Mexendo Com Arte, Matemática e ilusões…

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Quem inventou a Arte?
Se olho para meu derredor vejo quadros pintados numa infinidade de cores e formas vivas, ouço sinfonias de pássaros cuja plumagem mais parece ter sido pintada em cores que o homem ainda não conseguiu reproduzir com seus pigmentos; percebo o ritmo frenético do tempo a martelar e encadear ciclos que vão e vêm…
Ok! D’us é o grande inventor da arte.
Se bem que os evolucionistas afirmam ser obra do acaso…
Esses têm mais fé do que eu, mas também não acreditam na fé!
Povo curioso… Até na descrença há certa dose de Arte.
Pensei aqui no monóstico de Adão:
“És carne de minha carne e ossos dos meus ossos”!
E esse fragmento do primeiro Drama?
“Porventura sou eu guardador de meu irmão?”
Caim
Hoje a arte tem dono:
Fulano inventou isso, sicrano inventou aquilo…
Mortais!
Quando eu estudava matemática na pré-adolescência descobri as Sequências!
Então conheci a histórias de Gauss, menino prodígio que nos seus dez ou onze anos de idade surpreendeu o professor de matemática com seu uso infalível dos equidistantes!
A história é a seguinte:
Contam que o professor de matemática daquela classe de quinta série não estava muito disposto a ensinar um certo dia e, para ocupar o tempo da aula, mandou que os alunos somassem todos os números de um a cem (1 + 2 + 3 + 4… +100).
Ele imaginou que os “pestinhas” levariam o período de toda a aula para resolver os cálculos. Mas a história diz que um garoto, Friderich Gauss, resolveu em poucos minutos ou segundos…
Usou a técnica do somatório dos equidistantes e, em seguida, multiplicou pela quantidade dos tais equidistantes.
Para que o leitor entenda melhor ele fez o seguinte:
Lembrou que de 1 a 100 existem 50 pares de números equidistantes ou que têm a mesma distância na escala entre si.
Com as mãos abertas (espalmadas) viradas para baixo repare que a distância entre cada dedo igual é a mesma.
Ou seja, os polegares situam-se na mesma posição, os mínimos também distam de igual forma entre si…
Enfim!
Gauss fez a seguinte soma:
1 é equidistante de cem: 1 + 100= 101
2 é equidistante de 99: 2 + 99 =101
3 é equidistante de 98: 3 + 98 =101
E assim por diante…
Como são 50 pares de equidistantes ele, simplesmente, multiplicou 101 por 50 que resultou no produto: 5050.
Então: 1 + 2 + 3 + 4… + 100 =5050.
Simples até demais!
Quer usar as mãos para entender melhor?
Imagine então que o seu dedo mínimo da mão esquerda vale 1 e o mínimo da mão direita valha 10 (afinal, normalmente temos dez dedos). 1  +  10 =  11
O anelar da mão esquerda vale 2 e o da mão direita vale 9, portanto  2   +  9=  11
Bom… Temos cinco pares de dedos nas mãos, de maneira que seus equidistantes somam 11.
Então, 5 pares vezes onze igual a 55!
Isso! A soma de todos os números de 1 a 10 é igual a 55!
Legal, não é?
Esse menino Gauss viveu no Século 16 e sua “descoberta” deu início ao estudo do que chamamos de PA (PROGRESSÃO ARITMÉTICA) e PG (PROGRESSÃO GEOMÉTRICA).
Em pensar que no Século 12 a Sextina, estilo poético Clássico e difícil de compor, já usava o mesmo princípio dos equidistantes…
E aí? Gauss realmente inventou o uso dos equidistantes?
Provavelmente alguém na Antiga Grécia, ou mesmo no Antigo Egito já conhecia o uso dos equidistantes, mas os livros de matemática dão o crédito a Gauss.
Eu não costumo dar crédito a ninguém quando se trata de arte porque tudo já foi escrito, testado, reescrito…
Cabe aos poetas, escritores, pintores e artistas, em geral, darem o seu melhor e fim de papo!
Salomão já havia dito que a vaidade é correr atrás do vento.
Inovar, de fato, é  mera ilusão!
Ronaldo Rhusso

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