Magna Santos

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Já plantei muitas árvores; já escrevi alguns livros. Mas, o que fiz de melhor foi me tornar mãe da eduarda.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Já fui professora; hoje sou funcionária do Banco do Brasil. Sempre fui uma leitora voraz e meus primeiros poemas surgiram ainda na adolescência.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever é terapeutico.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não tenho. Escrevo a qualquer hora e em qualquer lugar.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo poemas, microcontos e crônicas. Nos últimos tempos tenho me aventurado pela prosa mais longa. Escrevi um livro de memórias e estou trabalhando em um romance no Wattpad: Confissões de uma Trintona descolada.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus poemas surgem em qualquer situação, a qualquer momento. São puro resultado da inspiração. As crônicas e microcontos expressam situações do cotidiano, fatos que presencio ou dos quais participo.

“#AFelicidadeNãoEstáAVenda!” surgiu como uma estratégia terapeutica. Nele faço um relato da experiência de ter minha filha única sequestrada por ladrões de banco. Em troca da vida de minha menina, a quadrilha exigiu a entrega de todo o dinheiro existente na agência da qual eu era tesoureira. Mas, para isso eu precisei convencer meu colega a colaborar, o que significava contrariar as normas da instituição bancária, que em casos como esse, determina que se chame a polícia e não entregue o dinheiro.

Falo do meu sentimento de culpa e fracasso; afinal, falhara naqueles que eram os dois mais importantes papeis da minha vida: o de mãe e de profissional.

“Confissões de uma Trintona Descolada” é totalmente inspirado em uma amiga minha. Daí o motivo pelo qual sequer nomeio os personagens. Trata-se de um história real da qual só tenho conhecimento porque sou confidente dela.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Apenas leio muito. Todo tipo e formato de texto.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim. Tenho muita dificuldade. Até hoje, tudo o que publiquei foi através da autopublicação. Mas, a dificuldade maior que encontro é na divulgação. Eu mesma cuido de toda a publicidade de minhas obras, mas, não tem sido fácil alcançar os leitores.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho muito promissor. Apesar das inúmeras dificuldades, temos muito mais estrutura hoje do que há dez anos. Deve-se tudo isso à popularização da Internet e das redes sociais, mas, sobretudo, à mobiliação dos escritores.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho muito positivo. Quando a pessoa se propõe a escrever, acaba por se familiarizar com a Língua. Se persiste nesta atividade, vai se aperfeiçoando com a prática.

Por outro lado, em qualquer ramo artístico é assim. Veja o caso da música: quando um estilo musical começa a fazer sucesso, muita gente resolve gravar, fazer shows, etc. Alguns conseguem se destacar e fazer uma carreira musical consistente. Outros, por não serem tão bons ou não terem uma estratégia adequada, acabam sucumbindo.  Acredito que o mesmo acontecerá com a literatura nacional.

Tenho prestado algum auxílio à escritoras novatas na plataforma Wattpad. Leio suas obras, dou sugestões. Apesar de não ser especialista em Língua Portuguesa, tenho noção de estilo, de forma e de gramática, uma vez que leio bastante. Encho-me de esperança quando vejo mais e mais pessoas querendo se tornar escritor, especialmente os adolescentes.

Quando eu atuava como professora e desenvolvia programas de incentivo à leitura, essa parecia uma atividade com os dias contados, tinha-se a impressão de que as pessoas leriam cada vez menos. No entanto, o que se tem observado é exatamente o contrário. E isso me deixa muito feliz.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Penso que uma redução da carga tributária sobre o setor seria de grande ajuda. Mas, já foi pior. Hoje, existem opções em conta.

Quando deixei as salas de aula e me tornei bancária, minha justificativa era essa: precisava comprar livros. O meu salário de professora não me permitia comprar livros. Eu não me conformo com o fato de o professor brasileiro não poder comprar livros. Livros sao caros e professor ganha pouco; pode isso?

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Gostaria muito de ter escrito qualquer texto da Adélia Prado.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

“#AFelicidadeNãoEstáAVenda!” é um livro sobre o amor de uma mãe pela sua filha. Então, a música seria “Filha”, que foi gravada pela dupla Rick&Renner

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

“Joaquina, a filha de Tiradentes”, de Maria José de Queiróz. Eu o li quando tinha 14 anos, em 1989, pouco antes de ir a Ouro Preto pela primeira vez. Foi uma viagem inequecível, na qual eu me sentia a própria Joaquina, andando por aqueles sítios tão bem descritos pela autora.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Vou escrever sobre o que aprendi na terapia nesses três últimos anos de tantas mudanças em minha vida. Quero compartilhar minhas vivências e, assim, ajudar a outras pessoas a encarar a vida com mais leveza.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho sim. Algumas são consistentes e coerentes e isso é muito bom. Outras, nem tanto. Algumas chegam a ser imparciais. Há ainda aquelas que são claramente tendenciosas.  Em meu blog (meltanque.blogspot.com.br) faço post sobre livros (em todos os formatos) os quais leio e gosto. Não costumo fazer parcerias com autores, então se está ali é porque considero bom ou promissor. Compro e leio. Ou leio nas plataformas virtuais. E dou minha opinião isenta.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Todo e qualquer leitor é especial para mim. Todo aquele qe se dispõe a conhecer minha escrita é, para mim, admirável.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido, ser comentado e poder viver de sua escrita.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Alimento para a alma, luz para o espírito, guia para o caminho, alarga os horizontes, amplia o campo de visão; são inúmeros os benefícios da leitura. Ainda que seja por puro deleite, nunca deixe de ler!

Já aos escritores iniciantes, dou as boas vindas! Digo-lhes que fizeram uma boa escolha e aconselho-os a  buscarem informações, formação e desenvolverem um espírito colaborativo. Dá certo em qualquer profissão. E não seria diferente na nossa.

Quer divulgar conosco? clique aqui!

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