Labirinto de Espelhos – Barbara Negrão

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Willian é um jovem centenário que há muitos anos sonha com uma menina, o que é muito estranho porque vampiros não sonham nunca. No sonho ele não pode falar com essa tal menina ou tocá-la, mas pode sentir tudo o que ela sente. Ao longo do tempo, ele tentou encontrá-la por todo o mundo, mas sem sucesso. Essa menina misteriosa é Eva, agora uma adolescente de 16 anos que vive por um momento de tristeza depois que Noah, seu melhor amigo da vida inteira, resolveu sair da cidade porque não conseguia lidar com o que sentia por ela.

Transtornada, Eva vai até a velha mina abandonada onde sempre ia com Noah para procurar o anel que era o símbolo da amizade deles e que ela havia perdido dias antes dele ir embora. Mas o que era apenas uma procura inocente se torna uma busca perigosa. Eva se perde no escuro e não consegue ir embora, ela certamente morreria se não fosse… Se não fosse o quê? Ela não lembrava, apenas sabia que alguém havia a tirado do perigo.

A chegada de Willian faz tudo mudar, não só com ela, mas com a cidade toda. Willian é simplesmente o cara mais lindo que a cidade já viu, mas ele só tem olhos pra Eva e ela nem imagina porquê.

Mais rápido que ela pôde acompanhar, Eva já estava completamente envolvida e apaixonada por aquele misterioso de olhos verdes.

 Estamos saturadas de estórias de Vampiros, então acabamos tendo um preconceito ou às vezes nem damos uma chance para o livro. Eu não sabia que se tratava desse tipo de estória, a autora deixou esse detalhe escondido da sinopse, mas descobrimos logo nas primeiras páginas. Labirinto de Espelhos é uma estória diferente porque o enredo não se passa em torno do protagonista ser um vampiro. O livro é focado no romance de Willian e Eva e nos sentimentos que ela precisa lidar, a saudade de Noah, as amigas adolescentes com problemas típicos da idade e a paixão arrebatadora que ela sente por Willian.

 Barbara Negrão criou uma ficção leve, bem escrita e com elementos únicos que caracterizam sua marca. São 453 páginas que passam voando e em momento nenhum eu fiquem com a sensação de que ela estava enrolando para aumentar o livro,. Tudo o que compôs o livro estava em perfeita harmonia com a estória que ela havia criado. Fiquei sabendo que são mais dois livros, onde eu espero que a autora consiga responder as perguntas que ficaram na minha cabeça, mas pelo que eu pude perceber nesse primeiro livro, ela conseguirá.

 ”Acordei no escuro perdida e confusa. Me mantendo imóvel sem coragem de abrir os olhos. Agora tudo estava calmo e silencioso. Onde estava a música do parque e como eu estava deitada sobre algo macio se eu estava no chão do labirinto de espelhos? Eu estava morta? Mexi-me e minha resposta foi logo respondida. Uma dor lancinante atravessou meu corpo inteiro fazendo-me arquear as costas. Eu não estava morta. A morte não poderia doer tanto assim.”

Resenha de Carol Mariotti, resenhista parceira do Arca Literária e ADM do blog Leitura Virtual

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