Maleno Maia

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1. Fale-nos um pouco de você.
R. Eu sou o Manoel, sob o pseudônimo de Maleno Maia em alguns trabalhos. Autor de três livros publicados, formado em Química, mas amante das letras. Tenho interesse por todo tipo de leitura, desde ficção, infanto-juvenis a livros científicos.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
R. Em se tratando de trabalho artístico, mais escrevo, e de vez em quando pego o meu violão, que sempre está acessível, já que a música é uma das minhas paixões também. Até já compus uma canção com um amigo meu que era músico.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
R. O sentimento da escrita é vasto. Além de procurar conhecimento, agregá-lo e transferi-lo aos meus trabalhos, de uma forma ou de outra coloco no papel os meus pensamentos e opiniões em diversos assuntos. É aflorar aquilo de que tenho vontade e gana em explorar.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? 
R. Na verdade não tenho um cantinho especial, vou me encaixando em diversos lugares, como na sala, no quarto, na biblioteca da universidade onde trabalho e na varanda de minha casa.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
R. O meu gênero preferido é Romance de Ficção, mas digo o Romance como estilo literário e não como uma história romântica, de amor; pois as pessoas confundem as duas coisas. Misturo sempre ficção com realidade, por isso os meus trabalhos geralmente tem um estudo de pesquisa bem elaborado. Até então ainda não pensei em me enveredar em outros gêneros, mas estou aberto a todas as possibilidades.

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
R. Ás vezes escolher um título é uma das partes mais difíceis. Geralmente eu tenho um título pronto de acordo com o tema que desejo abordar, mas após escrito, percebo que um outro nome se adequaria melhor. Já os nomes dos personagens, dificilmente eu me inspiro em pessoas reais. E eu não costumo repetir nomes mesmo em livros diferentes.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
R. Os cenários das histórias, na maior parte das vezes, quando os descrevo, em sua maioria são em lugares pelos quais passei. Já quando se trata de livro de época, eu busco pesquisa em filmes e em artigos que abordam os costumes das épocas retratadas.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
R. Muitos dos autores brasileiros clássicos me servem como inspiração. Ainda espero um dia alcançar o esplendor desses belos artistas.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
R. Até então os livros que eu coloquei para apreciação às editoras tiveram boa aceitação. Mas vou aos poucos. Eu levo em média uns dois anos por livro para elaboração e consequentemente a publicação.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
R. Hoje eu acredito que seja mais fácil publicar livros do que antes. Percebo uma vasta lista de editoras que se propõem a publicar mais autores brasileiros, algumas delas são voltadas exclusivamente ao nacional.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
R. Eu acredito que há espaço para todos, independentemente da forma de escrita do autor. Esse boom é como uma faca de dois gumes; da mesma forma que apresenta autores inovadores e de repercussão, com destaque tanto aqui quanto lá fora, permite-nos também analisar tudo que está sendo lançado ao nosso redor, cabendo a nós um maior poder de escolha e de opinião.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
R. Esse é um problema sempre vigorante no país. Com as baixas tiragens de exemplares é normal que o custo final de capa saia mais alto. Os livros aqui parecem serem encarados como artigos de luxo ao invés de um item essencial para a cultura dos brasileiros. Há a falta de investimentos por conta do publico leitor ser muito seleto, conseqüência de uma educação básica pouco preocupada ao incentivo da leitura.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
R. Acho que ainda não fui apresentado a esse livro. Rsrs.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
R. Para o meu livro “Os Malogrados”, por se tratar de um romance histórico ambientado na Europa do século XVIII, eu atribuiria músicas clássicas medievais, daquelas usadas em filmes, e canções celtas conduzidas por instrumentos de sopro como a flauta.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Eu já li vários livros que de alguma forma mudou o meu modo de pensar e até me influenciou na escrita. Posso citar a saga O Tempo e o Vento de Érico Veríssimo e O Retrato de Dorian Grey. Mas talvez não sejam os livros da minha vida. Creio que ainda não fui apresentado a ele.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
R. Sou um autor ávido por escrever. E gosto de trabalhar com temas diferentes a cada livro publicado. Posso adiantar que venho buscando idéias para um livro de fantasia ou ficção científica.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
R. Sim eu acompanho sempre e comento como um bom leitor que também sou. Acho importante essa interação entre os blogueiros e se acaso o seu livro for lido e apreciado, ele acaba entrando em evidência, sendo discutido.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
R. Certamente algum escritor famoso ou docentes com que tive aula em minha graduação.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
R. Ter o seu livro publicado. Essa etapa final representa um legado deixado, uma referência sua, um registro do autor.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
R. Aos leitores, continuem lendo muito, para ainda continuarmos com o índice de leitura no Brasil, que sabemos que não é alto.
Aos que estão iniciando, dedique-se com afinco no seu trabalho e procure saber o que busca, o que almeja, e encontre o seu estilo.

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