Marcelino Freire

1
589

Escritor pernambucano, mora em São Paulo desde 1991. Despontando como um dos grandes escritores da chamada geração 90, Marcelino é o idealizador e organizador da Balada Literária, evento que reúne diversos ecritores no bairro da Vila Madalena, na capital paulista.

Publicou os livros de contos “Angu de Sangue” (2000), “BaléRalé (2003), “Contos Negreiros” (2005) e “RASIF – Mar que arrebenta” (2008), e o livro de aforismos “eraOdito” (1998-2002).

Com “Contos Negreiros”, Marcelino ganhou o Prêmio Jabuti, na categoria “melhor livro de Contos e Crônicas”. Tem textos publicados em vários países e antologias. É também editor.

Fonte: Skoob

Um comentário

  1. Marcelino Freire é uma figura, carismático e divertido, com um humor irônico puxando para o ácido, crava seu olhar sobre o mundo e as pessoas que nele habitam fazendo um recorte profundo das coisas ditas comuns, resgatando através da oralidade, das conversas sussurradas, os subterrâneos da notícia que nunca é dada.
    Conheci pessoalmente o Marcelino em palestras que deu em vários lugares e que tive o prazer de comparecer, fiz curso de Narrativa com ele na sede da editora Terracota, em São Paulo, SP. Trocamos ideias e conversas em cafés regados a muitas risadas.
    Aprendi com ele a desenvolver o olhar cínico escondido nas palavras agradáveis, a descortinar o subtexto nas oralidades cheias de intenções e principalmente a arriscar tudo em uma ideia que parecia insignificante antes de ser realizada. Qual o limite do que é interessante? Que história se pode criar à partir de algo comum? Uma palavra tirada ao acaso em um saco, ou de um livro. Uma frase retirada de um contexto. Um nome enigmático lançado ao vento. O que pode ser a origem de uma história? O que pode nos surpreender, mas não aos personagens? Um cadáver lançado no lixão, que fornece a aliança de casamento para uma nova união? A bosta quente da vaca com as marcas de sua passagem pelo mundo?
    Quando até mesmo o palavrão se insere na literatura de forma a criar espaços nos recuos que provoca ressoando nos ouvidos atentos que acordam para um termo pouco usado, não há limites para o que pode ser criado sem amarras, que se tornam satélites com asas em torno da luz que vai mata-los, quando chegarem perto demais, de forma inevitável e ingenuamente, inocente.
    Marcelino Freire, recomendo a leitura.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here