Leo Vieira: Auto-publicação

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O empreendedorismo faz parte da vida de todo ser humano desde o início da vida. Na infância mesmo aprendemos a negociar, porém nem todos exercitam tal vocação. Acontece que o apoio não precisa vir da família ou de amigos; muita coisa se desenvolve a partir do momento em que o próprio negociador tem vontade e necessidade de mudar de atitude em prol de uma vida mais prática. Nesse ponto de vista que também se aplica o empreendedorismo literário.
Todos nós ficamos saturados da forma em que vemos como somos tratados por muitas editoras. Somos apenas números que podem ter menos ou mais valor (muitas vezes, nenhum) sob o olhar crítico da tendência do mercado. É um campo escorregadio demais e faz com que toda carreira seja tão meteórica quanto um breve romance lido. Muitas vezes cai no esquecimento na mesma velocidade em que foi impresso, isso quando não cai no esquecimento antes de qualquer outra ideia, sepultando o sonho do segundo livro a ser lançado. Sonhos amontoados com a pilha de livro não vendida.
A questão é que todo escritor iniciante fica seduzido a investir pesado na carreira e o investimento proposto pelas editoras por demanda é absolutamente financeiro. O escritor fica então iludido e em seguida frustrado quando algo não sai conforme planejado. A questão que fica no ar é: até que ponto o escritor deve investir em sua carreira?
O escritor antes de tudo é um leitor. E para ser um bom leitor, o escritor precisa ser um pesquisador. Tudo que nós fazemos requer uma meticulosa pesquisa. Leituras comparadas e horas de pensamentos e reflexões. Talvez até um devaneios. Tudo isso faz parte. O escritor precisa pensar em como fará para que o seu ofício seja enfim valorizado. O valor não é apenas financeiro. Para um escritor ser bem vendido e respeitado no mercado, ele deve também demonstrar que sabe muito bem o que está fazendo.
Nesse ponto começa a alarmar mais ainda o empreendedorismo. Se o escritor pesquisa tanto para lapidar a sua arte de transmitir ideias, por que então ele não pode usar sua inteligência para aprender e desenvolver sua forma particular de lançamentos?
Auto publicação é a solução!
Quando estiver seguro de suas pesquisas sobre o mercado independente, aprenda o suficiente para se desenvolver. Compare preços de despesas que você teria, caso terceirizasse o serviço. Aprenda a fazer a sua arte, diagramar e fazer os registros necessários. Um curso básico de desingn gráfico resolve e custa o preço de um serviço de diagramação e arte terceirizado. A diferença é que você poderá lançar quantos livros quiser e sem gastar praticamente nada depois (somente as despesas da Biblioteca Nacional).
Com esse controle, o escritor poderá solicitar um pedido menor diretamente com a gráfica e assim promover vendas diretamente no lançamento da obra (em um churrasco no fim de semana ou então em uma pizzaria; 30 livros se vendem de imediato), ou se tiver mais dinheiro e segurança, pode marcar uma série de lugares e programar todas as vendas. Com o que sobrar, anuncie pelas redes sociais.
Não se esqueça também de criar uma página específica do livro, mantendo a mesma atualizada com tudo semelhante ao assunto de sua obra. Desta forma, você terá um bom ponto de referência, além de se tornar um escritor atencioso e especialista.

4 Comentários

  1. Boa tarde!
    Sou do Rio de Janeiro e tenho um projeto de livro, corro em busca de editoras, mas realmente é muito difícil.
    Você indicaria algumas gráficas especializadas que sejam corretas e de qualidade para que eu possa investir e publicar um primeiro trabalho?
    Desde já agradeço a atenção,
    Carolina.

  2. Artigo bacana, Leo!
    A autopublicação parece ser uma boa solução para muitos autores, embora exija bastante planejamento para que os livros não fiquem empilhados em casa.
    Abraços

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