Mércia Ferreira

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bem, eu sou Mércia Ferreira, tenho 22 anos, sou estudante de Administração Pública e escrevo desde os 15 anos, porém só comecei a levar a escrita a serio em 2015. Não sou o tipo de pessoa que curte baladas, álcool ou vícios. Gosto de viajar, dormir e comer. Estou noiva. As más línguas dizem que estou enrolando o noivo. Rsrsrs Mas o que são quatro anos fugindo do altar? Escrever é meu carregador de bateria, minha paz.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Além da escrita, sou universitária. Estou no 7º período do curso e a formatura se aproxima.

Minha inspiração veio a principio da necessidade de fuga da realidade. Enfrentei perdas nos últimos anos e a cada momento ruim, me escondia nos livros e com o tempo passou a ser simplesmente uma necessidade natural, com ou sem acontecimentos bons ou ruins.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa é essa liberdade que me proporciona, me faz viajar e sentir leve. Bom mesmo é mergulhar de cabeça no misto de emoções que desenvolvo em cada momento da historia.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Ah, vovó que reclame, mas meu lugar para escrever é em cima da cama dela. Rsrsrs não gosto da escrivaninha. Nem pensar. Jogo os travesseiros para trás a forrar as costas, coloco outro para apoiar o notebook e passo o dia aqui, assim. E sempre que ela vem, já sabe que deixei o canto dela uma zona de fios. Rsrsrs

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero predominante é o Mistério-Suspense, mas danço por outros gêneros. Na calada da noite é suspense policial. Meu primeiro livro é um mistério cheio de horror, tenho uma variedade de contos românticos e outros sobre psicopatia. E meu mais novo projeto, O Anjo das Ruas é um romance voltado para questões sociais.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus livros sempre são visualizados por completo antes de colocar no papel. Quando inicio uma historia, sei como irei começar, desenvolver e concluir. Meus personagens parecem ter vida própria, pois já vêm com seus nomes definidos e apenas acentuo e modero tudo. O que quero dizer é que cada um tem o nome que condiz com sua personalidade e estilo.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A pesquisa é o momento mais importante da criação, então, para criar cada universo é necessário ir fundo nos detalhes que irei usar. Sempre faço uso de internet para estudar lugares diferentes, assisto muito sobre a temática que abordarei e leio sobre também. No caso de Na Calada da Noite foi um dos estudos mais bizarros que já fiz, pois a historia se inicia em um cemitério. Pesquisei tantos que perdi a conta, salvava fotos, assisti a filmes. Tudo pelo bem maior que é a criação!

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Em livros não, mas em autores, de certa forma sim. Eu paro e penso que em algum momento eles foram como eu, que sonhava e ia criando, teve uma trajetória difícil no inicio, e que persistiu e chegou lá.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Estou na minha segunda publicação e nunca tive problemas quanto a publicar.

Mas sempre publico boa parte do material em plataformas gratuitas e já tive uma historia em que parei de me sentir bem ao cria-la e desisti dela.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

A nossa literatura tem tido um forte crescimento nos últimos tempos, resistindo e lutando para ganhar mais espaço, já que em maioria as pessoas estão buscando livros estrangeiros. É agora o nosso auge, onde estamos começando a dar os primeiros passos em comparação com a literatura que vem de fora.

Mas temos escritores magníficos dentro da literatura nacional, autores de escrita impecável e divina.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Esta questão é algo muito relativo, pois muitas vezes aquele livro que não achamos que seja bom conquista por sua vez seu determinado publico. Sempre haverá um leitor que gostara de algo que não gostamos e muitas editoras têm investido no que venda, baseado em leituras e seguidores de determinado autor em redes sociais e plataformas.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Baseado no que tenho visto e nos investimentos necessários para termos um livro de boa qualidade em mãos, não creio que sejam realmente absurdos como muitos dizem. Tenho acompanhado as etapas de produção de um livro e sei que é necessário vender muito para que se tenha o retorno de investimento, então não vejo do que reclamar. Sim, o livro estrangeiro sai mais barato em alguns casos? Mas eles já vem com alguns processos realizados como a capa, por exemplo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Uau, são tantos! Tenho verdadeira paixão por diversos livros e diria isso, com certeza. Um exemplo é um livro que conheci recentemente: Olhe em meus olhos, da Carol Mesquita. A obra é de uma genialidade sem igual.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Com certeza iniciaria a trilha com uma marcha fúnebre. Depois partiria para Gun’s Roses com Welcome to the jungle e Slow suicide de Scott Stapp.  

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

 Um livro que não me sai da mente até hoje e que li duas vezes com a mesma emoção é Marley & eu.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sempre! Na verdade estou escrevendo um novo livro Chamado O Anjo das Ruas. É um romance voltado para questões sociais e reais. Abordo temas como o HIV, estupro e gravidez pelo ato, projeto social, sobre o altruísmo e o amor maior entre as pessoas. Comecei a escrever o Anjo das ruas para mostrar na literatura que o amor não está limitado a apenas casais, como vinha lendo nos últimos tempos. Decidi sair dos trilhos e abordar a amplitude do sentimento, mesmo sendo o romance um gênero mais difícil para mim em desenvoltura. E neste caso principalmente, pelas pesquisas que venho fazendo, lidando com casos reais, inspirando os personagens em realidade.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho muitos blogs, suas criticas e resenhas e vejo esse trabalho como um UP na literatura. As vezes acabamos comprando um livro apenas pela critica e resenha cedida por blogs e isso acaba incentivando a conquista por leitores novos.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Primeiramente seria minha família, que não leem nem bula de remédio. Seria imensa alegria para mim. E em parte já tenho essa conquista de leitores, pois muitos dos que admiro me acompanham.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Não há maior alegria que ver um leitor satisfeito com o seu trabalho.

E para isso são dias e noites empregadas em trabalho árduo de escrita, revisões, produção completa até que se tenha um ótimo resultado.

Outra grande alegria é de fazer parte de um bom time para trabalhar, quando se faz parte de uma editora. E ao Editorial Hope eu só tenho a agradecer pela parceria e bom trabalho em equipe.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores eu digo que não há prazer maior que embarcar em uma boa leitura. E mais, sei que todos nós, tanto escritor como leitor, temos no peito um mar de sonhos a conquistar, então os busquem, conquistem.

A todos que chegaram ate aqui e que me acompanham, só tenho a agradecer. Não é uma jornada fácil, porém não é impossível e aos poucos vou conquistando meu espaço.

Quero deixar aquele abraço e aperto especial a minha revisora e amiga diva, Carol Mesquita. Ela que passou dias e noites em um árduo trabalho até alcançarmos o resultado desejado.

Agradeço também pelo espaço a mim concedido aqui. Um grande abraço a todos!

Mércia Ferreira.

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