lhe convidou para dividir um galeto.
Eriberto era de falar pouco, mas ao se sentir a vontade com o Osmar contou a infância em Campo Grande, o assassinato dos pais e a vida difícil na Vila Kennedy, morando na casa do tio ex-presidiário.
Contou sobre a reunião no galpão na Estrada do Magarça, em Guaratiba, onde a mulher bonita coordenava tudo sob o olhar atento de vários homens armados… Contou que reconhecera o mesmo símbolo que ele vira nos vidros de trás dos carros nos quais chegaram e fugiram os bandidos que mataram seus pais, nas camisas dos seguranças dos políticos que queriam recrutá-lo para uma tal de “Liga da Justiça”. Osmar nem comia mais! Ficara vidrado na história e de vez em quando incentivava Eriberto a continuar falando. Esse, por sua vez, contou também o esquema das vans…
O horário do almoço acabou para Eriberto e Osmar o convidou para continuar a história no almoço do dia seguinte.
— Faço questão de pagar de novo amanhã! — frisou o Osmar.
Na manhã seguinte Eriberto chegou antes das seis e meia da manhã para impressionar o Pederneiras e tinha bastante serviço para fazer. Na hora do almoço o Pederneiras disse que ele poderia tirar uma hora livre.
Encontrou o Osmar no mesmo boteco e conversaram bastante. Num dado momento Osmar disse que precisava de um favor do Eriberto, mas disse que ele poderia recusar tranquilamente que a amizade deles, que apesar de recente, continuaria a mesma.
Antes de Eriberto esboçar qualquer reação Osmar foi logo dizendo:
— Cara! Eu preciso que você volte numa daquelas reuniões lá no galpão. Quero, se possível, que você aceite fazer parte da equipe, pois a gente pode colocar essa gente na cadeia! Mas te aviso logo que é muito perigoso! Eles matam pra caramba! Andei investigando e tem um monte de crimes relacionados a esses caras, mas ninguém abre a boca. Tem delegados que recebem dinheiro deles e por isso fica tudo como se fossem negócios normais. Tem até um esquema de venda de gás adulterado! — Concluiu o Osmar.
Eriberto sentiu-se ofendido e temeroso com um pedido de tamanha dificuldade, mas disse que iria pensar. Além do mais tinha o emprego na gráfica que pagava pouco, mas era um começo! O Osmar disse que ele poderia ficar tranqüilo. Só se envolveria se quisesse e ele entenderia qualquer que fosse sua decisão porque realmente era uma tarefa difícil de cumprir. Apertaram as mãos, se despediram e cada um voltou pro seu ambiente de trabalho.
Eriberto passou a levar uma marmita que a avó preparava e ficou quase uma semana sem ver o Osmar que também andava ocupado com umas matérias ligadas às campanhas políticas.
O tio do Eriberto não aparecia em casa fazia três dias e na terceira noite uns caras chamaram por ele do lado de fora da casa. Eriberto atendeu e disse que o tio tinha desaparecido, pois não dera notícias e sua avó estava desolada. Eles murmuraram alguma coisa e foram embora logo.
Na manhã seguinte Eriberto viu um movimento numa área adjacente à Avenida Brasil onde costumavam desovar alguns corpos. Ele foi até lá antes que seu ônibus passasse e quase desmaiou ao ver o tio em pedaços, que alguns curiosos e policiais tiravam de dentro de um saco enorme. As partes do corpo estavam crivadas de bala. Os membros e a cabeça do tio estavam separados do tronco. Alguns dos que estavam ali riam da cena macabra e Eriberto não se conteve e começou a vomitar.
Eriberto se recompôs com muito custo e procurou um orelhão, pois não tinha créditos no celular, para ligar pro Pederneiras contando o que ocorrera. O Pederneiras não estava de bom humor, mas liberou ele para ficar em casa só naquele dia.
Parece que o tio de Eriberto tinha desviado um dinheiro da segurança e a punição foi a morte daquela forma!
No dia seguinte, após o enterro do tio, Eriberto foi logo procurar o Osmar e disse que topava encarar o desafio que ele lhe propusera. O Osmar lhe deu um pequeno dispositivo que servia para gravar conversas e orientou como usa-lo. Eriberto pediu demissão da gráfica, pra surpresa do Pederneiras que estava gostando da dedicação do jovem, e procurou o responsável pelo recrutamento do pessoal da segurança. Foi aceito de imediato, não antes de receber as instruções acerca das funções que ele exerceria e de ser lembrado como seria a punição em caso de traição.
O galpão em Guaratiba era um Centro Social, onde centenas de pessoas eram atendidas por médicos e outros profissionais. Os habitantes do lugar idolatravam o vereador Arlindinho e nas imediações do Centro Social que agora estava com uma lona preta tapando o nome do vereador por causa das leis eleitorais estava sempre rodeado de sujeitos mal encarados que apesar de não fazerem parte da segurança, gostavam de se fazerem passar por homens do Arlindinho.
Uma reunião foi marcada em meio à madrugada e foi decidido que tomariam o ponto das vans das Comunidades do Jardim Maravilha, Cinco Marias, Pedra de Guaratiba, Areal e outros bairros das redondezas. Muitas cabeças rolaram. Tiros de fuzis acordaram a população e numa ação rápida, Arlindinho passou a ter o controle total de todas as linhas de vans. Eriberto participou da reunião, mas ainda não era de confiança para participar do “abafa”. Mas gravou todo o diálogo. No dia seguinte procurou o Osmar e ouviram juntos todas as determinações do Arlindinho. Osmar disse que para a justiça a gravação era ilegal e não serviria como prova, mas eles poderiam tirar algum proveito. Havia uma ameaça de estourar o point de cobertura das ações que era uma delegacia no centro de Campo Grande. O delegado chefe não estava satisfeito com as reclamações do Secretário de segurança do estado e estava ainda mais insatisfeito com o valor do arrego que recebia e que tinha que dividir com alguns agentes. Ciente dessa insatisfação, Osmar deu um jeito de a gravação chegar até o delegado e, esse que ouviu de uma ameaça de bomba contra a própria delegacia, retirou as viaturas do pátio e deixou um pessoal de sobreaviso. Na mesma noite preparou uma equipe com ordem judicial e o apoio da Polícia Federal. Estrategicamente organizaram uma investida nas casas dos filhos do vereador e de todos os cabeças com mandados previamente expedidos por um juiz Federal. No início da madrugada enquanto a força tarefa se dirigia até a casa dos meliantes, dois deles passavam lentamente sobre um viaduto que fica acima e paralelo à Delegacia e lançaram uma bomba de efeito bastante destrutivo de lá de cima no pátio externo da Delegacia. Enquanto isso o vereador, o filho e a filha, juntamente com dezenas do bando, além do deputado estadual, eram presos em diversos pontos da cidade.
Por incrível que pareça, a população que era beneficiada de alguma forma por esses bandidos fez uma manifestação em prol da soltura deles, mas que não deu em nada e Eriberto se sentiu vingado parcialmente porque os irmãos que eram os cabeças da organização criminosa foram encaminhados para uma prisão de segurança máxima num estado do centro oeste brasileiro, mas infelizmente, mesmo presa, a filha do Arlindinho conseguiu ser eleita vereadora, saiu da cadeia e aos poucos o terror voltou a imperar novamente.
O Osmar e o Eriberto, que passaram a se encontrar mais vezes num bar próximo da redação do jornal, comemoravam os dezoito anos do Eriberto junto com outros novos amigos do jornal e os amigos da gráfica, onde Eriberto fora readmitido, quando o Batman, homem de confiança do Arlindinho e do Severino, e, o mais cruel dos matadores da organização, que conseguira “fugir” pela porta da frente do presídio onde estava sob custódia na cidade do Rio de Janeiro, desceu de um carro de luxo com um fuzil nas mãos e juntamente com outros bandidos exterminaram o Osmar e o pobre Eriberto. Deixando vários feridos…
E a Liga passou a ser ainda mais temida…

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here