Lilian Farias

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sempre acho essa pergunta difícil, muito filosófica então acabo divagando em excesso sobre a resposta, então, para não ser tão maçante, colocarei aqui um pequeno texto de apresentação.

‘Autora dos livros O Céu é Logo Ali, Mulheres Que Não Sabem Chorar e Desconectada. Em seus livros ela aborda temas como sexualidade, liberdade, amor, preconceito, homossexualidade, violência sexual e alcoolismo. A escritora mantém um blog literário e está sempre bem informada sobre questões sociais que acontecem em nosso país. Recentemente ganhou o Troféu Mulheres notáveis Cecília Meireles. É defensora da tese de que todos são diferentes e merecem ser tratados com equidade. Ela adora escrever sobre temas que incomodam e diz não ter medo do preconceito. Trabalha no movimento social e acredita que a educação é capaz de trazer mudanças significativas ao país. ’

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Além de escrever, sou curiosa, educadora e ativista.

A inspiração vem da vida.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Esvaziar.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Na verdade, não. Escrevo em qualquer lugar, basta que a oportunidade surja.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Como leitora gosto de praticamente todos, fica difícil escolher um específico.

  1. Fale-nos um pouco sobre os livros da série “O céu é logo ali” e “Mulheres que não sabem chorar”. Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O céu é logo ali não o nome original da obra, foi modificado por sugestão da editora, eu aceitei, não vi problemas, mas antes se chamava: Encontros para liberdade. A inspiração surgiu por uma disciplina que precisava tirar nota alta, na faculdade. Para discorrer sobre fluxo da consciência, então, pela primeira vez, não queimei um texto meu, escrevi e li na sala de aula, minha Professora Claudete deu o maior incentivo para continuar, na época, já pesquisava sobre mulheres e arquétipos, então continuei…

Mulheres que não sabem chorar foi continuação de minhas pesquisas, meu contato com mulheres no âmbito de trabalho, e senti que precisava fazer algo para não enlouquecer. Primeiro, entendi que era fundamental chorar, isso não é ruim ou fraqueza, choro acumulado adoece, então surgiu o título, a história, além de algumas experiências minhas, são de outras mulheres que passaram em minha vida e cederam um pouco de suas vivências, por fim, transformei essas verdadeiras histórias em ficção, deixando um pouco do aspecto oral, eu acho… rsrsrsrs

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Gênero, relações sociais, psicologia, física quântica, filosofia biocêntrica.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu pesquiso muito, em vários livros, mas não é necessariamente uma inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Ainda tenho. Escrevo sobre temáticas que incomodam, isso gera um pouco de desconforto nas editoras, mas as coisas estão caminhando bem… Não tive nenhum livro que não tenha sido publicado, ainda, mas tudo é possível.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eclético.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que igual no passado, quando muitas pessoas lançaram livros, mas o diferencial é o número da população e o número da população alfabetizada hoje. Continuo achando que isso retratada um perfil eclético, além de social.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Elevados. Sério, eu não disponho de tantos recursos financeiros, então, tem muitos livros que gostaria de comprar, mas o dinheiro não chega para minha vontade rsrsrsrsrsrs

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não sei, nunca pensei sobre isso…

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

O som da natureza.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Acho que da minha vida não, mas existem muito que tenho estima profunda, outros que faço releituras, no mínimo, uma vez por ano. Tais como: Mulheres que correm com os lobos, Um teto todo seu, A hora da estrela, muitos de poesia etc.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Continuo escrevendo e pretendo lançar novos livros em 2016… Mas meus planos maiores estão ligadas a outras atividades, como o mestrado, modificações em meu blog etc.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu acompanho uma média de cinquenta blogs diariamente, de todos os tipos. Existem sites que têm uma linha de resenha analítica com teor mais acadêmico e outros que apresentam a obra e opinam sobre o processo de leitura, acho que ambos são válidos e enriquecedor para literatura, processo de escrita e leitura.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Outa pergunta difícil… rsrsrsrsrsrsrs  Acredito que a Chimamanda Ngozi Adiche.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Para esta escritora é concluir o livro.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

‘Que as palavras que eu falo

Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor

Apenas respeitadas como a única coisa

Que resta a um homem inundado de sentimentos

Porque metade de mim é o que ouço

Mas a outra metade é o que calo. ’

(Oswaldo Montenegro)

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