Longe

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A Queda da Bastilha
A Queda da Bastilha

Boa noite!

Para quem não sabe, tenho um livro de poemas: A Queda da Bastilha (foto acima). Você pode encontrá-lo em livrarias como Saraiva e Cultura e em sebos. Ele nunca foi planejado. Assim como nunca pensei que aquelas coisas que eu escrevia nas horas vagas ou difíceis eram… o que eles chamam de “poesia”. Mas então um grande editor chamado Majela Colares insistiu que eu publicasse meus poemas, e percebi que a poesia corria por minhas veias em tons de arco-íris, e todas as cores do espectro da vida e da alma expostas em pequenas palavras nuas.

Bem, eu tenho orgulho de dizer, sem falsa modéstia, porque é um motivo de imensa alegria eterna para mim, que três membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) a quem enviei minha obra me responderam elogiando e apoiando meu trabalho, um deles, in memoriam, Ivan Junqueira. Eu guardo essas cartas, escritas a punho, até hoje! E hoje eu estive pensando que preciso escrever mais poemas. Que a vida, a minha, não existe sem poesia. Apenas sobrevive. Não sei se irei escrever outro livro de poemas, mas criar poesia é um modo de vida! Basta olhar a Lua, ou o Sol, ou fechar os olhos às vezes…

Um de meus poemas preferidos de A Queda da Bastilha, aqui:

LONGE

Mas se eu tiver que ser sozinha, serei inteira.
Serei plácida, como o lago que espera a chuva,
como a chuva que busca a manhã.

E se eu tiver que ser escura, serei grandiloquente
se tácita, valente
se árida, compreensiva, ao menos
Se ainda assim severa… Então liberta.

E se me perder de tudo e até do fim…
Possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de janeiro,
como janeiro, no céu de Paris!
Seja lá onde for Paris…

Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe,
longe…

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