Leandro Zerbinatti de Oliveira

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  1. Fale-nos um pouco de você.

R: Me chamo Leandro Zerbinatti de Oliveira, tenho 33 anos, sou natural de São Paulo/SP.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Sou advogado. A inspiração para a escrita veio desde cedo, consequência da minha paixão pela fantasia e do meu prazer por contar histórias. Foi a escrita que, no fim, me fez escolher a profissão de advogado. Também faço arte digital (HQs, capas de livros, etc.).

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: Criar mundos e personagens fantásticos. Desenvolver grandes mistérios, e pouco a pouco desvendá-los para o leitor.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

R: Tenho sim. Uma mesa de canto na sala de casa.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: Meu gênero é a literatura de fantasia, também chamada de literatura fantástica. Também escrevo horror, embora este gênero, por vezes, acabe adentrando o território da fantasia. Fora isso, há alguns anos tenho trabalhado em um livro jurídico.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

R: Meu primeiro grande trabalho foi uma trilogia intitulada “A Dama Escarlate”.  A história narra a missão de uma assassina – e o modo como ela lida com as consequências das suas ações – em um estranho mundo, resultado da misteriosa junção de outros três mundos, cujas raças que outrora eram completamente desconhecidas umas das outras, agora são obrigadas a conviver, sempre à beira de um confronto global.

Meu livro mais recente é “O Sonhador Deve Morrer”, cuja trama se passa em um mundo que é na verdade o sonho de um garoto em coma. Um dos habitantes desse sonho, um antigo herói amargurado, descobre a verdade e parte em um plano para acabar com o mundo que ele culpa por suas desgraças. Concomitantemente, um grupo de indivíduos faz a mesma descoberta e luta para preservar sua existência, passando por várias situações incríveis e fazendo inúmeras descobertas existenciais.

Também participo de algumas antologias e possuo diversos contos auto publicados na Amazon.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: Se eu estiver escrevendo algo ambientado no “nosso mundo”, que aborde eventos históricos e locais reais, costumo pesquisar bastante a história local, costumes dos povos, linguagens, registros históricos, etc.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Embora eu admire muitos autores e obras de fantasia, prefiro não me inspirar naquilo que já foi feito. Tento evitar influências externas o máximo possível, excetuando-se, talvez, alguma referência quase imperceptível a título de homenagem.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: Sim. A publicação nas grandes editoras continua sendo uma grande barreira aos autores nacionais. Felizmente hoje em dia a auto publicação é algo extremamente fácil, por isso, diante da negativa das editoras, podemos publicar nosso trabalho de forma independente.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: O lado bom: O interesse das pessoas pela literatura parece ter aumentado, talvez graças às facilidades tecnológicas e a simplicidade de se comprar pela internet, embora seja um aumento muito pequeno dentro do que se consideraria ideal. Por essas razões também tem sido mais fácil para autores independentes se lançarem, fazendo o cenário crescer.

O lado ruim: Ainda é um cenário muito modista, prezando mais por se apegar naquilo que virou a febre do momento no exterior, ou então se restringir a um único tema que caiu no gosto popular, ao invés de arriscar mais e explorar novos caminhos.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Creio que isso seja uma consequência natural do avanço tecnológico. Hoje em dia qualquer um pode escrever no seu computador e com um click soltar seus textos na internet (o mesmo ocorre com a música, e outras formas de arte). Aproveitando isso, surgiram várias plataformas que impulsionam a publicação independente. No fim, quem tem o real poder nas mãos é o leitor, pois é a ele que cabe julgar o que possui qualidade ou não. Mas o leitor também tem de ter a mente aberta e se arriscar em obras que não se apeguem aos modismos.

Sempre haverá material bom e também ruim. E sempre haverá o gosto particular de cada um.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: São abusivos, sem dúvida, e dificultam o acesso à leitura. Digo por experiência própria, que por vezes sai mais barato comprar livros lá de fora do que aqui. Vários livros que comprei em sites estrangeiros, mesmo com a alta do dólar e o valor do frete internacional saíram mais baratos do que os mesmos livros aqui no mercado nacional. Já comprei boxes de 3 livros, que saíram mais baratos do que um único livro da mesma série no Brasil.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: A série “A Roda do Tempo” de Robert Jordan, e “A História Sem Fim” de Michael Ende.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

R: Qualquer música da banda italiana “Rhapsody of Fire”.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: Se eu tivesse de escolher um só, escolheria “O Silmarillion” de J.R.R. Tolkien. Mas não seria suficiente, então incluo na lista “A Roda do Tempo” de Robert Jordan (embora seja uma série), e “A História Sem Fim” de Michael Ende.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: Sempre. Os projetos fazem fila na minha mente. Tenho um livro sobre vampiros, que acabei de escrever recentemente, e uma série no estilo “Dark Fantasy” que comecei a escrever, além de outro livro que já está pronto há alguns anos, em fase de revisão. Esse último foi um trabalho mais experimental.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Acompanho sim. Acho um trabalho válido e muito importante para a divulgação, desde que feito de forma ética. É claro que em todas as áreas há profissionais bons e ruins. Há blogueiros sérios que realmente possuem a paixão pela literatura e querem divulgar os autores nacionais, porém, sabemos que nem todos possuem esse intuito, utilizando-se da posição em benefício próprio e, por vezes, sem muito conhecimento de causa.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Infelizmente ele não está mais entre nós, mas seria uma honra ser lido por Sir Christopher Lee, grande ator que, dentre os inúmeros papéis marcantes, interpretou Saruman na trilogia “O Senhor dos Anéis”.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: Ser lido, em primeiro lugar. Ter seu trabalho valorizado, em segundo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Aos leitores em geral: Leiam. Mas mantenham a mente aberta, deem chance a novos estilos e a novos escritores, pois ainda existe muito preconceito para com as obras nacionais.

Aos escritores: Escrevam! E leiam também; não para copiar estilos, mas para descobrir e aperfeiçoar o seu próprio. Escrevam por gostarem. Escrevam sobre temas que lhes interessem, aliás, escrevam aquilo que vocês mais gostariam de ler, pelo prazer de fazê-lo e não pela ocasional chance de lucro. E, acima de tudo, não desista. Fique feliz com os elogios, mas não se considere incensurável, e aprenda com as críticas construtivas.

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