LITERATURA FEMININA

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Oi, gente bonita!

Estou lendo: Dominados – Mila Wander
Estou ouvindo: Crazy in love – Beyoncé

É com imensa alegria, que recebi o convite do Arca Literária para assumir esta coluna, que irá dialogar com você sobre literatura no seu contexto mais abrangente. Estou realmente empolgada com esse desafio!

A música acompanha meu trabalho, e eu acho uma combinação perfeita com o mundo literário, então fiz questão de trazê-la junto comigo, para apimentar um pouquinho mais esse espaço!

Seja bem-vindo/a à coluna “Letras & Canções”, espero que goste, sinta-se a vontade para opinar, sugerir pautas, se divertir, compartilhar informações, enfim, participar ativamente! Esse espaço só será um sucesso se eu puder contar com a sua presença!

Simone FragaSou Simone Fraga, apaixonada por livros, daquelas que sofre quando precisa interromper a leitura antes de finalizá-la. Não hesito em passar a noite inteira acordada lendo, despois claro, sofro com saudade dos personagens. Tenho um fascínio inexplicável por dramas que envolvem amores impossíveis.

Catarinense, 38 anos, leonina, escritora, passei anos na faculdade aprendendo a ser um pouco do que sou quando não estou aqui com vocês. Vivo com a família, duas tartarugas e minha pequena Vick, uma beagle linda e muito amada.

Já publiquei mais de 40 livros técnicos na área de informática. No ano de 2014 realizei um sonho antigo, escrevi meu primeiro romance, intitulado: Minha pequena, Grande Mulher e sua sequência, Para sempre, minha pequena.  As duas obras fazem parte da série Para amar e proteger. Querendo conhecer um pouco mais do meu trabalho, segue os contatos das minhas redes sociais:

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Agora que fomos apresentados, quero conversar com você sobre LITERATURA FEMININA!!!

Começo o texto com o conceito de Literatura Feminina, que no meu entendimento refere-se à literatura especificamente para o público feminino, ou seja, uma literatura focada na “mulher”, popularmente, ou pejorativamente para alguns, chamada de “Literatura de Mulherzinha”, termo que tornou-se extremamente retrógrado.

Quando falamos de literatura feminina não significa que somente mulheres escrevem para esse público, bem pelo contrário, temos homens que também focam suas obras no público feminino.

Busco refletir e dialogar com o leitor, por meio deste artigo, sobre o grande crescimento deste público na literatura e da produção de obras publicadas por mulheres, apesar de todo o enfrentamento que ainda vivenciamos na nossa sociedade, marcada por uma cultura de violência e desigualdade de gênero e de diversas práticas cotidianas preconceituosas.

Não podemos analisar esse crescimento e valorização sem fazer um resgate da história, para poder compreender melhor o momento que vivemos. Claro que neste artigo, não terei possibilidade de aprofundar alguns pontos e fatos, que carece de um estudo mais aprofundado sobre o assunto, porém, não posso deixar de mencionar que no século XIX as mulheres eram educadas para assumirem papéis domésticos, absurdamente sem acesso à educação.

Nessa situação, acabavam por óbvio tendo um vocabulário limitado, e alimentavam desejos secretos, pois viviam em um período de opressão. Para a sociedade, a mulher deveria se dedicar-se exclusivamente à casa, a seu marido, filhos e familiares. Não importava seus anseios, se eles não fossem expressamente maternais.

As mulheres eram consideradas o sexo frágil (corpo e cérebro), e essa cultura machista as tornavam incapazes de criar, em detrimento dos homens que eram fortes, inteligentes e, por sua vez, extremamente capacitados. Diante desse contexto, dá para entender o porquê foi tão complexa, difícil e longa a trajetória da conquista das mulheres brasileiras no campo da literatura.

“… foi justamente em nome de uma predefinição de ‘mediocridade’ intelectual e a restrição contínua e violenta à esfera doméstica e às funções definidas como as ‘únicas dignas’ do sexo feminino (casamento e maternidade), que foram afastadas as mulheres do mundo do saber e mantidas ignorantes, analfabetas ou apenas educadas com verniz social, aprendendo um pouco de francês, bordado e etiqueta. E muita religião é claro. Essa forma violenta de se excluírem as mulheres do cenário das letras brasileiras não impediu, contudo, que vozes femininas continuassem a encontrar os caminhos do papel.” Cecilia Prada, 2004.

A luta das mulheres por igualdade de gênero perpassa pela literatura. Mulheres valorosas, inclusive brasileiras, transgrediram a ordem em busca dos seus direitos, principalmente a educação e liberdade.

O Brasil da atualidade, vem avançando muito, é perceptiva essa mudança cultural, quando vemos mulheres ocupando mais espaços de poder e influenciando a sociedade, alcançando postos considerados, inclusive nos dias de hoje, masculinos, como por exemplo: presidentes de times de futebol.

Na literatura, não é diferente, estamos vivenciando esse crescimento fantástico. Acredito que em parte por essa mudança de cultura, mas também porque ela é sensorial e libertadora, e não estou aqui falando de gênero, visto que as temáticas são diversas.

Os chick lists e os romances eróticos, estão no topo do gosto feminino, corroborando com a tese da escrita sensorial e do aspecto libertador. Cada mulher ao ler um livro, pensado e desenvolvido para ela, irá se identificar com algum detalhe da história, pode ser positivamente ou negativamente, ele irá tocar seu coração, sua vida, seus sonhos e seus anseios. Pesquisas acadêmicas nessa área apontam que as mulheres se divertem, se encorajam e passam a perceber principalmente que podem e devem entender e falar sobre sexo, aprender mais sobre o assunto, sem julgamentos e preconceitos e porque não sonhar com o seu próprio conto de fadas?!

Esse é mais um avanço cultural que, neste caso, a literatura feminina vem proporcionar, fazendo com que vivenciemos esse crescimento maravilhoso de autoras e leitoras desse segmento. Literatura feminina – AMOR, DIVERSÃO, SEXO, E LIBERDADE!

Eu me diverti e você? Tô louca pra saber sua opinião! Comente! Bjus!!!

Autora
Para amar e proteger – Livro 1.0 – Minha pequena, Grande Mulher
Para amar e proteger – Livro 1.5 – Para sempre, minha pequena

4 Comentários

  1. Oi, Simone!

    Amei a coluna e adorei o seu texto!
    Sabe o que fiquei pensando? Tenho visto cada vez mais homens escrevendo para o publico feminino, e isso é o máximo!
    Antigamente parecia haver uma divisão do tipo: livro de autora mulher é para mulher ler, livro de autor homem é para todos. Faz já um tempo que surgiram grandes autoras que fizeram o preconceito dobrar seus joelhos artríticos, mas esse fenômeno recente de homens escrevendo romances voltados para nós me apaixona! Além de nos dar outras deliciosas perspectivas nesse gênero tão amado, também liberta esses homens, autores, para entrar em contato com seu lado mais emocional… E eu sempre fico pensando: “Um homem que estuda a alma feminina e disserta tão bem sobre ela, provavelmente daria um namorado incrível, né?” Bem, isso se ele não sonhar com o mocinho do livro assim como eu! rs

    Beijo!

    • Oi, Elisa!
      Fico feliz que tenha gostado do texto!
      Os homens sempre predominaram a literatura, conforme é abordado, no entanto, estamos gradativamente alterando esse contexto, mas ainda temos muito que avançar! Acho que não basta apenas estudar a alma feminina para se tornar um namorado incrível, até porque o que é incrível para mim, pode não ser para outras pessoas, mas com certeza é um bom ponto! rs
      Beijo, bonita!

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