José Cícero do Nascimento

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1 Fale-nos um pouco de você.
José Cícero do Nascimento (Pseudônimo: Ariano Paraná) Nasceu em 15 de abril de 1965. Sua vida não foi fácil. Nasceu e cresceu nas fazendas de café na região de Londrina – Paraná. Não teve muito tempo para ir à escola, começou a trabalhar cedo, todavia, tal fato não o impediu de ler e estudar muito em casa. Pode-se dizer que sou autodidata.

2 O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio à inspiração para a escrita?
Trabalhei como escriturário por vários; Componho música e restauro carros antigos. Reunido com a família no dia das mães do ano de 2012, nosso passa tempo principal, além do churrasco e das músicas de viola que ouvíamos, era rever as fotografias de família; as mesmas que já haviam sido admiradas por dezenas e dezenas de vezes. Durante a confraternização, com centenas de fotos espalhadas, percebi que cada foto trazia uma historia e aquele que a segurava relembrava com grande empolgação o lugar, a hora e as pessoas envolvidas, tanto as que apareciam na foto, quanto as que não apareciam, mas, que estavam presente naquele dia. Foi durante aquela confraternização do dia das mães que nasceu a ideia de escrever o livro FOTOGRAFIAS DA VIDA. Porém, eu não queria escrever sobre minha família, então, fui para as pesquisas em jornais, internet e revistas e foi daí que colhi os tópicos para montar o enredo e as tramas contidas nele.

3 Qual a melhor coisa em escrever?
É você poder por para fora aquilo que você jamais poderia falar. Não haveria tempo e nem expectador. Escrevendo, de uma forma ou de outra, você se dará a chance dos outros lerem o que você escreveu.

4 Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
Meu gênero principal é os nãos ficcionais, que se baseiam na realidade. Além disso, meus livros estão ligados no gênero novelas. Por contar com vários personagens, onde cada um deles tem sua historia; sempre ligadas a historia da personagem principal. Se, mudar de gênero, vou preferir as fábulas. Inclusive já tenho algumas sinopses desse gênero.

5 Fale-nos um pouco sobre o livro “Fotografias da vida”.
“Fotografias da vida” é um romance não fictício com boa dose de aventura e drama juvenil, onde o tema principal é constituído pela amizade, pelos relacionamentos amorosos e familiares. Faz breve observação sobre os jovens e adolescentes e suas primeiras descobertas particulares. Num segundo plano, mas não menos importante, fala de abusos cometidos contra esses seres que ainda estão com suas personalidades e condutas em formação e nas influências que esses acontecimentos geram em suas mentes e em seu futuro. Fotografias da vida, além dos tópicos apresentados, faz uma metáfora sobre o sistema prisional brasileiro e critica, de forma sutil, o modo de viver da sociedade. “Fotografias da vida” mostra adolescentes falando sobre assuntos de adulto. Adquira “Fotografias da vida” leia e conheça as aventuras e desventura de Maria Olívia Palimo.

6 Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?
Não existe uma fórmula para isso. Os nomes vão surgindo juntamente com o desenrolar do enredo. Às vezes uso nomes já conhecidos, homenageando seus criadores. Como por exemplo: Anakin, “o Nike” e a Léia; personagens do livro Fotografias da vida. Esses dois nomes são de personagens de Star Wars, de George Lucas. Maria Olívia Palimo. Maria por representar todas as mulheres. Olívia Palimo veio de Olívia Palito. Do desenho animado Popeye. Apenas substituí o “T” pelo “M”. De onde veio essa ideia? Não sei. Kkkk.

7 Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
Depois de a ideia formada e os principais personagens criados, vou para os livros, jornais, revistas e internet para buscar informações sobre os tópicos que vou discutir. Minha busca por informação é insistente e as comparo com várias fontes diferentes, para que não ajam contradições sobre o assunto. Mesmo que o enredo seja fictício, não poderei mentir sobre determinada situação. Por exemplo: datas, nomes de lugares, endereços, etc. Ao não ser que a historia seja totalmente fabulosa, fantástica.

8 Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Minha inspiração vem de todos os autores que já li, de todos os livros que passaram por minhas mãos e mente. Mas, no momento em que estou escrevendo… É algo particular que vem de dentro de mim.

9 Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Fotografias da vida é meu primeiro livro que resolvi a publicar. Decidi e publiquei. Primeiro como independente e depois, através da Editora Multifoco. Tenho mais dois livros prontos e mais quatro rascunhos.

10 O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Por um lado é algo bacana que está acontecendo. Devido à tecnologia, a internet muita gente está pondo pra fora suas fantasias e medos através dos livros. Por outro lado, junto com tudo isso está vindo muita picaretagem, muitos aproveitadores que querem lucrar em cima dos sonhos desses novos escritores. E muitos caem. Isso é triste. Uma Editora me pediu nove mil reais para publicar quinhentos livros. O pior é que toda a venda, divulgação e marketing correriam por minha conta. Nesse caso eu ia precisar de mais ou menos doze mil reais. Um absurdo.

11 Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
Isso ruim, pois cria uma concorrência, enche o mercado de livros e, além de desvalorizar o produto, ainda coloca medo nas verdadeiras editoras que nem estão recebendo matérias de novos escritores. Esse Boom! Veio para complicar a vida do escritor e retirar dele o valor que tinha em outros tempos. No geral é algo bom. Individualmente é desanimador.

12 Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
É outro absurdo. Chega a ser abusivo.

13 Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Robinson Crusoé de: Daniel Defoe.

14 Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
Em todos os meus livros eu faço referencias a várias músicas como você pode ter notado quando leu Fotografias da vida. É muito difícil escolher uma musica para ser trilha de um livro. Porém, como sou compositor; comporia minha própria trilha. Kkkk.

15 Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Ainda não tive esse prazer.

16 Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Tenho outros projetos em mente. Tenho dois livros que pretendo publica-los ainda em 2015. Se Deus assim me permitir. Estes são bem diferentes de Fotografias da vida. Mas ainda é cedo para falar sobre eles.

17 Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
Eu adoro as críticas. Elas nos ensinam e nos mostra como outras pessoas veem nosso trabalho. Muitas vezes, até apontam erros de ortografias, gramaticais, etc. Entretanto, algumas não têm logicas e nem fundamentos. Desestimulando o pobre novato. Eu quero críticas.

18 Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
Paulo Coelho.

19 Qual a maior alegria para um escritor?
Ver e saber que o povo está lendo seu livro.

20 Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Não desista e seja o mais original possível. Leia muito e pesquise bastante. Faça perguntas. Jamais escreva sobre algo que não conheça. Afinal, escrever um livro é como fazer um bolo. Primeiro se tem a ideia de fazê-lo, depois, se junta os ingredientes e em seguida e só monta-lo. Logo, o desejo do confeiteiro, assim como do escritor é o de mostrá-lo para todo mundo. Não se empolgue demais e vai de vagar.

21 Você tem um cantinho especial para escrever?

Sim. Tenho.

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