M.V. Garcia

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Tenho 26 anos, trabalho como assistente administrativa e sou formada em Artes. Sou fã de animes, mangás e RPG, além de livros, claro! Aprendi a ler muito cedo e sempre gostei de escrever.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita? Qual a melhor coisa em escrever?

Além de escrever também gosto de desenhar, já fiz vários trabalhos freelancer. A maior parte das ilustrações do material de divulgação do livro fui eu mesma que fiz. Minha principal inspiração para a escrita, além dos livros de fantasia e mangás, foram os RPG (role playing game) de videogame. Adoro jogar. Alguns títulos favoritos que me inspiram: série Final Fantasy, Suikoden, Dragon Age, Skyrim, Breath of Fire.

A melhor coisa em escrever é você criar um mundo só seu; se imaginar vivendo grandes aventuras em lugares incríveis, do jeito que você quiser. Acho é que por isso que meu gênero favorito é a fantasia.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não exatamente (risos). Escrevo no meu notebook, e levo ele pra todo lugar. Mas gosto de escrever mais colocando-o sobre a mesa da cozinha, que é a mais larga da casa (risos).

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Fantasia, claro! Meu gênero favorito tanto pra ler como para escrever. Ainda não me aventurei por outros gêneros, mas tenho vontade de tentar romance e ficção científica.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O Chama da Esperança é uma história que carrego em mente já desde a adolescência. Isso já faz uns 10 anos (risos). Fui aprimorando muita coisa ao longo dos anos, mas a inspiração inicial foram e ainda são os animes, livros de fantasia e jogos de RPG. O título foi fácil, se refere a um elemento essencial do livro. Os nomes dos personagens tem origens diversas, algumas engraçadas: Kaira, a protagonista por exemplo, surgiu de Tommy Kaira, uma marca japonesa de carro. Quando vi o nome pela primeira vez, num videogame de corrida, adorei o nome Kaira, e disse que criaria uma personagem com aquele nome (risos).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Ao longo desses anos fui elaborando aos poucos o vasto universo de Yuan, o mundo onde se passa o livro. Muitos lugares foram inspirados em países ou paisagens reais. A Internet ajuda muito nessas horas, com informações e imagens de referência.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim! Minha autora favorita é J.K. Rowling. Também me inspiro nos clássicos de J.R.R. Tolkien e G.R.R.Martin.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O Chama da Esperança é meu primeiro livro finalizado. Antes, eu só escrevia contos e quadrinhos curtos, como hobby mesmo. Não pensava em publicar. Por sugestão do meu namorado, enviei o livro para algumas editoras, quando ele ficou pronto. Para minha surpresa, três editoras entraram em contato. Depois de analisar as propostas fechei contrato com a Arwen.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Muito positivo! Há alguns anos atrás, quando eu publicava quadrinhos na Internet de forma independente, era visível o preconceito de muita gente contra toda arte e literatura produzida no Brasil. Hoje o cenário é bem diferente. Temos gente que apoia e se orgulha dos autores brasileiros! E tenho visto e lido muitas obras de qualidade. Ainda enfrentamos dificuldades; mas acredito que o quadro só tenha a melhorar.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Como disse acima, considero isso muito positivo. Finalmente autores novatos no Brasil estão tendo sua oportunidade. Se o livro atrair leitores, ele só tem a crescer cada vez mais. Creio que não há isso de livro fraco ou ruim; é questão de gosto. Sempre haverá alguém que vai gostar e alguém que não vai. Se for analisar, muitos livros internacionais são acusados de serem ruins pela crítica também, e mesmo assim tem muitos fãs. É claro que todo autor só tem a melhorar em sua escrita através da prática e experiência.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Já ouvi falar sobre isso, mas honestamente, nunca vi muita diferença entre os preços de internacionais e nacionais. Sempre procuro pelas promoções, em ambos os casos (risos).

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Sempre gostei de criar minhas próprias histórias, então, por mais que eu admire muitas ideias por aí, acho que não queria tomar nenhuma (risos).

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Todas as trilhas compostas pelo Nobuo Uematsu para a série Final Fantasy, são lindas!

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Difícil escolher (risos). Não há nenhum que considero que tenha retratado minha vida em si, mas tenho livros que fizeram parte da minha vida em algum momento. Vou citar A Pequena Princesa, que foi meu livro favorito durante boa parte da minha infância e adolescência. Até hoje guardo a edição que tinha na época, já está velhinho, mas guardo-o com muito carinho.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

No momento, estou revisando o livro 2 da série A Chama da Esperança. Como o primeiro ainda está em pré-venda, ainda não posso dar muito detalhes sobre o segundo, seria spoiler (risos).

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

É maravilhoso! Antes eu escrevia somente pra mim mesma, como hobby, e só comecei a divulgar nos blogs e redes sociais depois que a publicação foi confirmada. Ter o retorno dos leitores está sendo incrível! Fico super feliz pelos elogios e estou aproveitando as sugestões e críticas construtivas para melhorar mais ainda no segundo livro.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Que responsabilidade! (risos) Mas acho que não escolheria ninguém em particular. Todos os meus leitores são especiais!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O feedback e o carinho dos leitores! Seja um elogio, uma sugestão, dizer qual seu personagem favorito, qual momento mais lhe emocionou na história, é gratificante.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Queria agradecer ao Arca Literária pela oportunidade e agradecer a todos que já leram ou têm interesse em ler o Chama da Esperança! Ele já está em pré-venda no site da Editora Arwen. E aos futuros escritores por aí, não desistam do sonho e trabalhem firme! Muitas histórias ainda merecem ser contadas e lidas por aí. Um grande abraço a todos!

Divulgue conosco também!

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