Juliana Rodrigues

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa muito plural. Sempre gostei muito de explorar o universo artístico, estimular minha criatividade, mas também sou encantada pelo mundo da razão. O universo científico é fascinante. Posso dizer que me divirto muito na eterna busca o saber.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita? 

Sou bióloga. Trabalho como professora polivalente em um curso que faz acompanhamento pedagógico para crianças e adolescentes que dificuldade de aprendizagem; ensino inglês em uma creche e sou tatuadora iniciante.

Desde muito jovem escrevia como forma de refúgio. No colégio, tive muito estímulo de uma professora de redação para manter tal hábito. Comecei com poemas românticos, no entanto, atualmente, prefiro escrever crônicas e contos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Tenho uma sensação de euforia toda vez que sinto ter escrito algo genuinamente meu e que consegue traduzir em palavras sensações que frequentemente não conseguimos explicar.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Na realidade, não. A escrita é a consolidação de uma ideia que surge como um clique em qualquer lugar que eu esteja.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Creio que me sinto mais confortável com contos. Porém, escrevi poemas e crônicas. Também já tentei escrever romances e peças.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

A ideia para o conto surgiu de vivência própria. De uma simples frase que me foi dita, criei uma história que ressoou por muito tempo em minha mente. Decidi não nomear meus personagens justamente porque queria focar no ato em si, e não em quem o praticava. O título foi uma alusão à capacidade de criar um universo de possibilidades rico em detalhes a partir de algo que nunca se concretizou.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Queria usar uma linguagem bem crua, portanto li alguns livros e contos em que os autores usavam termos literais e diretos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Aprecio o trabalho de alguns escritores, mas vou citar duas mulheres que considero incríveis. A primeira é a Agatha Christie. Sempre fui fascinada pelo estilo investigativo e acredito que ela faz isso com maestria. A segunda escritora é a Chimamanda Ngozi Adichie. Admiro não apenas sua escrita conscientizadora e corajosa, mas também o trabalho que desenvolve fortalecendo mulheres.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Ainda não tive vivência suficiente no universo da publicação para responder essa pergunta.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Estamos na época da tecnologia. Recebemos milhares de informações em poucos minutos e bem resumidas. Desse modo, fico surpresa e feliz em ver que ainda assim existe espaço para escritores emergentes e novas publicações.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sempre haverá produtos medianos para que possamos reconhecer os que se sobressaem. Sem falar que os diferentes públicos demandam características distintas. O que agrada uns pode não ser bem visto por outros. A qualidade de uma obra é, também, algo pessoal.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Toda arte tem seu preço. O artista merece o retorno pela arte que produz. Em contrapartida, a arte também é fonte de conhecimento. Dito isso, devemos levar em consideração que o conhecimento não pode ter classe social. Todos deveriam ter acesso justo a ele. Certamente há estratégias políticas que facilitem esse acesso. Resta esperar que nossos representantes atentem para isso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Qualquer livro escrito por Agatha Christie.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

Depende da música que eu estou curtindo muito na época da leitura. Pode-se dizer que a trilha sonora de cada livro é quase acidental.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Acredito que ainda não consegui encontrá-lo.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Pela pluralidade das minhas aptidões, fico constantemente criando novos projetos. Voltado para escrita, estou lentamente iniciando um projeto em parceria com uma amiga para um livro que vai tratar de assédio sexual.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu não costumo acompanhar. Todavia, o trabalho da crítica se faz muito importante não só para o avaliado, mas também para os interessados no produto.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Clara Averbuck.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Saber que algo foi sentido pelo leitor, ainda que não tenha sido exatamente o sentimento-alvo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Descubram o que gostam de ler. Assim a leitura sempre será prazerosa.

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