Jogando Xadrez com os Anjos – Fabiane Ribeiro

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Sinopse: Jogando xadrez com os anjos – Inglaterra, 1947. A Europa encontra-se devastada pela Segunda Guerra Mundial, assim como o coração de Anny. A garota de oito anos vê seu mundo desmoronar ao receber a notícia de que não poderá mais viver com os pais e terá que se mudar de casa levando pouco mais que seu tabuleiro de xadrez. Tudo parecia um pesadelo, até que surge Pepeu, um jovem misterioso que mudará para sempre a vida de Anny, levando-a a aprender sobre o mundo e a viver momentos emocionantes sem sair dos canteiros de seu pequeno jardim. Ao lado de anjos que são colocados em sua jornada, a doce menina aprende a enfrentar as dificuldades através de lições de abnegação, fé e amor verdadeiro.


Resenha:

A segunda grande guerra acabou, mas as coisas não estão boas no mundo… Muito menos na Europa. Essas dificuldades se refletem na vida da pequena Anny, porque seus pais tão amados terão que ficar longe devido ao estranho trabalho que possuem. Sendo assim, a menina terá que ficar sob a tutela da professora Jane, uma mulher fria e cruel. Ela fará de tudo com a menina, desde as piores surras até deixa-la sem comida. O marido de Jane, o senhor Hermes, também não será a melhor companhia no início.

Entretanto Anny possui doçura e encantos tão fortes que apesar das dificuldades, ela poderá tocar o coração das pessoas. O problema é que a dor vai atingi-la várias vezes com muita força. Para sobreviver à menina tem em Pepeu um amigo e no Reino Xadrez o mais encantador escape. E ao longo da história alguns novos corações se unem ao da pequena.

 Belas histórias sempre me encantam. Ao ler esta pela primeira vez, eu não vi tudo que ela oferecia, talvez por minha imaturidade literária (?) na época. Pois ela é o tipo de história doce e triste. Que toca, destrói e reconstrói nossos sentimentos. Algo que eu não sabia aproveitar antes e como hoje estou num momento diferente pude ver além daquilo que já vira.

Possuindo uma narrativa lenta, foi mostrado pouco a pouco o que ocorria com Anny, como ela lidava com os sofrimentos, com a saudade, com a perda e com os amigos que ia conquistando aos poucos. Não é comum que eu me apegue a histórias lentas, mas essa é tão bela que não ficou em nenhum momento cansativa.

Uma característica da construção do livro que me estimulou foi que muitos detalhes ficam implícitos. Não posso explicar muito, mas é bem interessante ver como tudo está interligado de uma forma sutil.

Os personagens são marcantes e alguns perturbadores. Os que mais me incomodaram foram Jane pela crueldade, Cindy pela frieza e Jefferson pela covardia. Ao mesmo tempo Anny trouxe toda a leveza que a inocência de uma criança iluminada poderia trazer.

 A edição que recebi foi a econômica, por isso é uma estrutura um pouco mais frágil que a da edição normal. A diagramação é bem charmosa, pois há detalhes no inicio dos capítulos e no final. Só o tamanho da letra que dificultou, já que era de média para pequena. Uma menção importante, a edição econômica possui folhas brancas, sei que alguns não gostam delas. A mim, não incomoda.

Essa é uma história para quem gosta de momentos reflexivos, que não possuem “medo” de narrativas lentas e que querem ler algo lindo e encantador.

Resenha de Anna Gabriella, resenhista do Arca Literária e do blog Letras & Versos

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