Jariane Ribeiro

0
782
  1. Fale-nos um pouco de você.

Chamo-me Jariane, tenho 20 anos e moro em uma cidade chamada Lages, que fica na serra catarinense. Aos quatorze anos comecei a escrever e desde então não parei mais. Atualmente tenho alguns livros lançados na Amazon e um em formato físico.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Ainda estou na faculdade, cursando Letras. Ano passado trabalhei como professora de Produção Textual e este ano estou me dedicando integralmente a escrita e aos estudos.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É saber que vai deixar sua marca no mundo, que está fazendo algo que vale a pena e que de uma forma ou de outra vai acabar emocionando as pessoas (seja de maneira positiva, ou negativa).

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não tenho, escrevo na sala, costumo brincar dizendo que meu escritório é portátil. Uso uma mesa e quando chega visitas tiro minha mesinha da frente do sofá e levo para o quarto. 

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo livros new-adults e infanto-juvenil, esse ano me aventurei nos romances históricos.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu costumo ter inspiração nos lugares mais inusitados. Karolayne (de conto de fadas às avessas) surgiu quando eu estava terminando o Ensino médio e não sabia que rumo seguir. Melanie, de À segunda vista, em uma tarde de domingo, quando imaginei uma personagem bem diferente das demais. Alysson, de Onde eu preciso estar, foi quando eu vi minha conta do banco negativada e imaginei uma história mirabolante. E minha personagem mais nova, a do romance histórico, Anita, surgiu enquanto estava procurando fotos para a capa de Onde eu Preciso estar, e vi a foto de uma mulher nua enrolada em um lençol de seda.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Depende muito do tipo de livro que será escrito. Mas posso dizer que pesquiso bastante. Semana passada mesmo estava pesquisando sobre fraturas e em outra se existia ferro de passar no século 19. Quem ver meu histórico de pesquisa não vai entender nada.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Sim, quando eu acho que não vou conseguir vencer alguma barreira, leio a história de alguém que conseguiu e lembro que nunca começamos do topo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Tive no sentido das editoras cobrarem uma quantia exorbitante, até mesmo porque ainda sou nova neste meio. Ainda sonho em ter outros livros publicados, mas agora penso bem antes de sair enviando meus livros para editoras.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho um cenário promissor. A forma de ficar conhecido mudou muito muito, as dificuldades estão ficando menores e a aceitação da Amazon (livros digitais) facilita muito a vida do autor independente.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que tem dois lados. Muitos estão criando coragem de mostrar o que escrevem e outros entram na onda sem saber onde vai dar.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que isso acaba afastando o leitor. Mas também temos que levar em conta o custo das editoras, mas como disse antes, com a aceitação do mercado digital, fica mais fácil adquirir a outra versão e assim atender as necessidades financeiras dos leitores.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Tem vários livros que amo e daria para fazer uma lista gigantesca, mas quando pensei nisso imediatamente me veio o nome da Carina Rissi. Ela arrasa e Perdida tem todos os elementos fantásticos, tanto que é um sucesso total.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Eu tenho a mania de escolher uma música para cada livro. Conto de fadas às avessas é Trust me (The Fray), À segunda vista é Sad Song (We the Kings), Quando te Encontrei é Amazing (Matt Cardle) e Onde Eu Preciso Estar é The One (Kodalaine)

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn) me emociona de uma forma tão indescritível que sempre o leio quando preciso de inspiração Mas é O Diário da Princesa o livro da minha vida. Foi o primeiro livro de minha biblioteca;

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho sim. Primeiro terminar de Escrever Onde Eu Preciso Estar e em seguida o segundo livro da Trilogia às avessas e no meio tempo relançar à segunda vista na Amazon.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho sim e penso que cada um lê e fala sua opinião, vivemos em democracia. Mas muitas vezes ocorre a inversão e não medem palavras. Tem de haver um equilíbrio, criticar é diferente de denegrir a imagem do livro e do autor. Mas tirando isso, admiro muito o trabalho dos blogueiros e inclusive foi através de uma blogueira que iniciei minha carreira literária.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Meg Cabot, seria uma honra dividir minhas ideias com ela e claro que tem que ter autora brasileira: Bianca Briones. Ela me emociona com cada coisa que escreve e eu ficaria maravilhada com essa possibilidade.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

É poder conquistar leitores e ver que por mais esforço que faça, seu trabalho é recompensado. Costumo dizer que se alguém sorrir ao ler minhas histórias, então meu trabalho já valeu a pena.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Primeiro quero agradecer a oportunidade que o Arca Literária me deu. Esta é a primeira entrevista que respondo e gostaria de dizer para os novos escritores não desistirem. Se um sonho está em nosso coração, então temos que fazer o impossível para realizá-lo e conquistar nossos queridos leitores, é para eles que escrevemos e são eles que nos ajudam e melhorar.

 

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here