Louise Bennett

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Olá. Em primeiro lugar, obrigada pela oportunidade de conversar com vocês do Arca Literária. Meu nome é Heloisa, sou casada, tenho 49 anos, moro com meu marido no interior de São Paulo.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou formada em Letras pela PUC e tenho Pós-Graduação em Tradução Técnica pela USP. Há 18 anos trabalho como tradutora, traduzo livros e manuais técnicos do inglês para o português. Antes de ser tradutora, fui secretária executiva em multinacionais. Hoje sei que estou na profissão certa, tenho paixão por escrever, desde que era pequena. Minha mãe lia muito. Ela comprou, uma vez, uma coleção completa dos “Clássicos da Literatura Juvenil”, da Editora Abril, e eu passava as férias lendo. Eram mais de 30 livros, entre eles: Dom Quixote, Mil Léguas Submarinas, A Ilha do Tesouro, Mulherzinhas, Ivanhoé. Eu tinha um caderninho onde escrevia meus “livros”, que eram pequenas histórias.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É colocar seus sonhos no papel!

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Sim, meu escritório. Como trabalho em casa, passo o dia todo nele.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romances de época são os meus preferidos. Sim, já escrevi um pequeno romance policial, tenho mais dois projetos de romances modernos, e também já iniciei um livro de auto-ajuda.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Em todos os meus livros, procuro passar mensagens espiritualmente positivas para os leitores. Os personagens são ternos, e, muitas vezes, tímidos. Estão em busca do amor verdadeiro. Para os nomes dos personagens, procuro sempre um que seja fácil de pronunciar e conhecido em qualquer idioma. Quanto aos títulos dos livros, bem, essa parte é realmente difícil. Mas geralmente tenho um “insight”, um sentimento inexplicável, e, de repente, o título “brota” na cabeça! Rsss.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Se for um romance de época, procuro informações na Internet sobre a época, claro. O que vestiam, fotos das roupas, costumes da época. Por exemplo, no meu livro “A Jovem Alessia”, que se passa no século XVIII, há um grande piano de cauda. Mas será que existiam pianos de cauda naquela época? Então pesquiso na Internet para ter certeza.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim, eu me inspiro naqueles livros que li na juventude. Eles sempre serão minhas grandes inspirações!

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não, este é meu primeiro livro, é a segunda edição.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Em relação a autores consagrados ou a novos autores? Eu acredito que os autores consagrados sempre terão seu espaço garantido, mesmo porque nossas escolas incentivam a leitura dos grandes mestres da literatura brasileira. Perguntas sobre literatura brasileira são constantes em nossos vestibulares e no ENEM. Então, autores como Carlos Drummond de Andrade, Jorge Amado, Machado de Assis sempre venderão muito.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Com o desenvolvimento dos sistemas de impressão, principalmente a impressão sob demanda, que permite imprimir tiragens pequenas a um preço acessível, muitos autores têm tirado seus originais da gaveta e tentado obter um lugarzinho ao sol, seja vendendo em livrarias ou vendendo para amigos e parentes. Na minha opinião, é muito saudável termos essa possibilidade no Brasil, pois abre as portas, indistintamente, aos iniciantes de qualquer idade. Acredito que o próprio público se encarregará de filtrar os novos autores que chegam ao mercado. É como qualquer produto: se for um bom produto, ele se manterá no mercado. Se for ruim, não. Nos Estados Unidos sempre foi muito fácil publicar um livro, principalmente devido aos baixos custos de impressão. A literatura de entretenimento é muito vasta naquele país. Antes, editoras brasileiras preferiam investir na tradução de obras já consagradas lá fora, e não davam apoio aos autores nacionais que escreviam ficção. Hoje em dia, há ótimos livros de ficção, ficção científica e fantasia escritos por autores nacionais, então não é mais preciso buscar tudo lá fora.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Infelizmente, os preços são elevados devido aos atravessadores. Editora, distribuidora e livraria ficam com praticamente 90% do valor de capa, quando não mais. Para o autor, sobra quase nada. Então, para poder diminuir os custos de seus livros e vender a um preço mais baixo, o autor tem se tornado, ele mesmo, o editor e o distribuidor. É claro que isso diminui o alcance e a visibilidade dos livros do novo autor, que dificilmente chegam a todas as livrarias, a não ser que ele faça um grande investimento.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

(Risos). Nunca pensei nisso.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

A trilha sonora do desenho animado do filme “Cinderella” da Disney, principalmente a música “So this is love”. É uma valsa. Minha canção preferida.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim, mas foram muitos, não apenas um! Um dos mais marcantes foi “Beleza Negra”, a história de um cavalo. Era um dos livros da coleção de minha mãe. Lembro que, no início, não queria ler, achei que a história de um cavalo seria chata, mas quando finalmente comecei a ler, não conseguia largar! Maravilhoso! Mas triste.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim! Estou escrevendo o segundo romance, que irá se chamar “O Capitão e o Paraíso”. Novamente, um romance de época, ambientado no Caribe, na época dos piratas.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Não acompanhava, estou começando a acompanhar agora.

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  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Meus amigos.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Sem sombra de dúvida, o contato com o público! Alguém escrever ou ligar para você dizendo que adorou seu livro, que sonhou com a heroína, que torceu por ela e até chorou! Isso é muito importante, pois demonstra que você provocou uma reação no leitor. É tudo o que o escritor deseja.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leitores: muito obrigada pela força que tenho recebido de vocês esses anos todos, é o que me impulsiona e me faz querer escrever sempre! Novos autores: já me perguntaram várias vezes como fazer para ser um escritor. Minha principal dica é: LER! Sim, ler, ler muito, o que você quiser, jornal, revista, livros. Só fique de olho para ler um livro que tenha sido bem revisado. Ah, e anote suas ideias. Guarde um caderninho só pra isso. Se tiver um sonho e achar que daria um bom livro, anote também. E como fazer pra escrever o livro? Pense em todas as “cenas” do livro e as anote, na ordem. Desenvolva a narrativa, cena por cena. Depois, é só juntar as cenas e seu livro estará pronto!

Muito obrigada!

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