Marcia Reis Mac Evan

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1. Fale-nos um pouco de você.
R: Sou a primogênita de uma família pequena, romântica de marca maior e artista de alma e coração.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
A) Eu sou formada em Biologia, dei aula por quatro anos. Atualmente estou cuidando do lar e dos filhos, e me preparando novamente para concurso na área da Educação.
B) Minha inspiração veio da minha infância, das histórias que minhas mãe contava, depois dos livros que lia, e de incentivos de professores.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
R: Melhor coisa em escrever é poder criar novos universos, personagens, coisas impossíveis de acontecer nas histórias podem acontecer. Isso é extremamente satisfatório.

4. Você tem um cantinho especial para escrever?
R: Na verdade não. Como a idade está me alcançando (brincadeira rsrsrs), gosto de escrever em minha escrivaninha. Mas fotos não posso enviar, pois é uma bagunça na maior parte do tempo. Já percebi que o artista cria melhor em meio ao caos. Bom eu sou assim.

5. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?
R: Sempre estou passeando pelos gêneros. Discovery Earth é um romance com pegada científica. Maschere é um romance com um suspense e hot, mas pega no Drama também.
Outros textos que estou trabalhando também variam, então ainda estou passeando pelos universos literários.

6. Fale-nos um pouco sobre os livros “Maschere – Máscaras da Vida” e “Discovery Earth II – A missao do passado”. . Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?
R: Discovery foi uma história que escrevi em meio ao ano letivo de 2000. Uni minhas paixões por mangás, astronomia e Star trek. Uma aula de biologia fechou o enredo.
Maschere escrevi recentemente enquanto voltava a ativa depois de anos sem escrever ficção. Julier é um personagem que amo. Não é perfeito, mas dentro de suas falhas me faz suspirar.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
R: Eu tento manter mais próximo da realidade, então pesquiso em sites, livros e direto com pessoas que podem ser fonte. Por exemplo, Flor do Ártico, texto que estou trabalhando, precisei da ajuda do meu pai com relação aos carros da época. E acabei me apaixonando pelos modelos antigos, e acabei aprendendo mais sobre uma parte da história brasileira que não se estuda nas escolas.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
R: Ninguém cria uma obra do nada. Somos o conjunto de referências que recebemos como conhecimento. Então somos sempre inspirados. Acho que tenho um pouco de muitos autores que gosto. Inclusive autores de fanfics. Gosto muito da escrita do Nicholas Sparks, mas estou focando em nacionais também, como a Bárbara Morais e Ricardo Ragazzo.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
R: Já tive muita dificuldade, mas atualmente a maior dificuldade é ser competitivo no mercado. As editoras tem dificuldade de se apresentarem nas livrarias frente às grandes Editoras, e o leitor se restringe ao meio mais fácil de aquisição. Em resumo: o autor nacional acaba ficando a ver navios ou lutando para vender pela internet.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
R: Acho muito promissor, no entanto, o brasileiro insiste em dar mais valor ao internacional. Enquanto esse pensamento não mudar, seja entre as editoras ou entre os leitores, teremos bons autores sendo ofuscados por obras que nem sempre são tão boas assim. Muitas vezes o marketing é melhor que o texto.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
R: Essa é a chance do crescimento e amadurecimento literário brasileiro. Como em qualquer área profissional, temos produtos bons ou ruins. Acredito que como leitora, eu tenho que desenvolver o senso crítico e selecionar o que é bom. Eu não leio tudo o que dizem ser bom, se no meu contexto, não me agrega nada, nem mesmo diversão.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
R: Impostos! Se for entrar nesse debate, infelizmente partirei para uma questão social, e que no momento está bem estampado no Brasil. Essa também é umas das minhas maiores batalhas: ter um preço acessível em meus títulos.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: Silo, Hugh Howey.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
R: Essa pergunta é muito difícil. Para Maschere escolheria Labios Compartidos da Banda Maná. Discovery teria a música de Macross (anime da década de 80) Do You Remember Love. Já Flor do Ártico, meu próximo título teria Máscaras, da Pitty.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
R: Complicado. A Bíblia é um livro que me impressiona. Aliás, livro não, mas uma coleção. Fora a Bíblia, teria muitos títulos. As Mulherzinhas, Fantasma da Ópera, O Conde de Monte Cristo, entre outros.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
R: Sempre né, rsrsrsrs. Flor do Ártico está praticamente pronto. Comecei o volume dois de Discovery Earth. E tenho muitos textos para reescrever. E se aparecer mais ideias, vou montando o trajeto a seguir. Minha cabeça trabalha demais, rsrsrsrs. Só posso dizer que esses textos vão superar em muito os que já foram publicados, afinal, estamos em evolução contínua.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?
R: Sempre acompanho. Tento sempre receber positivamente qualquer crítica, quando feita de forma profissional. Mas tem blogueiros que acham que escrever uma resenha é só ‘meter a boca’ ou ‘elogiar muito’. Isso não é verdade. A verdade, é que cada leitor pode ter uma interpretação do texto, e isso não necessariamente será como a do blogueiro. Então tento filtrar muito quando eu, Marcia, busco uma opinião. Por exemplo, como vou buscar opinião sobre um romance extremamente romântico (rsrsrs) com alguém que goste de terror? Não são todas as pessoas que conseguem fazer uma crítica sem levar seu gosto em conta. Essa é minha visão pessoal, pois fui treinada para escrever resenhas científicas, que tem que ser imparciais.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Na verdade, queria que minha professora de Língua Portuguesa do Ensino Médio, Ângela pudesse ler. Alías, isso me deu uma ideia. Rsrsrsrsrs . Mas posso dizer que tenho muitos leitores que eu admiro. Entre eles, a minha revisora Analine, e minhas amigas de infância e atuais, como Heloísa Fernanda e a Yanca Marques.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
R: Essa eu sei de cor: algum leitor te falar que está apaixonada por sua história. Isso é o paraíso

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Meus amores, nunca desistam dos seus sonhos. Eles podem demorar, podem parecer impossíveis, mas são eles que nos impulsionam a viver e lutar cada dia mais.

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