Max Belzareno

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      1. Fale-nos um pouco de você.

Pois bem, me chamo Maximiliano, mas sou conhecido artisticamente como Max Belzareno, tenho 26 anos e sou natural do Rio Grande do Sul. Entre minha vida social e acadêmica, estou me inserindo nesse incrível e assustador mercado literário, isso porque acredito que minhas obras tem muito a contribuir na vida das pessoas. Até o momento possuo  cinco publicações e tenho alguns projetos em mente para o ano de 2018. Amo muito essa profissão e a considero uma forma de devolver à sociedade tudo que ela já me proporcionou. Acredito muito no poder transformador da literatura.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

No momento ainda estou estudando; vou concluir a faculdade de História no próximo ano. Entre estágios, trabalhos e outros compromissos, me dedico apaixonadamente pela escrita literária. Creio que é correto afirmar que sou inspirado pelas minhas lembranças e experiências. Sabemos que muito do que nos acontece é armazenado; utilizo a literatura como forma de debate e reflexão. É uma forma que utilizo para aproveitar tudo que acontece em minha vida.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Definitivamente (re)aproveitar tudo que me acontece. Sejam coisas positivas ou negativas, os acontecimentos servem de matéria prima que podem originar um produto; e esse produto, ou obra, pode apresentar um caráter transformador na minha vida e na das pessoas que se dispõe a lê-lo. Por exemplo, no meu primeiro romance, chamado “Inesquecível”, uma das principais mensagens transmitidas, é o da necessidade e força do perdão na vida dos indivíduos. Escrever foi uma forma de exorcizar sentimentos que eu alimentava dentro de mim. Quando conclui a obra percebi que é possível perdoar pessoas, tamanho o poder de convencimento das palavras. Em suma, acredito muito no discurso(para o bem e para o mal), e isso dá maior sentido na minha escrita.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não, escrevo em qualquer lugar. A escrita é algo mais interno do que externo. Posso estar num lugar muito confortável, mas estar me sentindo uma bagunça por dentro. Nesse caso, a escrita não flui.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sou adepto do Romance. Todavia, fui convidado a participar de uma Antologia de contos, chamada “UM CÉU E ESTRELAS”, organizada pelo escritor Dêner B. Lopes. Foi uma experiência muito gratificante e se depender da minha vontade passearia por tantos gêneros quanto fosse necessário; tudo em prol da minha evolução e experiência como escritor.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus livros são um convite à reflexão, gosto muito de questionar os fatos para entender determinados comportamentos. O conhecimento é uma arma poderosíssima num espaço permeado de tantos preconceitos e armadilhas, como nossa sociedade. Os livros em si abordam aspectos psíquicos e filosóficos; falo muito sobre solidariedade, identidade, autoconhecimento, a forçadas palavras e do perdão, entre outros assuntos que considero pertinentes. De fato, posso afirmar que escrevo sob influência da minha intuição, confio muito nela. É minha bússola mais confiável.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Acho que um bom escritor deve ser, acima de tudo, um bom observador e agir, muitas vezes, como mediador. Gosto de estudar diferentes pontos de vistas e por isso me aprofundo muito no psicológico das pessoas. Leio sobre os mais variados assuntos e procuro conhecer as realidades das pessoas que me cercam; considero a convivência uma forma de oportunidade. Todavia, minhas pesquisas de campo são mais restritas a lugares que frequento no meu dia a dia. Espero, em algum momento, ter a possibilidade de viajar para fazer novas pesquisas. Escrever e viajar são componentes que combinam.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Gosto muito de Shakespeare, Jane Austen, Caio Fernando Abreu, entre outros autores. Em suma, o que estiver ao meu alcance estou lendo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O maior desafio foi encontrar uma editora, no ano de 2015, que se arriscasse em apostar as fichas num autor, até então anônimo, como eu. A partir disso, as coisas tem funcionado de maneira mais fácil para mim. Pouco a pouco estou obtendo o reconhecimento no mercado. Até o momento publiquei todos os livros que escrevi; graças à internet há plataformas de publicação que não precisam ser, necessariamente, pagas. Todos os meus livros são impressos pela Chiado Editora, mas o último deles chamado “O (celul) AR DE BENTO” está disponível apenas em e-book.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

 Pela minha experiência no mercado literário, entendo o cenário nacional como uma extensão dos países mais desenvolvidos. Encontramos muitas histórias genéricas, desejosas de desfrutar o mesmo sucesso editorial vivenciado em outros lugares. Porém, acredito que haja uma safra de escritores, digamos mais promissores, mas ainda invisibilizados pelo mercado. Sabemos que um dos critérios para ser publicado é possuir um caráter “comercial”. Nesse sentido, a originalidade acaba sendo colocada em segundo plano. Em suma, há muito ainda o que se conquistar no mercado.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Como já comentei na pergunta anterior, há muita reprodução de uma fórmula de sucesso, mais do que a produção de histórias originais ou inteligentes. Escrever um livro é um projeto ambicioso e trabalhoso, deve ser levado a sério. Percebe-se com esse “boom” muitas pessoas escrevendo narrativas sem muito aprofundamento ou pesquisa, pois esse trabalho é encarado somente como algo comercial. Quantidade é mais importante que qualidade; não é o amor à causa que tem movido esses ditos escritores, é mais um apelo à popularidade e fama. E o que, de fato, é desesperador.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não encontrei livros nacionais de valor elevado pelas livrarias que passei. Livro é um tipo de investimento; o que percebo é que os autores nacionais são muito desvalorizados no país. Por vezes os livros de autores estrangeiros são mais caros, mas isso não é questionado. As pessoas desembolsam valores elevados em noitadas, mas acham caro pagar determinado valor num livro. Acho que fazer esse tipo de cálculo é uma forma de exemplificar o que é tratado como prioridade no Brasil.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“Orgulho e Preconceito” de Jane Austen. Acho as técnicas e narrativa dela de um talento admirável.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

A música “My all” da cantora Mariah Carey, me influenciou muito durante a escrita do primeiro livro. Tanto a letra, como a melodia transmitiam um tom melancólico e desesperador, o que foi catalisador essencial para o desenvolver da narrativa do primeiro e quarto livro, principalmente.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Uma pergunta muito difícil. Não tenho uma resposta pronta para essa questão; porém, posso dizer que a saga “Harry Potter”, de J.K. Rowling, despertou em mim a vontade de ser escritor. Devido essa constatação, que acabou culminando nessa entrevista e em todo o resto, devo considerar esse o livro da minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente?
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    Se sim, pode falar sobre eles? Bem, acabo de concluir uma obra que publiquei pela Amazon. “O (celul)AR DE BENTO” é um romance que fala sobre os relacionamentos superficiais do século XXI e sobre a dependência que possuíamos acerca da tecnologia e dos celulares. Considero uma história muito promissora, pois levanto questionamentos muito pertinentes sobre nossa maneira de existir.

  2. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Bem, escrevemos para sermos discutidos e comentados. Acho interessante essa troca, pois as críticas dos blogueiros e booktubers, à sua maneira, incentivam o gosto e a importância pela leitura. Eu sou inscrito em alguns canais, e já fiz parcerias com alguns blogs. A tendência é eu obter maior visibilidade a partir da avaliação desses leitores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Bem, qualquer pessoa que pegar meu livro em mãos deve ser valorizado. Porém, não posso deixar passar despercebido o fato de que ter um livro avaliado pelo escritor Luiz Antônio de Assis Brasil, seria um sonho realizado.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ter o seu trabalho reconhecido pelos pares e pelo público leitor. Perceber que o seu trabalho está repercutindo de uma maneira positiva e que as temáticas abordadas nas obras tem gerado assunto para discussões. Acho que essa é a maior alegria que um escritor pode experimentar na vida.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Em primeiro lugar não desistam da escrita. É algo muito precioso para ser sacrificado. Também não tenham medo de ser lidos; esse é um dos maiores receios de um escritor que está se lançando no mercado, e não há razão de ser. O que me move, por exemplo, a escrever, é produzir histórias que eu mesmo gostaria de ler e ainda não encontrei. Tenham em mente que o que escreverem terá valor para alguém; e esse é um excelente incentivo para levar em frente um projeto desses.

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