Leonardo Henrique Galvão

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  1. Fale-nos um pouco de você.

R: Sou uma pessoa apaixonado pelo mar e suas histórias. Desde criança gosto de ler aventuras com piratas e navios. Cresci lendo e estudando sobre a história marítima, navios, mapas e piratas. Adoro viajar e conhecer lugares novos.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Além de escrever, trabalho com a área de Defesa nas Forças Armadas e sou Professor. Tenho também um blog e algumas páginas no facebook sobre História Marítima. Como hobby, sou navegador e mergulhador.

Comecei a escrever ainda no Ensino Médio, para apresentações na escola. Escrevia peças de teatro, pequenos contos e músicas, naquela época, mas nunca pensei em desenvolver isso a nível profissional.

Após alguns anos, já formado na graduação, decidi voltar a escrever com o intuito de despertar o interesse dos meus alunos para a história marítima, principalmente relacionada à do Brasil.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: Acredito que seja a possibilidade de criar histórias e trazer os leitores para novos mundos. Fazer o leitor ver o mundo da forma que o autor imagina.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

R: Sim, transformei um dos quartos do meu apartamento em biblioteca/escritório.

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 Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: Eu escrevo fantasia e suspense relacionados ao mar. Já arrisquei alguns contos na área de ficção científica e existe o projeto para um livro nesse gênero.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

R: Meu primeiro livro publicado foi o “Contos e Encontros Piratas”, contendo doze contos de ficção com histórias de piratas, todos passados no Brasil. Os contos misturam história, aventura, romance, terror e suspense. O nome dos personagens foram baseados nas suas próprias histórias e o título do livro vem do fato de os personagens piratas, algumas vezes, encontrarem personagens históricos ou seres míticos.

Logo depois de publicar o primeiro livro, decidi escrever um romance e comecei a trabalhar na pesquisa para o “O Pesadelo do Príncipe”, onde misturo a história real do naufrágio do Príncipe de Astúrias com uma história de suspense e terror. Lancei o livro no final de 2016, pois este foi o ano do centenário da tragédia, que ocorreu na costa brasileira, mais especificamente em Ilhabela. Muitos dos personagens mantêm seu nome real, os personagens fictícios têm seus nomes relacionados a pessoas importantes para mim e para a história. Para o título, queria que fosse algo que mostrasse ao leitor a ideia do quanto foi terrível o naufrágio do Príncipe de Astúrias e quão assustador foi para os passageiros aquela última e fatídica viagem.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: As pesquisas para os contos levavam cerca de um ou dois meses para cada um deles. Utilizei referências bibliográficas sobre a história dos piratas, mitos e lendas regionais e muitas vezes fui até os locais onde eles se passam para conhecer melhor a região e descrever os cenários. Como escrevia-os esporadicamente, levou cerca de dois anos para ter os doze contos (na verdade, selecionei doze contos dentre os cerca de vinte que havia escrito).

Já no caso do “O Pesadelo do Príncipe” foram cerca de oito meses pesquisando sobre o acidente, utilizando material bibliográfico, vídeos e conversando com historiadores especialistas no assunto. Apesar de ser uma ficção, era preciso conhecer bem o navio e sua história, para chegar o mais perto possível dos eventos reais.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Na verdade existem muitos autores que me inspiram, mas posso destacar Clive Cussler e Stephen King como os principais. 

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: Quando comecei a escrever os contos, passei a publicá-los no meu blog disponibilizando-os em PDF direto na página. Com o tempo surgiu a ideia de publicar um livro de forma independente, e cheguei a obter dez volumes de um impresso bastante simples. Esse mesmo livro chegou até as mãos da Editora 4Letras, que me convidou a publicar com eles, iniciando assim meu trabalho com a editora. Desde então não tive problemas em publicar meus livros.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: Vejo que este cenário está em expansão. Nos últimos anos, muitos bons autores surgiram e o público tem se tornado bastante receptivo aos autores nacionais.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Qualquer pessoa que goste de escrever pode facilmente publicar seu trabalho, seja através de plataformas digitais ou através de editoras que publicam sem nenhum critério. Isso faz com que não haja nenhum “filtro”, podendo encontrar boas obras mas também muitos trabalhos com erros, histórias mal construídas, superficiais ou repetidas.

Existem alguns gêneros que são massivamente explorados como é o caso da fantasia envolvendo bruxas, magos, elfos e etc. Li muitos trabalhos bons com essa temática, mas a grande maioria é bastante semelhante e repetitiva.

Isto, muitas vezes, gera um certo preconceito em alguns leitores, que acabam não querendo adquirir obras nacionais. 

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: Este é um outro problema em nosso país. Não são apenas os livros que são caros no Brasil, mas muita gente não dá o devido valor a eles. É fato que todos nós gostaríamos de pagar um valor acessível nos livros mas para isso o valor do papel deveria ser menor, o valor dos impostos nas gráficas e lojas também deveriam cair. Com todos esses valores inclusos o preço acaba ficando relativamente elevado mas, se comparado a outros produtos, não estão fora do preço de mercado nacional. 

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: Acho que de um dos meus livros preferidos, “O cemitério” do Stephen King. Só este autor para pensar em algo tão assustador.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

R: Para o “Contos e Encontros Piratas”, imagino uma trilha sonora típica dos filmes de ação, como algo composto por John Debney, Hans Zimmer ou John Williams. Já para o “O Pesadelo do Príncipe”, penso em algo mais clássico como Nocturne op.9 No.2 de Frédéric Chopin, mas executado de forma mais lenta e sombria

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: Li muitos livos que considerei como “o livro da minha vida”, mas não saberia eleger apenas um. 

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: Sim. Já estou trabalhando em um novo livro. Se tudo seguir como o planejado, será lançado ainda no primeiro semestre de 2017. A história de passará em Ilhabela, misturando aventura e suspense. 

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Sim, tenho acompanhado as resenhas e as críticas em blogs e canais no youtube. Considero muito bacana o trabalho de alguns blogueiros. Além de apresentar o trabalho dos autores ao público, nos possibilita verificar o que tem agradado mais aos leitores, onde podemos melhorar ou corrigir.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Gostaria que o ator Herson Capri lesse o “O Pesadelo do Príncipe”, pois é neto de um sobrevivente da tragédia e está ligado a história desse navio.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: Ser lido e, de alguma forma, que nossa história tenha trazido algo de bom ao leitor. 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Gostaria de agradecer a oportunidade de falar um pouco sobre meu trabalho e desejar que os leitores divirtam-se com meus livros. Desejo bons ventos a todos e coragem para buscar novos horizontes.

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