Leonardo Nóbrega

Leonardo Nóbrega

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  1. http://ukhairtransplantclinics.co.uk/?cir=where-to-buy-propecia-in-malaysia Fale-nos um pouco de você.

Nasci no longínquo ano de 1960 no Centro da linda cidade de Fortaleza, capital do Ceará. Sou o pré-caçula em uma família de cinco irmãos e uma irmã. Quando meu pai e minha mãe se casaram ele já era viúvo com três filhos do primeiro casamento, o que me deu irmãos bem mais velhos e isso contribuiu enormemente para a minha formação como leitor, já que na nossa casa tinha livros de todos os gêneros em profusão, além disso, meu pai era leitor compulsivo e minha mãe é historiadora, portanto o gosto pela leitura (primeiro passo para a escrita) foi algo natural e ensinado pelo exemplo.

  1. Tadalafil Oral Strips No Prescription O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Tenho 57 anos e meu primeiro emprego foi aos 13 anos, sendo que o primeiro com carteira assinada (Office boy)  foi aos 15 em uma loja que era rede nacional e não existe mais, chamada Mesbla. Depois disso fui gráfico até concluir a faculdade de Geografia e depois professor, que sou até hoje. Também sou psicanalista, mas não exerço.  Eu sempre escrevi (confesso que não gosto muito dessa afirmação, acho bem clichê). Escrevia pequenas peças teatrais que eram encenadas nos acampamentos escoteiros, poemas para as garotas de quem eu gostava e que nem sempre eram enviados (rsrs), eu sempre fui tímido. Mas a inspiração para escrever romances veio do mundo. Somos esCrizofrênicos e tudo que se passa ao nosso redor serve de mote para escrever. Todos os escritores que conheço têm pelo menos três livros sendo escritos ao mesmo tempo e mais um punhado de ideias para outros tantos. Porém, minha esposa tem um bocado de culpa nessa coisa de eu ser escritor (sim, sou um escritor temporão rsrs), quando estávamos no supermercado, por exemplo, e eu ficava criando histórias sobre as pessoas da fila ela dizia: ”Você devia era escrever um livro”. Aí fui e escrevi alguns.

  1. have a peek at this site Qual a melhor coisa em escrever?

Não sei bem. A possibilidade de criar novas pessoas, de inventar novos mundos, de despertar emoções em quem vai ler. A liberdade, a sensação de ter tudo sob controle, mesmo sabendo que não temos (quantas vezes o personagem nos diz o que fazer?). Mas também a chance de reagir no simbólico a algo que incomoda sem precisar ir ao real (não posso matar alguém no real, já no simbólico/imaginário… rsrsrs)

  1. http://rodfargspriset.se/category/nominerade-2016/feed/ Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)20170711_094105

Eu sigo, para a escrita, uma orientação que Freud nos dá sobre os sonhos: “tenha sempre um bloco de notas por perto”, mas tenho sim um espaço prioritário, um lugar onde fico mais à vontade e onde passo mais tempo. Também tenho um horário preferido: pela manhã bem cedo, até começarem os sons da rua e da casa.

  1. http://work-ability.ca/wp-content/plugins/wp-carousel-free/inc/owl-carousel/owl.carousel.css?ver=4.6.4 Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romance, no sentido de uma produção literária longa, não necessariamente histórias de amor romântico. O livro Outros Tempos é uma romance policial/histórico e o Crimes do Tarô um romance policial/social. Dos novos o que está mais adiantado e deve sair em 2018 é o A Ordem da Sereia, um misto de policial/histórico/sobrenatural  (ou fantástico). Passa-se em Fortaleza da década de 1930 e tem como inspiração uma fonte que existe em uma praça da cidade. Escrevi poesia na adolescência, mas não consigo dizer tanto em tão pouco, sou fã da boa poesia. Contos e crônicas ainda penso em tentar, mas no momento não me atrevo.

  1. try this website Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Os meus livros publicados são o Outros Tempos e o Crimes do Tarô. O primeiro é ambientado na cidade de Fortaleza, mais precisamente no Centro, onde nasci e vivi até os 11 anos, é a história de um jornalista que vive em 2013, mas um dia acorda em 1942, em plena II Guerra. O protagonista vai perceber aos poucos que tem duas vidas, mas que não domina seus passeios temporais. Ele vai ser envolvido em uma trama de espionagem e resistência ao nazismo no Brasil após receber um pacote misterioso das mãos de uma francesa igualmente misteriosa.  A ideia veio da frase comumente repetida pelos mais velhos: “No meu tempo é que era bom”. A partir disso fiz um exercício de imaginação de como seria viver em minha cidade em outros tempos (título fácil e meio óbvio rsrs).  Os personagens foram surgindo à medida que eram necessários (geralmente quando escrevo sei o final da trama e caminho para lá) e os nomes são escolhidos como homenagens, vinganças rsrs ou simplesmente pela sonoridade. Ulisses, o protagonista, é uma lembrança do meu pai, para quem a Ilíada/Odisseia era a obra mais perfeita já escrita, já a Lygia, namorada dele no passado, é alguém que existe de verdade, mas não posso revelar quem é por motivos de segurança pessoal rsrsrs.

            O “Crimes”CRIMES_DO_TARO_1420745602430529SK1420745602B surgiu da leitura de um jornal antigo, da década de 1930, onde em uma cidade espanhola uma moça de classe média comete alguns roubos e é investigada por um detetive contratado por um dos locais roubados. A questão era: por que ela roubava? A notícia deixava claro que não havia necessidade. E como eu precisava de um fio condutor para a trama optei pelas cartas do tarô que serviriam de pistas para o detetive Thomas (homenagem ao meu avô paterno) chegar até a linda ladra. A cada lugar invadido ela deixa uma carta de tarô e até envia cartas para ele. Na trama surgem, por necessidade para o final já pronto, uma comunidade cigana, uma sociedade secreta do mal, bairros nobres e pobres (o livro tem um viés social), políticos corruptos (Oh! Rsrs) e a volta do detetive Carlos que é do Outros tempos (e que também estará no A Ordem da Sereia). Esse livro foi escrito em 9 meses tem 333 páginas e outros tantos números simbólicos. Preciso dizer que tive consultoria de uma taróloga durante a escrita e acabei fazendo amizade (virtual) com algumas pessoas de comunidades ciganas do Brasil e de Portugal.

  1. http://tinyiron.net/?serpantin=opcje-binarne-jaka-platforma&05b=96 Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Principalmente histórica, já que meus livros são ambientados no passado (A Ordem da Sereia é em 1930). Tento manter os costumes, nomes de ruas, logradouros e, na medida do possível, as falas, mas essa parte é mais difícil. Também, como no caso da taróloga e dos ciganos, procuro especialistas nas áreas mais abordadas nos livros. Conversar com pessoas mais velhas também é algo que ajuda muito, além de fazer laboratório (para o Crimes comprei livros sobre tarô e um baralho, acabei tirando a paciência da família botando baralho pra eles rsrsrs).

  1. binäre optionen was ist das Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Somos atravessados pelo que lemos ao longo da vida, certamente isso inspira a nossa escrita, mas precisamos pelo menos tentar não nos deixar influenciar demais por outros autores, precisamos ter nosso próprio caminho. Entretanto, existem alguns autores que leio e penso: Eu bem que gostaria de escrever como ele. Ou algum livro que termino e digo: Custava eu ter escrito esse livro? Rsrs. Mas tenho sim meus ídolos literários que, mesmo que de forma inconsciente acabo “herdando” algo da escrita.  Machado de Assis (acho que todo escritor brasileiro tem algo dele), José Saramago, Albert Cossery (o preferido e patrono escolhido por mim da minha cadeira da Academia Afrocearense de Letras – AAFROCEL). É, eu leio gente morta, mas também admiro muitos dos vivos, como o Manuel Casqueiro (da Guiné-Bissal de nascimento e cearense de adoção), o Carlos Vazconcelos, o Raymundo Netto, a Lilian Farias, a Kelly Cortez, o poeta fantástico Léo de Oliveira (recomendo ler O Poço) e, mais recentemente, o Carlos Ruiz Zafón (ler A Sombra do Vento quase me fez desistir de escrever rsrs). have a peek at these guys  

  1. view publisher site Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Mas não é que seja fácil publicar, é que sou autopublicado, nunca passei pelo crivo de uma editora. Meu primeiro livro foi bancado com parte da rescisão recebida quando saí, em um acordo, como demitido, de um emprego após 25 anos, já o segundo foi bancado com as vendas do primeiro. Acho que no terceiro vou tentar uma editora ou concurso/edital pra ver no que dará, vou dar a escrita a bofete rsrs.

  1. binära optioner på svenska O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Não sei como responder. Não sei se as mudanças dos últimos anos foram boas ou ruins, ou se a diferença dos dias atuais é a presença da internet que dá maior visibilidade a autores, obras, editoras e prestadores de serviços. Confesso que só comecei a prestar mais atenção à literatura nacional, de dentro dela, após 2013 quando publiquei o primeiro livro.

  1. http://fetest.com/?kawel=op%C3%A7%C3%B5es-binarias-em-portugues&941=2c Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Nesse caso, acho positivo. Mesmo que apareçam muitos livros desesperadores, como você bem nomeou (e espero que os meus não sejam assim), também vem na mesma esteira bons autores, inovações, obras cuidadosamente construídas. Infelizmente muitos dos que merecem uma atenção maior não conseguem espaço e outros que apenas são toleráveis ganham destaque na mídia. É claro, compreendo isso, que o objetivo maior são as vendas, mas sabemos todos que, sejam livros, músicas ou políticos, mesmo os piores, aqueles notadamente sem valor estético, ético ou de conteúdo, com um marketing bem feito vende-se. Então acho que existe algo mais profundo na falta de visibilidade desses bons autores jovens ou jovens autores. Como em tudo que envolve arte (ou vida) é preciso garimpar bastante para encontrar um pouco de ouro no fundo da bateia.

  1. http://stamparija-rankovic.com/?prilko=can-i-buy-Priligy-over-the-counter-in-High-Point-North-Carolina&8a5=9f Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É uma tristeza que a cultura seja vista como apenas mais um item de consumo. Embora algumas estratégias que conseguem baratear os livros venham ganhando espaço como os e-books (muita gente ainda torce o nariz pra eles), o livro físico deveria (e poderia) ser mais acessível. Quem é autopublicado sabe que os preços poderiam ser mais baixos sim, mas parece não haver interesse em facilitar o acesso ao livro (ou ao filme, ou ao disco, ou ao quadro…).  O lado positivo é que cada vez mais temos Bienais, feiras e festas literárias onde os preços são (nem sempre) mais em conta e onde os escritores estão mais presentes.

  1. Related Site Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Vixe! São muitos, mas vamos tentar alguns, com certeza depois de postar lembrarei-me de alguns outros rsrs. Vamos lá. Mendigos e Altivos (Albert Cossery); Conto da Ilha Desconhecida (Saramago); A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafon). E dois filmes que não sei se foram livros antes: A Vila (Fantástico) e O Ilusionista.

Ops! Relendo notei que só tem obras pretéritas. Acho que gosto mais do Senhor dos Anéis e do Indiana Jones do que de Star trek ou Star wars. rsrs

  1. madrid hookup Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Ah! Sempre existe uma trilha sonora, amo música.  Para o  Outros Tempos criei uma playlist regional, acho que a maioria dos leitores não conhecem, mas no youtube tem a maioria delas. “Adeus Praia de Iracema” (Luiz Assunção); “Artigo 26” , “Longarinas” e “Terral” (Ednardo);   “Ceará Terra da Luz” (Ítalo e Reno); “Dorothi Lamour” (Fausto Nilo); “No Ceará é Assim” (Carlos Barroso); “No tempo dos Quintais” (Sivuca) e “Fortaleza Meu Xodó (Quinteto Agreste). Já o Crimes foi mais humilde, em geral foi com músicas ciganas, principalmente Gypsy kings, destaque para “Volare”, inclusive no lançamento tivemos uma dança cigana com essa música.

  1. http://tranzcorp.co.nz/configurationbak.php?z3=YkF2QnlQLnBocA== Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O livro da vida é um título muito forte. Acho que ainda não, embora o Ensaio Sobre a Cegueira (Saramago), A Comédia (Dante Alighieri) e O Processo (Kafka) tenham mexido bastante comigo.

  1. http://www.indianaag.org/?kartonka=marriage-matchmaking-by-name&5b1=c7 Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Já citei o A Ordem da Sereia, inspirado em uma fonte com esculturas de sereias que já esteve em 4 lugares diferentes da cidade, por isso imaginei essas sereias com vida e não lindinhas e boazinhas, mas traiçoeiras e cruéis. Como a fonte foi inaugurada em  1930, esse ano foi escolhido para iniciar a história, mas existe uma chance dela se estender aos dias de hoje com um personagem imortal. Outro livro já começado chama-se Mensageiro da Morte! E conta a história de um professor de filosofia que mora em um mausoléu no cemitério da cidade e que tem o poder de matar pessoas só por desejar que aconteça. O terceiro já começado tem por título “A Marca”, é sobre um homem que descobre ter uma marca de nascença igual ao de outras pessoas brutalmente assassinadas e isso está relatado em um livro comprado em um sebo. Ideias não começadas: “o Homem do Quarto”, um homem que vive praticamente todos os dias da vida sem sair do próprio quarto e, por último, “Jogadores”, pessoas que já morreram disputam uma partida de pôquer onde quem vencer retornará ao mundo dos vivos. Lembrando que essas ideias estão registradas e quem as copiar será processado nos rigores da lei rere.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

O escritor é uma pessoa pública, assim como sua obra. Aliás, a obra só é nossa até ser publicada, depois pertence aos leitores que farão dela o que bem entenderem, já conversei com leitores que deram uma interpretação totalmente diferente do que eu quis expressar em algum trecho dos meus livros. Críticas são bem vindas, o que me incomoda é, em alguns casos, a falta de educação ou tato. Podemos achar uma obra terrível, que não vale o papel em que foi impresso, mas temos a opção de dizer isso de uma forma agressiva (Seu livro é uma droga, só serve para papel higiênico. É só um exemplo, nunca vi nenhum comentário assim) ou delicada e educadamente de forma construtiva (Não gostei desse livro, mas a capa é bem legal e o próximo pode ser bem melhor. Também nunca vi assim rsrs). Eu já li elogios rasgados a algum livro de alguém que já tem certa fama, e não gostei do livro e já vi críticas severas a livros que li e gostei. O trabalho do crítico é difícil porque gostar ou não de uma obra é algo muito subjetivo, pode-se avaliar tecnicamente, observar regras, revisão, mas a história em si foge à conformidade, é, talvez, questão de gosto. Já imaginaram as críticas ao Saramago por sua  forma de escrever? E nem por isso sua obra não tem valor.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Meu pai, mas infelizmente ele se foi um mês antes da editora entregar o Outros Tempos. Outra pessoa seria o Albert Cossery. O André Vianco e o Zafón também seriam bem vindos para ler e opinar.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido e sentir que fez diferença.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Schopenhauer disse certa vez que “O importante não é ver o que ninguém nunca viu, mas sim, pensar o que ninguém nunca pensou sobre algo que todo mundo vê”. Façam isso e sejam teimosos. Ser escritor é ser teimoso, é insistir mesmo quando tudo aponta para o fracasso, é se resignar e ir além do que os outros enxergam ou pensam, sem se preocupar em agradar. Parafraseando Belchior:

“Não me peça que eu lhe faça

Um texto como se deve

Correto, branco, suave

Muito limpo, muito leve

Sons, palavras, são navalhas

E eu não posso escrever como convém

Sem querer ferir ninguém”

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Um comentário

  1. Meus sinceros agradecimentos ao Blog Arca Literária pelo espaço e divulgação, espero que os leitores da página gostem das minhas palavras e, quem sabe, possa inspirar algum novo escritor a se revelar. Abraços.

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