Marcel Trigueiro

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Marcel Trigueiro, sou natural de Natal/RN e atualmente moro no Rio de Janeiro (capital). Sou autor de dois livros: O Próximo Alvo e Cela sem Portas. Gosto de ir ao cinema, de ouvir heavy metal, nem tanto de ir à praia e menos ainda de carnaval. Considero que tenho dois hobbies oficiais: ler e escrever.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como falei na resposta anterior, tenho formação na área de informática, e sempre trabalhei com isso. Nos últimos anos, mais especificamente, tenho trabalhado na área de Telecom, com sistemas de tarifação usados por operadoras de telefonia.

A inspiração para a escrita veio depois que eu decidi que escreveria meu primeiro livro. Aliás, quem me sugeriu que eu escrevesse algo foi minha esposa, há uns sete anos, quando ela disse “por que você não escreve um livro?”. Eu gostei da ideia e então comecei. Não foi algo que partiu de dentro de mim; foi algo provocado. Mas pouco depois, isso se transformou numa semente de algo sem volta. A inspiração do primeiro livro, se considerarmos como a inspiração para criar tudo o que está envolvido (trama, personagens, ambientação, o antagonista, etc) veio depois da definição de quem seria personagem principal.

Eu não tinha a menor ideia de que história iria escrever. Só sabia que queria escrever. Então pensei comigo mesmo: “Ok, Marcel. Quem será o protagonista?”. Obviamente, pensei, de início, em um analista de sistemas ou engenheiro de sistemas, mas desconfiei que eu não conseguiria fazer algo bom com isso; ficaria muito chato. Depois de pensar durante alguns dias, decidi que o protagonista teria que ter porte de armas, e foi aí que veio a ideia de um perito computacional federal. Uma vez definida a profissão do protagonista, as outras ideias começaram a surgir.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A melhor coisa em escrever, para mim, são os dois prazeres que tenho durante o processo. O primeiro é quando finalmente consigo passar da barreira inicial, daquele incômodo quando não sei ainda qual será a premissa principal da obra. É uma pequena angústia, como se eu precisasse enxergar algo para seguir adiante, mas ainda não consigo ver. Quando finalmente consigo ter essa ideia e pôr fim a essa angústia, quando consigo vislumbrar o que vai ser a primeira matéria prima na construção da espinha dorsal da história, é um grande alívio.

O outro prazer é a “modelagem”, depois que termino o primeiro rascunho e começo a modelar o texto, cortar, editar, acrescentar, pesquisar, gerar incontáveis rascunhos intermediários, etc. Esse processo, apesar de cansativo, é também prazeroso para mim.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Eu prefiro o computador que fica na minha sala, porque posso usar minha tela de 24 polegadas, que me permite visualizar três páginas por vez, inteiras. Isso facilita a edição. Mas escrevo em qualquer lugar, até mesmo no celular, se tiver alguma ideia num ônibus, por exemplo.IMG_20161227_073428282

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

O meu gênero literário, até agora, é o policial. São só dois livros por enquanto. Então, ainda não tive a oportunidade de tentar outros gêneros.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Não tenho nenhum critério específico para escolha de nomes de personagens. Porém, geralmente são nomes bem brasileiros (Joaquim, Luana, etc). Não considero que eu precise de inspiração especial para criar nomes de personagens, pelo menos no tipo de literatura que produzo.

O título do primeiro livro (O Próximo Alvo) veio com a ajuda do pessoal da editora que contratei na época (Bookmakers). Eu não conseguia pensar em títulos bons. Por exemplo, eu havia pensado em “Backend: destino fatal programado”… Horrível, eu sei.

O título do segundo livro (Cela sem portas) foi criado por mim mesmo, e tem relação com especial com a história. A inspiração para a criação desse título veio da própria história.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Faço pesquisas pela internet. Como os dois livros se passam no Rio, e eu moro no Rio, não é necessária tanta pesquisa assim.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não me recordo de ter me inspirado em nenhum autor especificamente. Porém, a cada livro que leio, registro algumas observações e impressões no EverNote. Escrevo o que achei, de que gostei e de que não gostei. Indiretamente, isso contribui para que eu melhore meu processo de escrita.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não tive dificuldade em publicar, pois sempre optei pela autopublicação.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Com relação ao volume de vendas, o cenário não está tão novo assim. As vendas estão fracas, talvez por influência da crise, e isso influencia na opção conservadora das editoras, que preferem publicar obras com garantia de retorno (como livros de youtubers ou de autores já consagrados/mortos). Eu não chego a acompanhar de perto a produção literária que alimenta os concursos literários.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O boom favorece quem tem bons livros para mostrar (e bem produzidos, diagramados e revisados), porém, apenas se o autor estiver disposto em investir em divulgação. Sem divulgação, o leitor final não vai “enxergar” a obra no meio de tantas outras, mesmo que essas outras tenham qualidade inferior.CelaSemPortasImpresso_1

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Eu não acho que os preços dos livros nacionais sejam elevados. Os preços dos livros impressos sob demanda sim, talvez sejam elevados, mas aqueles impressos por grandes tiragens não são caros. Bem, eu não acho.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Por enquanto, nada me vem à mente.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Difícil responder. Isso depende da cena. Cada livro tem diversas cenas, umas mais corridas, outras mais investigativas. Às vezes penso em músicas épicas para combinar com os livros, como um todo, mas às vezes penso que Iron Maiden (talvez “The Duellists”) expresse melhor o impacto final que eu gostaria de causar.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Só uma ideia vaga sobre o terceiro livro, mas não posso falar por enquanto.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, eu acompanho, e acho que todo autor deve levá-las em consideração. Trata-se do feedback mais próximo do leitor final que o autor poderá obter. Todo tipo de crítica é bem-vinda, pois não estou interessado em promover ou insistir num livro que não esteja agradando.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Sei que ele já morreu, mas eu escolheria Stieg Larsson, para saber o que ele acha dos meus livros.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver que os leitores estão gostando e elogiando seu livro.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos leitores: espero que gostem dos meus livros! Aos potenciais escritores: aceitem o fato de que escrever dá muito trabalho; trata-se muito mais de reescrever do que escrever sob a luz mágica da inspiração.

 Divulgue seu livro em nosso site!

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