José Waeny

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Sou um homem maduro, um pai com 57 anos de vida. Formado em  engenharia, trabalhei minha vida inteira como tal, na indústria privada, em geral.
  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Fui empregado, e sou empresário do ramo da engenharia consultiva. A inspiração para escrever, veio quando tive uma informação de cunho familiar, que me revelou uma história incrível e surpreendente, me levando a juntar seu enredo num livro; quis então, dar continuidade ao mesmo, imaginando o que poderia ter vivido na sequencia dos fatos.
  1. Qual a melhor coisa em escrever?
    Escrever se revelou para mim, como um ato de liberdade extrema:  nos permite revelar emoções, vontades e criar mundos e situações hipotéticas.
  1. Você tem um cantinho especial para escrever?
    Não tenho um local especial. Com a tecnologia atual, escrevo onde estiver, assim que me der vontade: em casa, na praia, no campo…
  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Escrevi obras de ficção contemporânea. Principalmente drama, ou suspense; de tendência espiritualista, ou sobre fatos polêmicos que instigam minha imaginação e criatividade.
  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    Meu livro “MEMÓRIAS DE UM PASSADO PERDIDO”, conta a história de um homem, pai de família, que descobre um fato incrível em sua ascendência, o que o leva a conhecer um passado que nunca sonhara; assim, encontra um mundo desconhecido, vivendo aventuras materiais, e um vai e vem de emoções e constatações sobre os personagens que tanto tumultuaram a formação de sua personalidade.
    A inspiração veio de várias fontes; sobre o holocausto nazista, e seus resultados, sentidos até hoje, quando ainda se revelam mistérios sobre a II grande guerra. Os nomes dos personagens são baseados em pessoas que conheci e me inspiraram, que me levaram a escrever a obra.
  2. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Sempre é necessária uma pequena verificação de fatos e sua cronologia, pois acredito que uma obra de ficção deva beirar a realidade. A internet resolve todas as questões.
  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Não exatamente, mas sei que escrevo próximo da ficção de Graham Greene e Sidney Sheldon, pois já me disseram isto. Porém, eu creio que tenho um estilo meu, próprio: direto, objetivo sem grandes ilações psicológicas ou filosóficas.
  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    Por ser um autor novo, e ter começado a escrever há poucos anos, ainda não sei se tenho dificuldades, pois não tenho histórico sobre relacionamento com editoras. Meu primeiro livro publicado, o será  pela Editora ESTREMOZ, mas tenho outras obras independentes em plataformas digitais e físicas, para auto publicação.
  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Sinto que temos muita dificuldade em sermos lidos, especialmente com o problema de grandes livrarias apresentando crises financeiras, ameaçando fechar. Os canais se tornam bem mais estreitos com isto, e mesmo editoras que aceitam publicar novos autores, repensam sua estratégia, diante do caos comercial do mercado editorial brasileiro.
  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Um boom, é exatamente isto: tem de tudo! Mas é difícil classificar livros ruins ou bons, pois quem julga isto é o mercado, os leitores.
  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    Acredito que os custos embutidos na produção literária são mais altos do que se pode conter num livro; o Brasil é um país com uma grande máquina estatal que tem fome de recursos para manter o status de suas instituições bilionárias, e as empresas que nos levam a publicar, não investem em autores brasileiros, temendo o insucesso.
  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    Vários; se falarmos de um livro europeu, certamente, “A revolução dos bichos”, de George Orwell, seria um deles. Em caso de um nacional, eu sou fã de “Viva o povo brasileiro”, de João Ubaldo.
  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)
    “Como nossos pais”, de Belchior.
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Lí muitos que poderiam ser encaixados neste tema, mas “O Nome da Rosa”, de Umberto Eco, certamente foi ele.
  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Tenho ideias para escrever novas obras, diante de tantas informações sobre o mundo: especialmente mudanças climáticas e alterações no padrão das famílias devido às novas tecnologias que surgem a cada dia.
  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Críticas são visões pessoais, em sua maioria; apenas valorizo aqueles críticos que reconhecem uma ideia surpreendente, mesmo que critiquem o formato, ou a forma do autor colocar suas ideias em seu livro.
  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    Com certeza, seria Augusto Nunes, um jornalista ex apresentador do programa Roda Viva, da TV Cultura.
  1. Qual a maior alegria para um escritor?
    Uma crítica positiva sobre seu trabalho, e inesperada.
  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Ser um escritor, é criar vida. É dar luz à escuridão e iluminar caminhos para aqueles que descobrirem mundos novos e histórias que clareiem seus rumos. Descobri que meus próprios traumas e dramas pessoais, podem ser aliviados ao serem contados publicamente, e  ajudar outras pessoas a entender que a vida é uma só para todos, que a solidão é uma escolha, não uma imposição.

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