Mari Sales

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa carinhosa por natureza e muito espontânea. Tenho um casal de filhos ( 1 e 2 anos), sou formada em ciência da computação e apaixonada por filmes de ação. Desde sempre gostei de escrever, sabia expressar melhor meus sentimentos colocando-os no papel do que verbalmente. Com minha experiência profissional, aperfeiçoei essas duas formas de me expressar, verbal e escrita.
Em um momento de transição na minha vida, busquei nos livros um refúgio e com eles, vieram todo o mundo da literatura nacional.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalho formalmente como Analista de Sistema. Adoro computadores, números e letras.
Minha inspiração vem do nada. De repente, enquanto estou dirigindo o carro, vejo alguém atravessando a rua, surge uma ideia de uma cena, uma nova história ou um conto. Tem horas que tenho medo de mim mesma, porque nada pode ser falado perto de mim, que em minha mente, eu romantizo (no sentido de escrever uma história).

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ter o poder de criar o que eu quiser. Dar o rumo da história do jeito que eu imagino e acho ideal. Além disso, tem o carinho dos leitores e suas opiniões. Gosto muito quando as pessoas conseguem captar a mensagem que eu queria passar, ou quando o leitor encontra uma nova interpretação para o que escrevi.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Meu cantinho é na mesa da sala de jantar com o notebook ou na cama, antes de dormir, com o celular. Aprendi a usar o pequeno dispositivo eletrônico e digito minhas ideias para no outro dia, lapidar no notebook.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romances com romances. No momento, não me encaixo em nenhum outro lugar que não seja esse. Já escrevi poesias e crônicas.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Superando com Amor, meu primeiro livro lançado na amazona, foi inspirado na intolerância das pessoas em não saberem desculpar o erro alheio. Eu era uma dessas pessoas e com as experiências da vida, aprendi que todo perdão é válido, se feito de coração, mesmo que o mal feito foi fatal. A mocinha Isabel foi em homenagem a minha madrinha, que também é psicóloga. Jorge, o padrinho de Luis, foi em homenagem a um falecido tio do meu marido.

Selvagem Moto Clube surgiu da minha paixão por motocicletas e do poder feminino. As mulheres de hoje lideram muitos homens e vejo, em sua grande maioria, essas mesmas mulheres solteiras. Então, surgiu a ideia de encontrar esse casal ideal dentro de um moto clube, sendo a mulher a presidente. Os nomes dos personagens praticamente brotaram na minha mente, sem nenhuma intenção de homenagem.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A minha pesquisa é leitura. As duas histórias que publiquei são universos construídos com informações que tenho de outros livros. Gosto de ler todos vários livros sobre o tema antes de começar a escrever a minha história, para colocar no papel algo que ainda não foi abordado em outras histórias.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim, mas do tipo o inverso. Eu gosto de ler para tentar escrever algo que ainda não foi escrito.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não, pelo contrário, só encontrei facilidade nesse meio. Wattpad, Amazon, Luvbook entre outras plataformas desse mesmo universo facilitar a vida de quem quer expor alguma história.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acredito que um espaço está sendo aberto e vários autores estão surgindo. Nosso meio está bem heterogêneo, desde gêneros, maturidade e qualidade. Estou aprendendo muito e gostando muito desse universo.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho muito bom, porque mostra que há facilidade em distribuir histórias e como está o cenário atual da nossa educação, porque aprendemos a escrever na escola. Se existem pessoas que querem contar história, com certeza essas mesmas pessoas leem e buscam cultura. Infelizmente, existem generalizações sobre esse boom, direcionando todos os lançamentos para o lado negativo. Eu sou uma das pessoas que tenta auxiliar um autor iniciante ao máximo, justamente para mudar esse cenário e as opiniões.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Ebook nacionais possuem preços acessíveis e a Amazon chegou com o kindle unlimited, o Netflix dos livros. Acredito que isso “barateou” os preços. Já os livros físicos, como conheço o preço do papel, o custo de uma impressão e do investimento de lançar um autor nacional no mercado, só me resta aceitar, porque não há absurdos nessa cobrança.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter? Ah, é uma das séries que contribuiu e muito com minha paixão pela leitura. Além de ser genial, existe muitos mistérios por trás da escrita da autora.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Superando com Amor: Engenheiros do Hawaí – O Preço
Selvagem Moto Clube: Beyonce – How Run the Word?

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Ainda não encontrei esse livro, porque tenho a tendência de gostar de vários livros. Uma história complementa a outra e… meu coração é enorme. Tenho vários livros da minha vida! O que fez eu mergulhar de cabeça nesse mundo literário nacional foi 7 Dias com Você da Aline Sant’ Ana.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Nossa, um monte que precisei colocar no meu caderninho de ideias. Para esse ano, pretendo lançar todos os livros da série Mulheres no Poder e, se der sorte, lanço mais um engavetado, que não posso contar ainda por estar em fase de gestação.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho tudo o que dá nesse pouco tempo que tenho para escrever, trabalhar, cuidar dos filhos, família… mas adoro. Toda crítica é válida, porque com ela vem muitas informações do meu público. Se agrado ou não, quero saber e melhorar sempre mais.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Já tenho a honra de ter três escritoras maravilhosas que leram meu livro: Sue Hecker, M. S. Fayes e Sabrina Lucas. Elas são maravilhosas e todas as opiniões delas são muito pertinentes!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Fazer o leitor captar o que você queria passar com minha história. Quando alguém que leu o livro fala o quanto a fez pensar sobre o assunto, eu me sinto como se tivesse cumprido minha missão, porque não quero apenas entreter, mas contar histórias que fazem crescer.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Sendo leitor ou escritor, quero agradecer o carinho e atenção dado nessa entrevista e com minhas obras. Nunca deixem de opinar, ou indicar um livro. Avaliem! Amazon e Skoob são ferramentas poderosas de exaltação de uma obra, por isso, se gostou de um livro, diga a todos por meio dessas redes.

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