1. Fale-nos um pouco de você.

Sou um eterno apaixonado pela a vida e pelas poesias, sou um sujeito que se aventura na escrita e no mundo do direito. Embarquei no mundo das antologias de um tempo para cá e os resultados têm se mostrado positivos.

  1. Quem são suas inspirações? 

São amores que viraram grandes decepções. Amores que surgem no cotidiano. E claro, os amores que estão por surgir.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É o fato de conseguir passar o que sente, é o fato de poder criar um mundo novo se utilizando da verdade pertencente a cada ser. Eu gosto de escrever, pois busco dá voz a que nunca teve. Sei que a luta é grande, mas eu não fujo da luta. Um escritor existe antes mesmo do nascer, faz parte de um eu maior. Eu sei que não estou só.

  1. Você se identifica com os teus personagens?

Alguns personagens surgem do nosso eu mais equidistante, mas outros sempre tiveram ali. Não sei dizer se me identifico com meus personagens, mas sei que eles fazem parte de mim depois que são criados. São como filhos, eu sou apenas o criador, logo eu sou uma consequência deles também. Nunca se é o mesmo depois de criar um personagem.

  1. Qual seu gênero literário preferido?

Antes de qualquer coisa, eu sou um romancista e também uma realista. A verdade é que aceito desafios, logo procuro conhecer outros gêneros.  As poesias e os poemas sempre estão no meu caminho, porém ultimamente estou me aventurando entre o suspense e o surrealismo, existe uma beleza em toda obra literária. É Arte. Isso é grande por si só.

  1. Fale-nos um pouco sobre seus livros. Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu já terminei 11 livros, mas confesso que até o presente momento só publiquei duas antologias. A primeira foi o “sob o signo da morte“ onde Aurora e Rogério se aventuram no meu mundo sombrio. Agora a antologia do hotel Vivace está trazendo o “quarto 3309: a escolha do padre“ e nesse conto mostra uma história cheia de emoções, acredito que as pessoas irão gostar, eu me entreguei bastante nesse trabalho. Estou trabalhando em novos projetos, acredito que o ano de 2020 será proveitoso nesse sentido. Os nomes dos personagens surgem na minha cabeça, embora tenho que me controlar para não colocar o nome de antigos amores.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Procuro sempre entrar no mundo particular de cada ser criado. É obrigação que exista verdade. Eu quero que as pessoas amem, odeiem, chorem, riam dos meus personagens, pois é este o objetivo da escrita,

8.Fale sobre o Padre do seu livro.

O Padre é um personagem necessário, quantas e quantas vezes não estamos em uma situação parecida? A gente pode até não admitir, mas estamos sempre em uma guerra interna e outra externa.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, escrevo desde os 16, então estou nessa vida de escritor há 6 anos e o mercado editorial no Brasil é muito restrito. Você só continua escrevendo e tentando se de fato amar a escrita, é difícil encontrar até alguém que acredite em ti e na tua arte. A pergunta sempre é: “vai vender?“, “tem capital para investir?“ e não acho que a escrita deve se resumir a isso. Aposto que dezenas de Machados de Assis estão perdidos neste Brasil e nunca serão descobertos se tudo continuar assim.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Trata-se de um tempo conturbado e em momentos como assim a arte se faz necessária. É um absurdo saber que existe a tentativa de censurar livros como aconteceu na Bienal do Livro no Rio. Me desculpe o expressar, mas ninguém irá me calar.

  1. Você já sofreu escrevendo?

Com certeza, eu embarco nos meus livros, embarco no que acredito. Quantas e quantas vezes não chorei referente ao rumo que tudo tomou, mas mesmo os caminhos tristes precisam serem relatados e está presente na literatura. As vezes os leitores não entendem o motivo de um escritor fazer isso, pois eu respondo: isso é a vida, não tem como fugir.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Um desafio que precisa ser combatido. Eu mesmo já deixei de comprar livros nacionais devido o valor elevado. Deveria haver um subsidio para estimular a comprar de livros nacionais.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Jogos vorazes, acho sensacional o fato de os personagens lutarem para sobreviver e terem que inclusive pensarem se a vida dele é a mais importante ou se é a da pessoa a qual eles se apaixonaram. Quantas e quantas vezes não nos fazemos uma pergunta parecida: continuar sem ser feliz ou largar tudo e machucar outro alguém?

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

The village – Wrabel. Acredito que é a sociedade que está doente e não você. Somos apenas consequências dessa loucura.

  1. Já abandou algum livro na vida?

Sim, eu já deixei de ler livros na metade, hoje não insisto mais. É bem verdade que nunca abandonei nenhum na escrita. Acredito que a literatura deve ter alguma verdade, algum sentimento, algo a se passar. Hoje já não insisto mais em livros ou em pessoas que não me prendem. Eu prefiro a liberdade, o continuar.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho novos planos para livros de suspense, mas também estou trabalhando em um livro Lgbt+, as novidades sempre surgem primeiro no meu insta @marcelovictor171, me acompanhe lá, quem sabe a gente possa até conversar.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho sim, eu acredito que críticas construtivas são sempre bem-vindas. Pode ser que eu seja amado ou odiado, tudo bem, bem-vindo ao meu palco. Eu faço o roteiro, mas o público é quem decide se terá continuação ou não.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nelson Rodrigues, tal como ele, eu amo uma boa traição no mundo da escrita.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber que existem pessoas que acreditam em ti, que leem, que compartilham e que querem fazer parte do seu mundo. Eu aceito. Eu amo isso.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não aceite nada menos do que você acredita. O caminho nunca será fácil, na maioria das vezes será doloroso e cruel, ainda assim, acredite primeiramente em você.

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