Manoella Treis

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Me chamo Manoella, sou gaúcha, tenho 19 anos, estudante de Processos Gerenciais e Matemática. Apaixonada por palavras e animais.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou bolsista de Iniciação Cientifica em Ciências Sociais, área que desejo fazer meu mestrado; e fundadora de uma startup com uma solução para animais abandonados não se procriarem e serem encontrados. Eu comecei a escrever aos 12 anos, quando meu pai disse que não poderia ser presidente, é engraçado, mas eu adorava política e fazia diversos estudos sobre ela. Então, eu disse, se não posso ser presidente, vou escrever um livro. E eu escrevi, 90 páginas, mas, claro, não publicaria de jeito algum, com o tempo meu estilo de escrita mudou muito.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Expressar sentimentos, criar personagens e refletir.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não, qualquer hora, qualquer lugar, não importa onde, é especial para escrever, pois ali, surgiu a ideia.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Historinhas infantis e contos e crônicas juvenis. Acho que por todos, mas esses são os que me adaptei e me encontrei, até por ser muito jovem.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Em Janeiro, é a união de todas as fases de um pré-adolescente, adolescente e quando saímos da adolescência. Navega por contos fictícios curtos e longos. Além de, crônicas com referenciais da literatura, misturadas com poesia e um pouco de escrita criativa. Não fui apegada a regras, me dei a oportunidade de ser livre ao escrever ele. Como dizem as críticas que recebi, é impossível não se identificar com alguma coisa que está escrito ali. Em Janeiro é a realidade, o cotidiano, mas também, puro amor.

O título é o mesmo do meu Tumblr que eu tinha aos 14 anos até os 17, pois eu havia começado meu Tumblr em janeiro de 2011.

A Protetora é uma história infantil para o incentivo a adoção de animais e o não abandono desses. Conta o cotidiano de uma protetora de animais e algumas dificuldades que elas passam, além de, dicas de cuidado com o seu pet, voltado para uma realidade infantil para possível compreensão da importância desse trabalho voluntario. O nome surgiu por inspiração em uma protetora maravilhosa da minha cidade. E o que mais acho legal nesse livro, é que 70% do valor dele é doado para os pets resgatados por protetoras.

Publiquei dentro de uma coletânea, Conte uma Canção vol. 2 da Editora Multifoco – lançado na Bienal de 2016, um conto inspirado na música Lutar pelo que é meu, da banda Charlie Brown Jr – minha banda preferida – é um romance de verão entre Antonella e Pedro Henrique, onde se reflete sobre o primeiro amor, os impactos desse e como as coisas mudam em nossa vida.

E escrevo crônicas semanalmente no blog “Além do Look do dia”.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Quando crio personagem, geralmente gosto de ver o significado dos nomes. Geralmente os locais eu não gosto de determinar, gosto de possibilitar que a imaginação do leitor crie eles.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não me inspiro para escrever, mas tenho como referência, em alguns aspectos, autores como Paula Pimenta, Carpinejar, Thalita Rebouças e Martha Medeiros.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Obviamente, eu tinha 16 anos quando decidi vou efetivamente publicar. Publiquei de forma independente aos 18 após descobrir o Clube de Autores, em julho de 2015, mas logo em outubro recebi uma proposta da Multifoco para publicar o Em janeiro, e aceitei, tendo o lançamento do meu livro em março de 2016 pela editora. Já, A Protetora, mantive independente para poder realizar a doação bem gordinha. Só não publiquei o que realmente não quis até hoje.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu fico intrigada com livros de youtuber, mas paciência, hoje, vende. Tirando isso, acho que é um cenário que vem crescendo e com grande potencial, muitos escritores ótimos e cada um com suas peculiaridades.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho interessante, pois necessitamos construir uma cultura literária em nosso país e incentivar as pessoas que tiveram livros desesperadores a elevarem seu potencial. O importante é não desistir e só crescer interiormente de forma positiva.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É muito chato, pois acredito que a leitura deveria ser para todos. Preços altos só afasta de grande parte da população.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Acredito que, Minha vida fora de Série da Paula Pimenta, eu amo ela e os livros dela!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

É uma variedade de músicas, como a maioria da banda Strike, Charlie Brown Jr, Capital Inicial, Maria Gadu, Demi Lovato, RBD, Katy Perry, Onze20, Simple Plan, Jota Quest, Fresno, NX Zero e um pouco do rock clássico americano. Acredito que é bem variado o meu gosto musical e eles influenciam bastante no que eu escrevo.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Infelizmente, não.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

No momento estou rabiscando papeis, sempre me perguntam “e o próximo?”, geralmente as meninas de 12, 13 e 14 anos, ficam ansiosas esperando algo novo. Mas, como estou no penúltimo semestre da faculdade e faço parte de pesquisas em Ciências sociais, minha escrita está um tanto científica. Mas estou rabiscando, acredito que para o meio do ano que vem, algo esteja se construindo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, acho um meio muito legal de divulgação, até porque vivemos em função da tecnologia, hoje.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Acredito que, a Paula Pimenta, sim gente eu amo ela e surtaria se ela fosse ler meu livro!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O fator de publicar e ouvir que muitos jovens gostam do seu trabalho, te admiram e entram em contato para pedir dicas e mandam seus textos e rascunhos de pequenos livros. Eu amo quando as menininhas de 6° e 7° ano me mandam e-mail, faz eu voltar aos meus 12 anos na 7° série, quando decidi que queria ser escritora.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não desistam, às vezes, os nãos são necessários, mas a vida sempre reserva coisas melhores. Não mude sua essência e nem sua alma por ninguém, escreva primeiro para você, não se torne comercial. Como digo no texto Inspiração, que está no Em Janeiro: “As melhores coisas vem da simplicidade e naturalidade de deixar a alma falar por si”.

Quer participar de nosso bate papo? envie-nos um email parceria.arca@gmail.com

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