João Leles Martins

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João Leles Martins, nascido em uma pequena cidade do Sudoeste Goiano, chamada Quirinópolis, em 04 de julho de 1949.
Hoje reside em Goiânia. Casado com Izolina R. Leal Leles, há 39 anos, tem um casal de filhos, 1 neto e 2 netas.
Desde pequeno saiu de sua cidade para estudar em Seminário, voltando posteriormente, onde aprendeu o ofício de tipógrafo, e saiu por esse mundão de Deus, em busca de trabalho melhor remunerado, pessoa simples, sem muitas pretensões. Revelou desde criança seus pendores pela escrita, tendo escrito para vários Jornais e revistas do interior do Estado de Goiás, e sempre teve vontade de escrever um livro, pois conforme diz o ditado, que o homem precisa ter filhos, plantar uma árvore e escrever um livro. Assim sendo com este trabalho que ele espera que os leitores gostem e comentem, cumpre este ritual constado pelo ditado.
Em sua trajetória consta, que saiu do seminário, ingressou nos quadros da Polícia Militar de Goiás, de onde saiu para voltar para a tipografia, e posteriormente ingressou no Banco do Estado de Goiás em 1978, só saindo do Banco tendo cumprido mais de 21 anos de trabalho, ainda assim, devido o fechamento com extinção deste Banco Estadual, saiu no dia 05/11/1999.
Ingressou no quadro de funcionário do Estado em virtude de ter sido aprovado em concurso público em 2004, designado para a Secretária de Saúde do Estado de Goiás em 2005, como Técnico em Enfermagem, profissão que ele muito se orgulha de exercer.
Gosta de cozinhar para os familiares e amigos, sempre aos domingos o vemos na cozinha, mexendo em suas panelas e fornos, de onde saem guarirobas, arroz na moranga, panelinhas e os pratos mais variados que ele aprende nos programas de tv. Sempre sorridente e feliz, pois diz que a cozinha é lugar onde se concentra boa parte das energias de um lar.

1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é João Leles Martins, passei por um pouco de tudo, a primeira profissão que tive foi tipógrafo, hoje não existe mais, depois fui Policial Militar aqui em Goiás, bancário do Banco do Estado por 21 anos, hoje sou técnico em enfermagem e me sinto bem nesta linda profissão.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

As mesmas coisas que faço hoje, escrever não me impede nada, gosto de escrever, e aquilo que a gente ama, não nos cansa. A inspiração surge, é só começar a escrever ela vai aparecendo e a vontade de escrever é como ler, acho que é um vício. Rsrs.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Poder falar alguma coisa, que em outras ocasiões, não teria oportunidade. Gosto também quando as pessoas dizem que gostaram do livro, alguns dizem que riram muito, outros que choraram, estranho que um mesmo livro pode causar sensações diferentes. Mas isso é gratificante.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Sim, tenho, mas melhor não enviar foto, tenho uma bagunça organizada, sei onde está cada coisa em minha salinha, onde fica o computador, pois escrevo direto nele, não gasto papeis nem caneta para escrever. Quando estou escrevendo uso uma Cruz da Ordem Rosa Cruz, que fica me lembrando que preciso calma, as vezes acendo umas velas e uns incensos também. Rsrs ah, também evito comer carne no período que estou escrevendo, acho que é muito pesada e prejudica um pouco o raciocínio.

5. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Uma vez alguém disse que sou contista, não sei, considero-me um contador de casos, já escrevi poesias, tentei romances, mas me sinto melhor contando uns casos verídicos ocorridos comigo, ou de ouvir falar.

6. Fale-nos um pouco sobre o livro “Uma história de União”. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

As personagens existem mesmo, a maioria meus parentes, tios e primos, não invento nada. Às vezes só floreio um pouco, pra alegrar. Mas os nomes eu os mantenho como são mesmo, ou às vezes coloco iniciais, quando não convém citar nomes.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A maioria é de memória, mas converso com parentes mais vividos, aqueles que tem boa memória. Também pesquiso em documentos, na internet. Muita coisa que não me lembro direito pergunto à minha esposa que conhece todas personagens a que me refiro, ela tem memória melhor que a minha.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

É difícil dizer que não, mas se isso ocorre, é involuntariamente, eu sempre digo: -Quem conta um conto aumenta um ponto, você vê algo aqui, mas ao contar, é outra abordagem, sai diferente, mas tenho muita coisa na cabeça, não me inspiro em outros não. Gosto de escrever coisas inéditas.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, por ser desconhecido, ninguém se interessa por meus casos, a não ser agora que uma grande editora pediu os originais, vamos ver o que acham. Torço para que aceitem.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Leio muito, mas tem os autores de minha preferência, às vezes compro livros pelo título e não me arrependo disso. Gosto sim, tem muitos autores bons em nosso Brasil querido, e cada vez surgindo mais.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Existe uma infinidade de autores totalmente desconhecidos, e ao ler, a gente pega gosto por eles e não largam mais, quer sempre acompanhar seus lançamentos. Os que não gosto, nem consigo terminar o livro, mas isso é raro, normalmente seleciono bem antes de adquirir.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Talvez falte um pouco de incentivo governamental, mas o que acho elevado são as postagens no correio. Já que não vendo em livrarias, precisa ser via correio. Meu livro tem preço módico, pois não pretendo lucros com ele, quero é ter o prazer de ser lido, tenho meu trabalho e eu e a esposa não dependemos de muita coisa, meu trabalho nos mantém, graças a Deus.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Como gosto de romances e não escrevo romance, então acho que não encontrarei este livro. Ah, talvez “O Velho que acordou Menino” de Rubem Alves, ótimo livro. Editado pela Planeta.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Ando Devagar – Almir Sater . e
Meu Limão, meu Limoeiro – Inezita Barroso

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Um dos melhores que já li chama se “O Morro das Ilusões” de Zibia Gaparetto e alguns de Paulo Coelho, gosto muito.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Por coincidência, estou prevendo terminar um novo livro hoje 22/06/15, falta apenas um caso que contarei e o título é “O CANTAR DA SIRIEMA”, talvez este seja o título que colocarei no livro. Não se se continuarei escrevendo. Tem horas que penso quem produzir um de auto ajuda.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Acompanho alguns e gosto, acho que as blogueiras são ótimas naquilo que fazem, dão já uma luz antecipada, assim fico sabendo qual livro quero ler.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Quero um leitor que goste de meu estilo, que dê risadas de meus casos e que comente comigo. Mas talvez o Jô Soares, admiro muito a inteligência dele como autor, humorista e apresentador.

19. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido, é ouvir que os leitores gostaram de seu trabalho.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

A mensagens que deixo é de otimismo, leiam muito, escrevam, persistam, não esmoreçam, tentem escrever algo inusitado, o prazer de um lançamento de um
Livro é incomensurável. Desejo boa sorte para todos, mas isso não basta, precisa começar a escrever e só parar quando terminar a última página.

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