Leila Krüger – Reencontro

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Ana Luiza é uma jovem depressiva que entrou no mundo das drogas e não consegue reconhecer que está entrando em um caminho sem volta, está sempre remoendo seus dois amores perdidos e não se permite encontrar um grande amor novamente.

Seus únicos companheiros são seu cachorro e Nana que é sua melhor amiga, até que um aluno novo da faculdade começa a se aproximar dela, mas eles acabam virando amigos, pois Ana não deixa ninguém se aproximar de seu coração. Para afastar Rafa ela começa a se envolver com um rapaz rico e traficante de drogas e cada vez mais começa a se afundar nas drogas, que misturado a sua depressão será como uma bomba prestes a explodir.

“A dor no fim é sempre nossa. Ninguém consegue sentir. Não dá para dividir. No máximo aliviar um pouco… A dor é a coisa mais egoísta do mundo.”

Com o cenário de fundo a maravilhosa cidade de Porto Alegre, que já tive o prazer de conhecer, consegui reviver os cenários maravilhosos, o leitor irá entrar a fundo na vida de Ana Luiza, mesmo com a narrativa em terceira pessoa a autora conseguiu ser muito profunda representando os sentimentos de Ana Luiza.

Ana Luiza tem beleza e tem uma situação financeira boa, mas falta amor, ela se sente rejeitada pelo pai e a mãe não é amorosa, teve suas decepções amorosas e no meio da leitura acontece um fato que cortou meu coração e que faz com que Ana se entregue a depressão e ao mundo das drogas a tal ponto que faz ela mais uma vez perder a vontade de viver.

“Nada vale uma vida. Nenhuma dor vale uma vida.”

Gostei muito da leitura mesmo tendo detestado a protagonista no início, depois consegui compreendê-la melhor. A escrita da autora é deliciosa, o livro é recheado de poesias e trechos de músicas no inicio de cada capítulo, o que deixa a leitura muito mais gostosa apesar de ser uma leitura triste e pesada por entrar no mundo das drogas. A narrativa é recheada de sotaque e gírias sulistas, eu particularmente adorei, pois sou apaixonada pelo sul do país.

Minha única ressalva é que o livro poderia ter sido um pouco mais resumido, algumas vezes ficou um pouco cansativo nas suas 500 páginas, mesmo com a narrativa fluída. Um livro que faz você pensar o quanto vemos tantas pessoas sendo atingidas por essa doença chamada depressão e o quanto devemos tomar cuidado para não deixarmos ela nos atingir. Recomendo a leitura.

Resenha de Danielle Peçanha, resenhista do Arca Literária e do blog Minhas Resenhas

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