Marco Antonio Rodrigues

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1. Marco para nós é um grande prazer entrevista-lo. Conte-nos quem é Marco Antonio Rodrigues?

Moro em Niterói – RJ desde que desemboquei no planeta, completei 48 anos em setembro passado, convivo com Ana, Cléo e Frederico. A primeira minha esposa, os dois últimos são meus amados cães. Um casal de poodle, mãe e filho. Ela negra e ele caramelo.

Ganho meu sustento como Técnico em Segurança do trabalho, as vezes como vendedor, ofício que exerci durante anos.

Sou cinéfilo, observador, tranquilo, honesto, justo, falho, transgressor, humano.

2. Qual seu estilo literário?

Estou me experimentando com as palavras. Tenho trabalhos inacabados de romance, ficção e fantasia, mas tenho predileção por textos soltos, não muito longos, preferencialmente pelos reflexivos, mas também desenvolvo com elegância: humor, terror, drama e erótico.

3. Qual seu público alvo?

Depende! PERSPICÁCIA possui conteúdo capaz de agradar jovens, adultos e idosos, mas tenho trabalhos – emperrados por falta de tempo – voltada mais especificamente para o público infanto-juvenil e outros direcionados para o publico adulto.

4. Quais seus autores e estilo favoritos?

Gosto de Martha Medeiros, Augusto Cury, Nelson Rodrigues e muitos outros, além de Inúmeros do âmbito espírita, principalmente aqueles que exploram os cômodos científicos da doutrina, mas não me atenho, não me fidelizo aos que gosto. Se a sinopse do livro me agrada, leio.

5. O que te motivou a escrever o livro “Perspicácia – O aprendiz e a vida”? Quando sentiu que estava pronto para publicar este livro? Alguém o incentivou? Como foi esta iniciativa?

Há tempos vinha acumulando textos que os julgava bons, até que – na primeira ou segunda vez que me aventurei em participar de concurso literário – tive a grata surpresa de ter meu texto “Eu e eu” premiado, fato que impulsionou o desejo já existente em meu íntimo de publicar livros. Em seguida aprimorei alguns dos vários textos que tinha (e tenho) e culminou nessa coletânea de textos que, devido ao conteúdo de boa parte dos mesmos, nomeei de “PERSPICÁCIA”.

6. Fale-nos um pouco sobre o livro “Perspicácia – O aprendiz e a vida”.

O livro reúne 77 textos e trata de diversificados assuntos, mas no aspecto geral o trabalho possui uma aura reflexiva.

A coletânea foi catalogada como autoajuda, mas acho mais acertado “autoconhecimento”, já que o trabalho não apresenta soluções mágicas, direciona apenas à introspecção.

“A reflexão é um sol que dissipa lentamente as brumas que ofuscam nossa luz”.

A frase acima resume bem a essência do livro, que tem como missão, – além de descontrair e aliviar os bate-estacas da vida contemporânea – contribuir – mesmo que minimamente – com a transformação das pessoas, usando como instrumento para isto, as palavras.

Seria utopia e até petulância esperar que os textos agradem os leitores em sua totalidade, mas acredito que ao menos a metade deles agradará.

7. Marco o que mais lhe inspira a escrever?

Sou naturalmente observador e muito ligado nos detalhes do cotidiano, principalmente naqueles que envolvem a dádiva da vida, da existência como um todo e são desses aspectos comuns e corriqueiros – que passam despercebidos pela maioria das pessoas – de onde extraio aprendizado, transformo-os em textos, submeto-os a meu crivo pessoal de qualidade para mais adiante torná-los ou não públicos.

8. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil.

Não sou qualificado para falar sobre o assunto, mas é nítido e notório que a grande massa está buscando prazeres imediatos e obviamente sem esforço (os grandes veículos midiáticos tem se encarregado de lobotomizar mentes, de colocar antolhos nas faces, criando gerações escravizadas ao pueril, à futilidade).

Deleitar-se com leitura não é privilégio e sim descoberta de poucos. Grande parte das pessoas necessita de estímulos para isso e cabe ao governo criar medidas eficazes de incentivo à leitura para que as pessoas descubram o prazer que advém dela e consequentemente adquiram o hábito pela mesma. Mas no tocante a população/leitor, creio que já foi pior.

9. Quais são seus projetos literários? Teremos novidades para 2014/2015? Quais?

Essa questão muito me entristece, pois necessito publicar outros livros, mas não disponho de tempo. Possuo alguns trabalhos parados, textos necessitando apenas de aprimoramento, estórias aguardando prosseguimento, mas a insegurança financeira tem me tolhido de me dedicar aos meus escritos.

Sou muito exigente comigo, jamais publicarei um trabalho sem saciar o crítico que caminha comigo, sem acreditar que ficou bem escrito. O ócio é essencial para que se produzir textos de qualidade, mas como desfrutar do nadismo quando as dívidas necessitam ser quitadas, quando conforto básico precisa ser mantido? (Só um desabafo). Não tenho dúvidas de que publicarei novos trabalhos em algum momento, mas não posso precisar data.

10. Quais os maiores problemas encontrados pelo autor na publicação de seu livro?

Sem dúvida são as editoras. Com as grandes, as chances são ínfimas, quase nulas, pois estas almejam retorno imediato dos seus investimentos. Motivo este que as fazem investir em autores internacionais – nem sempre de boa qualidade – mas que desfrutam de alguma consagração, fato que facilita e impulsiona a venda dos seus investimentos. “Livros”.

Com boa parte das pequenas e médias, o interesse prioritário é o dinheiro. Em contrapartida, quando se dispõe de uma quantidade não muito grande de grana e uma dose cavalar de paciência para procurar informações básicas sobre mercado literário, sobre as diversas condições que as inúmeras editoras oferecem, para reeeeeeeeeler o próprio trabalho a fim de extirpar ou minimizar os erros, dá para se realizar esse sonho.

11. Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

Além de obstinação irrefreável, sugiro que depois de concluídos os trabalhos, deem a eles um tempo de descanso, para que, mais adiante, depois de um período razoável, sejam relidos. É comum, após o período de maturação o autor enxergar deselegâncias e depurar mais os textos, aprimorar mais a escrita.

Caso tenha necessidade de escrever continuamente, escreva outro trabalho enquanto o primeiro se assenta, descansa para ganha ponto como massa de bolo.

Um comentário

  1. Quem já leu Perspicácia conhece a qualidade dos textos de Marco Antônio. Cada texto te surpreende em um nível diferente. As reflexões são profundas. Lógico, que são textos que exigem do leitor. O vocabulário é rico, ele usa frequentemente analogias que demandam certa cultura, o que não torna o texto uma leitura fácil. Não é uma leitura rasa, mas cheia de incríveis camadas de significado, com qualidade literária raramente vista hoje em dia. Maravilhada é a palavra para retratar como me senti e me sinto toda vez que leio um texto deste autor.

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