Mentira.

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Mentira. Não vou postar ficção, como eu havia dito. Eu vou é continuar filosofando – como se entendesse minha própria filosofia – e supondo e divagando.

E agora eu ando pensando sobre como nós simplesmente não enxergamos, às vezes, os erros que cometemos. Preferindo colocar toda a culpa no outro, na vida, em Deus e até no acaso. Às vezes a bigorna da culpa não é nossa mesmo, ou não em sua maior parte; mas quase sempre nossa parcela de culpa é maior do que imaginamos, nós, cegos submersos em nosso ego superficial.

E aí a necessidade de refletir, de tempos em tempos, sobre nossos relacionamentos e nossos comportamentos. Nada dramático, melancólico, exaustivo. Apenas considerar, da forma mais prática possível, alguns pontos. Tentar se colocar no lugar do outro. Coisa que não é nada fácil. Ser capaz de reconhecer que o outro nos oprime, porque esse é um direito nosso. E ser capaz, ainda mais capaz de reconhecer que oprimimos alguém. Alguém a quem talvez estejamos tão acostumados a repreender, como se a culpa fosse inteiramente dele.

Só acho que, no fim, tudo é com a gente. Não importam as pessoas, os fatos, as probabilidades, nem mesmo o que você fala; importa é o que você faz. E mais: o que decide fazer. Porque viver, viver só pode ser decisões!

E assim eu termino esse breve hiato existencialista.

Com a gente tentando não culpar o mundo, e também não se culpar por tudo. Equilibrar na balança. E que se dane a balança, também. É a gente fazer o que dá, e principalmente o que é necessário. Olhar as coisas direito. Admitir o quanto nossa vida depende de nossos atos, de quem nós escolhemos ser. É nossa responsabilidade! Somos nós que precisamos enxergar, e escolher, e fazer, e mudar!

E é isso.

Pare de culpar os outros. Pare de se culpar demais. Faça alguma coisa! De preferência, todas as que forem possíveis e impossíveis!

 

Fonte da imagem: We Heart It.

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