Joice Bittencourt

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1. Fale-nos um pouco de você.

Me chamo Joice, tenho vinte e sete anos, casada há dez, dois filhos e um filhote de quatro patas. Sou nascida em Magé-RJ, porém, moro no Espírito Santo há desde muito pequena.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou técnica em enfermagem de formação, mas nunca trabalhei na área (descobri que não era a minha). Trabalhei em escritório, loja, banco… Mil coisas.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Amo a liberdade de criar um mundo, pessoas, problemas e soluções. Todo escritor é um pouco Deus dentro da sua obra.

4. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sou romancista. Nunca experimentei passear em outros gêneros ou nichos, mas penso muito em escrever algo diferente. Não estou preparada para isso, quando estiver, farei sim.

5. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus livros são voltados para o público adulto, em sua maioria, feminino e sonhador. Meus personagens sempre têm muito de mim, de pessoas que conheço e de lugares que gosto. É uma releitura dos contos de fada da atualidade com um pouco de brilho, fogo e amor. Depois que decido a trama, busco um título que transmita bem a ideia e os nomes de personagens vêm de leitores, conhecidos ou alguns que ouço e anoto por gostar do som.

6. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Depois que defino quem serão os personagens, vou me informar sobre tudo que preciso saber para compor a sua personalidade (profissão, gostos, origem e hábitos). Estudo cada detalhe. Depois estudo o lugar onde a história se passa, vejo vídeos, leio e busco o máximo de informações coerentes. Minha fonte principal de pesquisa é a internet.

7. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu me inspirei na Nana Pauvolih para começar. Vi que ela era daqui e tinha coragem para mostrar o que escrevia e resolvi fazer o mesmo. As histórias, propriamente ditas, não são inspiradas em ninguém específico, mas a trajetória sim. Admiro e sonho em seguir os passos de várias autoras nacionais de sucesso e talento.

8. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Até o momento não. Todos os que escrevi, publiquei de forma independente.

9. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Na minha visão, é um leque aberto com possibilidade de grande crescimento. As pessoas gostam se ler, os autores amam escrever e com incentivo e determinação essas duas tribos andam juntas e podem colher lindos frutos. Infelizmente ainda falta incentivo e valorização, mas não faltam talentos.

10. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O boom é válido para ramificar e disseminar a cultura da escrita e leitura, no entanto, apenas aqueles que realmente amam o que fazem permanecerão. Qualquer pessoas pode escrever um texto, mas é preciso muita dedicação para criar uma história. Há público para todos.

11. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É uma questão matemática. Se eu sou uma grande editora e confecciono milhares de livros, mais barato será. Se sou um autor independente, que tira da sua própria carne para contratar uma gráfica para imprimir 50 ou 60 livro, mais caro ele será. É impossível concorrer com um indústria. Os ebooks estão aí para ajudar a melhorar e equiparar essa realidade.

12. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Os Cárpatos.

13. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Eu diria que, Adele casa com os meus livros. Sempre a escuto enquanto escrevo.

14. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Pergunta difícil.

15. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho três projetos definidos para logo. O que posso dizer por agora é que, vem spin off de Malamam por aí.

16. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sou muito aberta à críticas. Vejo como uma forma de evolução. Claro que prefiro quando elas são feitas de forma sutil e com devido embasamento. Não sou uma autora muito envolvida com blogueiros, mas gostaria de ser. É sempre bom ter opinião e apoio de mais pessoas.

17. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Christine Feehan

18. Qual a maior alegria para um escritor?

Com certeza, é perceber que despertou sentimentos no seu leitor. Passar paixão, dor, prazer, empatia, tristeza… Fazer isso com palavras escritas traz felicidade para qualquer escritor.

19. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Tanto ler quanto escrever são ações que exigem entrega. Se você estiver lendo algo ou escrevendo uma história, entregue-se. Deixe o personagem falar.

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