1. Fale-nos um pouco de você. 

Meu nome é Marco Antônio, tenho 22 anos, nascido e criado no Rio de Janeiro. Lembro-me que desde pequeno gosto de escrever e ler, sendo Harry Potter uma das minhas primeiras paixões. Me considero uma pessoa criativa, mas um dos meus defeitos é a preguiça em passar as ideias pro papel (sorte que tenho conseguido estabelecer uma rotina nas últimas semanas rs). Fora os estudos e a escrita, gosto de aproveitar o tempo livre jogando videogame ou assistindo alguma série/filme.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Estou cursando Ciências da Natureza na UNIRIO, sou tutor de química e também faço curso de teatro, já tendo me apresentado duas vezes publicamente. Ainda não sei se terminarei a graduação, mas pretendo manter o trabalho de ator em paralelo com a escrita.

A inspiração surge de todos os lugares. Filmes, séries, nicks de jogadores, fotos… Tanto que eu mantenho um arquivo no drive para anotações de ideias e palavras-chave e uma pasta de imagens em meu computador; ambos servindo como fonte de inspiração para possíveis histórias futuras.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Brincar com as palavras e se jogar de corpo e alma no texto, criando universos e personagens que serão seus companheiros durante a escrita.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Volta e meia meu computador é meu porto seguro, mas depois que finalmente arrumei minhas estantes eu me junto a elas pra que os livros ali presentes, de alguma forma, consigam me inspirar.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu amo fantasia, mas não gosto de me rotular em um gênero específico. Já escrevi contos, poemas, terror, horror, fantasia, suspense, steampunk, sci-fi… O céu é o limite.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

“La Resenha” é um projeto onde eu resenho livros no Wattpad, então a “inspiração” vem das próprias histórias das quais resenho (estamos abertos para solicitação, só dar uma procuradinha lá 😉 ).

Fora isso eu não tenho nenhum livro finalizado ainda, mas dois dos meus contos já foram aceitos e serão publicados ano que vem: “2318”, na antologia “Hotel Vivace”; e “O Infortúnio de Valentina”,  na “El Maligno”; ambas pela Editora Illuminare.

Títulos eu gosto de esperar ter o texto terminado para pensar em algo que combine, mas geralmente vai pela intuição. Já nomes de personagens eu tinha bastante dificuldade, mas depois que comecei a colocar o primeiro nome que surgia na minha cabeça as coisas ficaram mais fáceis rs. Quando se tratam de nomes fantasiosos,  eu gosto de brincar com o Google tradutor.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Raramente eu faço uma pesquisa, porque na maioria das vezes uma fonte aleatória (imagem, música, etc) causa uma sensação em mim, automaticamente colidindo com algum pensamento que já tenha, e juntos formam uma trama (nesse momento só temos a ideia, o desenrolar é construído pouco a pouco após disso).

Quando o texto que vou escrever já tem uma ideia pregressa, como por exemplo para textos de concursos e antologias, eu leio o edital algumas vezes para ver se alguma ideia surge. Caso não aconteça, vejo vídeos e leio textos relacionados ao assunto para me inspirar.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não intencionalmente, mas eu reconheço que toda minha bagagem de leitura acaba servindo de base pra minha escrita. É gostoso quando releio para fazer a revisão, ver toques de quadrinhos e livros que fizeram parte de minha jornada no desenrolar do meu texto.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Por não ter finalizado nenhum romance nunca procurei uma editora para uma possível publicação. Por vezes eu colocava minhas histórias em sites como Wattpad, mas as baixas visualizações me desmotivavam e acabava retirando.

Com relação aos contos: eu participei de três concursos dos quais apenas fui recusado em um.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

É fácil sermos críticos com o boom que os livros ditos “modinha” fazem com a garotada (sendo grande parte de youtubers e afins), mas pra quem tem a oportunidade de frequentar bienais e feiras literárias vê que a literatura nacional não se resume apenas a isso. Há muitos escritores, dos mais variados gêneros, que têm feito um trabalho bem bacana, por isso é sempre bom ficar de olho nas novidades, principalmente de editoras pequenas.

E pra quem torce o nariz com livro de youtuber só digo que pelo menos é uma porta de entrada para o mundo da literatura, e isso pra mim já basta.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Pra mim fica claro que muitas vezes o livro vende mais quando este é associado a um nome famoso. Não vou mentir que fico triste quando vejo certas pessoas exaltadas, que têm suas histórias por vezes escritas por ghost-writers, sendo que tem muita gente que batalha pra ter seu lugar ao sol sendo jogada pra escanteio.

Mas é como eu disse anteriormente: a leitura, mesmo que iniciada em livros “modinhas”, eventualmente serve de porta de entrada para que os leitores procurem outras histórias no passar dos anos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É aceitável visto as baixas tiragens e as editoras que na maioria são pequenas, mas muitas vezes encontrei livros nacionais com preços do mesmo nível dos internacionais. Infelizmente ainda há um preconceito por parte de alguns leitores às histórias nacionais que logo são associadas a Machado de Assis e afins, relembrando as leituras obrigatórias dos colégios que foram motivo de terror pra muita gente. Ler clássicos é importante, mas para introduzir o universo da literatura aos jovens e instigá-los a ler acho que seria mais interessante diversificar as leituras escolares. Thalita Rebouças seria uma excelente opção.

Além disso, é importante mencionar a crise editorial que tem afetado livrarias, editoras, distribuidoras e afins. Por ser uma rede bem intrincada, infelizmente o prejuízo acaba refletindo no preço dos livros.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

“Eu, robô” e suas três Leis da Robótica.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Do I wanna know – Arctic Monkeys

Radioactive – Imagine Dragons

Megalovania – Undertale

Poison – Alice Cooper

Take on Me – A-Ha

Papaoutai – Stromae

Mambo No. 5 – Lou Bega

Radioactivity – Kraftwerk

Cilada – Molejo

Cheia de Manias – Raça Negra

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O Teorema Katherine.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Fora participar de mais alguns concursos que irão ocorrer, tenho dois projetos que são os que estão mais encaminhados no momento:

– O primeiro é uma fantasia chamada “Contos de Caostarr”, uma história que já postei e retirei do Wattpad diversas vezes pois eu não estava gostando da forma que a história estava sendo narrada. Agora montei duas possibilidades de esqueletos e já estou trabalhando nos capítulos;

– O segundo é um “romance” chamado “Contos românticos nem um pouco convencionais”, e como o próprio nome sugere serão contos onde vou tentar extrapolar o limite do ridículo e do bizarro com casais pouco convencionais, brincando com o próprio gênero do romance, e tudo baseado numa postagem de Facebook (e um dos primeiros será o relacionamento entre um cachorro e um avestruz, aguardem rs).

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho alguns booktubers de quadrinhos, e o trabalho deles é imprescindível no quesito de divulgar obras da mesma forma que dão uma primeira noção se vale a pena investir dinheiro na história ou não, o que nos dias atuais é muito importante.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Acho que ninguém. Às vezes sou meio envergonhado, e quando tomo coragem para mostrar algum texto para certos amigos eu chego a inventar um pseudônimo para que não saibam que sou eu quem escreveu.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver sua história ganhar vida, seja no papel ou na tela de um computador, e conseguir causar algum impacto na vida dos leitores.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Se você que embarcar no fantástico mundo da escrita tenho três palavrinhas para você: leia, leia, leia. Leia de tudo, coisas que você gosta e que não gosta. Páginas da internet. Rótulos de produtos de beleza. Tudo

Depois, escreva, escreva e escreva. Jogue as ideias no papel, tente achar ligações entre elas e vá montando um enredo básico. Crie e se apaixone por seu universo e personagens. Se você conseguir demonstrar paixão na escrita, de alguma forma ela irá tocar seus leitores quando eles começarem a aparecer.

E não se preocupe com haters. Concentre-se nas críticas positivas e ignore aqueles que querem apenas te botar pra baixo.

 

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