Luiz Amato

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 1. Fale-nos um pouco de você.

 Sou paulista, casado, pai de duas filhas. Dedico o meu tempo à filatelia, música e à Literatura, essa última uma paixão adquirida ainda muito jovem.

Eu sempre gostei de ler. Comecei com gibis (Pato Donald – Mickey – Batman – Fantasma – etc), depois vieram os livros.

Gosto muito de escrever pequenos contos, dos quais destaco: Psicos; Fronteira Final; Deus é mesmo Brasileiro; Louco? Quem? Eu?; Herói Urbano; Felicidade, Um conto de Amor; Amor Somente Amor; O Plantonista ; Q.I. 180 Um presente ou…?; e o mais recente, Lua Cheia.

 2. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

 Trabalhei 20 anos na área comercial de uma empresa de engenharia. Depois mais 15 anos cuidando de uma Pet-Shop.

A vontade de escrever um livro vem desde os tempos de ginásio (colégio). Sempre fui mais voltado para exatas, mas gostava demais das aulas de literatura, quando tinha que “inventar” redações.

 3. Qual a melhor coisa em escrever?

 Sem dúvidas, é criar. Dar vida a personagens, situações e lugares. Iniciar e terminar uma trama. Fazer o herói, depois de inúmeros percalços, ganhar um beijo de sua amada.

Como diz aquele comercial; Isso não tem preço.

 4. Você tem um cantinho especial para escrever?

 Na verdade não tenho. Estando na frente da tela de um computador, para mim já basta.

 5. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

 Minha paixão é escrever ficção e aventura, recheadas de suspense, ação, mistério, fantasia e pitadas de humor.

Sim, gosto de passear em vários gêneros como, Romance; Thrillers; Humor; Guerra; Loucura e outros. Não posso esquecer também de poemas e crônicas.

 6. Fale-nos um pouco sobre os livros “A Jornada” e “A Lenda”

 Eles são os livros 1 e 2, de um total de 3, que compõem a Série A Grande Jornada – S.A.G.A.

A Lenda, o primeiro, conta sobre a descoberta por membros da igreja, de antigos manuscritos, sobre o início da vida no planeta terra, até a aterrorizante profecia sobre o nosso futuro.

A Jornada é uma porta de entrada, para o leitor conhecer a fundo, os personagens que fazem parte da trama. São histórias, as vezes impressionantes, como a de Will na Espanha ou a de Bruce, em um bordel na distante Indochina e as vezes deliciosas, como o chilique de Janis num castelo de um aristocrata inglês.

 7. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

 Os nomes dos personagens? É muito interessante. São várias as situações:

  • Gosto muito de música (rock pesado)
  • Homenagem a alguns heróis (comediantes)
  • Montagem de palavras que remetam a uma ideia (exemplo o decteimonus Aidhaam – com imaginação podemos chegar a Aidão. Também Lemur (o lendário continente de lemúria).
  • Homenagem a amigos
  • E outras loucuras.

 8. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

 Eu costumo ter a história já com seu esqueleto pronto. A partir daí vamos enxertando o que é necessário.

Mesmo sendo uma ficção, existe uma saudável mistura com fatos históricos, que devem ser pesquisados. Utilizo em 99% das vezes a Wikipédia.

 9. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Meus autores preferidos são: James A. Michener, James Clavel, Sven Hassel, Jack Higgins, Machado de Assis e José Mauro de Vasconcelos. Todos, de uma forma ou de outra, influenciaram o meu modo de escrever.

 10. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

 Eu sou um escritor independente. Faço a publicação dos meus livros na plataforma Create Space (USA) da Amazon.

Mesmo conseguindo um resultado em vendas e críticas, bem acima do esperado, eu enfrento grande dificuldade em conseguir uma editora. Creio que o tempo resolverá esse ponto.

 11. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

 Talvez a pergunta mais difícil a ser respondida:

Eu diria que está muito parecido com o cenário musical, ou seja, se você for um produto comercial, independente de ter ou não qualidade, você serve.

Eu sei que meus livros tem boa qualidade.

 12. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

 Todos tem um mérito, independente da condição. Mostrar que a Literatura nacional tem um potencial muito forte a curto prazo (os que são muito bons) e um potencial ainda maior para ser lapidado. Só falta as editoras acreditarem mais.

 13. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

 Acho que os preços elevados ultrapassam a esfera literária. Tudo aqui é caro.

Como disse acima. Com as editoras acreditando nos escritores nacionais, mais deles serão impressos, com tiragens maiores, o que torna o custo menor.

 14. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

 Vários, mas vou citar só um: Viagem ao Centro da Terra – Júlio Verne.

 15. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

 Kashmir – Led Zepplin

 16. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

 Livro de cabeceira: Casa Nobre – James Clavell

 17. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

 Fora escrever pequenos contos em temáticas variadas, que para mim é uma diversão, estou de corpo e alma na redação de A Revelação, livro 3 e último da Série A Grande Aventura – S.A.G.A.

 18. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

 Sim, acompanho. O blogueiro literário é hoje, tão importante, quanto é o leitor.]

A conversa e troca de pontos de vista, é muito salutar. Tenho contato com inúmeros blogs e pretendo aumentar ainda mais essa relação.

 19. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

 Hehehe, mais uma difícil. Nunca parei para pensar nisso.

Jô Soares.

 20. Qual a maior alegria para um escritor?

 Essa é fácil. Receber a primeira remessa com o seu livro. Abrir a caixa e ver os seus filhotes lá dentro. Não tem igual.

 21. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

 Para os leitores: A Literatura nacional está repleta de ótimos autores, com livros surpreendentes, que não ficam devendo nada para os estrangeiros.

De uma oportunidade para esses verdadeiros heróis que vivem da literatura nacional.

 Para os iniciantes: Nunca desista de seus sonhos, isso é o principal. Uma segunda dica: um bom profissional para revisão e também para a leitura crítica irá contribuir para moldar a sua forma de escrever. Nunca abra mão desses profissionais.

 Agradeço a todos que contribuem para o crescimento da Literatura Nacional e em especial para a Ceiça Carvalho, pela oportunidade de estarmos juntos aos leitores, nesse nosso bate-papo.

5 Comentários

  1. Adorei!
    Parabéns ao Luiz e à Ceiça!
    É bom sabermos que não estamos só nessa difícil jornada de escritor no Brasil. =)
    Sucesso pra você Luiz!
    E obrigada, Ceiça, por esse espaço e pelo incentivo dado ao trabalho dos autores nacionais. <3

    Beijos!

  2. Parabéns! a entrevista ficou muito boa. As perguntas foram muito bem fundamentadas e acrescentaram e muito para o entendimento do que é a sua obra. Dá uma boa ideia do que trata para quem nunca teve contato com seus escritos, além, é claro, de expor um pouco de seu processo criativo.

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