Josy Stoque

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou sonhadora, pisciana, amo gatos e viciada em livros.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou publicitária formada e trabalhei na área por 10 anos. Escrever sempre fez parte da minha vida, é uma vocação e me sinto realizada por assumir a carreira de escritora definitivamente.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ser o que eu quiser, estar onde desejar, viver o que puder.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Tenho. É no meu quarto, mas é uma mesa de trabalho, organizada.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo as ideias que se apresentam, por isso, já escrevi histórias do gênero de fantasia, sobrenatural, conto de fadas, romance, policial, drama, erótico, comédia, histórico e até distopia. Porém, eu me encontrei no erótico/realista. Sempre introduzi sexo e realismo nas minhas histórias, de alguma forma, mesmo as de fantasia, por isso, resolvi assumir esse como meu gênero, ainda que o plano de fundo da história possa ser considerado de outro gênero.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Bem, a lista é grande, então, vou citá-los na ordem de escrita:

– Saga Os Qu4tro Elementos (romance de fantasia/sobrenatural em 4 volumes);

– Insensatez (a primeira versão foi new adult, e a última, comédia romântica picante, escrita com Gisele Galindo);

– Estrela (conto de fadas, nova versão para o mito da Deusa da Lua);

– Trilogia Puro Êxtase (romance erótico/realista, com temática sobre autoestima);

– Coleção Amanhã (romances eróticos/policiais, com temática política, em 5 volumes independentes entre si, com enredos e protagonistas diferentes);

– Eu Nunca (comédia romântica picante, escrita com Mila Wander);

– Mexa Comigo (romance histórico/erótico, que se passa no Século XX, em processo de escrita).

Sobre títulos, às vezes ele surge assim que tenho a ideia, às vezes durante o processo de criação de enredo, ou mesmo durante a escrita. Mas, normalmente, eu já tenho o título antes de começar porque já acumulei uma lista muito grande de projetos a escrever. Sobre os nomes dos personagens, a escolha depende muito da história e o que quero passar através dela.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Pesquiso tudo o que acho que vai influenciar minha história de alguma maneira, seja o cenário, elementos profissionais, ou temas da atualidade. A coleção amanhã, por exemplo, exige que eu leia muito jornal a respeito de política e acontecimentos atuais, como a Copa do Mundo. A ideia é tornar a história tão realista, que ao final da leitura o leitor se pegue questionando se não poderia ser verdade. Quando é fantasia, histórico e distopia, as pesquisas se tornam mais extensas e profundas, sendo necessárias durante todo o processo de escrita.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Eu me inspiro na vida, na minha forma de pensar e no que desejo passar para meu público.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Antes da Amazon, sim. Mas agora que tem a plataforma de autopublicação, está tudo disponível para leitura. A dificuldade se manteve, por alguns anos, para entrar em editoras tradicionais. Mas isso acabou ano passado, com a assinatura de contrato com três casas editoriais.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Maravilhoso! A mudança está gradativamente, mas nítida. Aconteceu um boom de publicações nacionais com a chegada da Amazon ao Brasil tão forte, que as editoras passaram a acompanhar o site como uma vitrine de novos talentos, abrindo, assim, suas portas para que nós pudéssemos entrar, finalmente, nas livrarias.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O leitor é o editor, nesse caso. Eles que vão dizer se a obra vale a pena ou não. Acho essa participação direta sensacional, um elo se forma entre escritor, obra e leitor. É algo novo, em constante adaptação, porém, acredito que tem sido benéfico para todas as partes. Variedade é uma coisa que não havia antes e agora temos. Não é só aqui no Brasil que obras ruins chegam ao mercado. A autopublicação é coisa antiga lá fora, até têm autores autopublicados, que conseguem contratos com editoras internacionais para serem lançados em outros países. É mais uma porta, uma grande porta, de entrada no mercado e não vejo como isso pode ser ruim.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não acho que hoje em dia isso seja uma verdade. É certo que a tiragem de livros nacionais continua menor do que dos livros internacionais, portanto, o preço unitário fica mais alto, por consequência. Mas isso já está mudando, principalmente nas livrarias online. O que se vê é uma crise nas livrarias físicas, que possuem custo alto de aluguel e funcionários, e cobram valores mais altos de qualquer livro para cobrir seus gastos exorbitantes. Portanto, com uma boa pesquisa, é possível comprar livros nacionais tão baratos quanto internacionais.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Qualquer um da série Goddess da P.C. Cast.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Cada livro tem sua própria playlist, não dá para citar tudo aqui (risos). Mas vou colocar o mais óbvio.

— Trilogia Puro Êxtase – Puro Êxtase – Barão Vermelho

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, não sou dessas. Quando termino um livro bom, parto para outro, então, o anterior fica “esquecido”. Não me apego a histórias desse jeito não. Já li livros demais e ainda tenho uma penca para ler, não sou incapaz de escolher 1 entre tantos.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Muitos!!! Bem, estou escrevendo o romance histórico hot “Mexa Comigo”; tenho 3 livros da Coleção Amanhã para escrever ainda; uma comédia romântica picante, que dá continuidade a um conto, publicado na Amazon (A Bela Perdida e a Fera Devassa); um novo romance erótico e polêmico com Mila Wander; outro sobre um romance entre três pessoas (poliamor); uma distopia erótica (história futurista, que se passa no século XXII); e acabei de incluir na lista um romance erótico de fantasia com sereia, porque tenho fascínio pela criatura mítica, que será um conto de fadas moderno.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho, claro! Vejo mais como opinião, não crítica. Acredito que dentro de uma opinião pode haver uma crítica construtiva ou destrutiva, depende do intuito do blogueiro. Acho bom, até para saber se a história funciona para um tipo de público ou não. Esse retorno é essencial até mesmo para nosso amadurecimento como autores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Tenho vários autores que leem minhas obras e são fãs. Para mim já basta. Estou realizada.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Poder ajudar outras pessoas através de meus escritos e transmitir mensagens sobre amor, família, respeito ao próximo e confiança.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Se você ainda não leu nada meu, tenho uma vasta gama de gêneros e histórias para começar. Escolha a que tem mais a ver com seu momento e mergulhe de cabeça. Prometo surpreendê-lo! Muito obrigada pelo apoio, vocês são incríveis e tornam minha carreira possível, pois, um escritor não é ninguém até ser lido. Beijos

Se você está começando na carreira de escritor, saiba que precisa ter vocação, perseverança, autoconfiança, autocrítica, ler muito, revisar incansavelmente e não ter medo de reescrever. Quanto mais você escrever, melhor vai se tornar. Escrever é um exercício diário e precisa ser praticado. Quanto mais histórias escrever, melhor vai se tornar e também vai se encontrar como autor, em seu estilo de narrativa e gênero. Trate como uma profissão e não um passatempo. Boa sorte e trabalhe duro!

Quer ser entrevistado por nossa equipe? envie-nos um email parceria.arca@gmail.com

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