Janaina Caixeta

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  1. Fale-nos um pouco de você.

O meu nome é Janaina Caixeta, tenho 21 anos e atualmente faço o curso de Letras em uma universidade na cidade de Goiás. Com 10 anos de idade, eu comecei a escrever histórias infantis em folhas de caderno e até desenhava os personagens. Quando a minha tia Nirsa viu essas primeiras histórias, ela me incentivou a escrever mais para que um dia eu as publicasse em uma editora. Então, continuei com esse sonho e quando adquiri um computador, passei a digitar as minhas ideias.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Além de escrever, eu estudo muito. Faço o curso de Letras. É um curso muito bom e por meio dele melhorei bastante a minha escrita. Para me inspirar, eu costumo ler bons livros e assistir filmes. Gosto muito de filmes e livros românticos. Mas não é só isso que me traz inspiração…Tem coisas que passam na minha vida, que de alguma forma ou de outra vão para o papel.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever para mim é esquecer do mundo, das coisas tristes…Eu não saberia ficar bem se não escrevesse. Tanto é que quando não tenho tempo para escrever, eu me sinto bastante triste e vazia por dentro.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Eu gosto de escrever no meu quarto…É o único lugar que eu me sinto mais a vontade para escrever. Nele, tem uma mesa e lá eu invento os meus mundos e personagens.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu gosto de escrever romances. Mas não me prendo a esse gênero. Também escrevo poemas, contos e crônicas.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Em 2014, eu publiquei três livros de forma independente no site “Clube de autores”. Eles são: “Destino traçado e outras histórias”, “E se fosse ao contrário?” e “Saindo do casulo”. Mas apenas em 2015, que eu consegui publicar o meu primeiro livro de romance “Um amor capaz de tudo” pela Editora Becalete. Mas além desses livros publicados, tenho mais livros escritos no meu computador. Em relação aos títulos, eu procuro sempre encontrar um que resume toda a história. Não é uma tarefa fácil. Faço pesquisas para saber se tem algum livro com nomes que escolho, para não ter depois dois livros com o mesmo nome. Eu penso que isso seja muito importante, porque o seu livro torna-se mais original. Em relação aos nomes de personagens, eu procuro escolher nomes comuns que acho bonitos, mas as vezes gosto de brincar um pouco, trazendo nomes não tão utilizados.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Quando eu quero utilizar algum assunto que eu não sei muito bem, eu faço pesquisas na internet. Na maioria das vezes, essas pesquisas são relacionadas a profissão de um personagem ou algum tipo de situação que eu não sei descrever muito bem.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu leio coisas variadas e observo o que pode ou não se encaixar na minha escrita. Mas não se sinto muito influenciada por autores. Eu penso que cada um tem que conquistar o seu estilo próprio. E é isso que faz a diferença.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Em novembro de 2014, uma editora me achou no site clube de autores e lançou uma proposta. Ela faria todos os serviços editoriais e em troca, eu teria que comprar 50 exemplares do meu livro. Então, eu assinei o contrato e paguei os livros em fevereiro deste ano. Só que a editora sumiu com o meu dinheiro e não me entregou os exemplares. Além de mim, mais autores foram enganados. Eu fiquei muito triste com isso, porque tinha compartilhado com os meus amigos em uma rede social, que iria lançar o meu primeiro livro com uma editora. Todo mundo me deu a maior força. Mas infelizmente o destino foi bem cruel…Quando eu enviei o livro para editora, ele se chamava “Loucuras da vida”. Com tudo isso que aconteceu, eu fiz uma nova versão dele, troquei o nome e hoje ele está no site clube de autores como “Saindo do casulo”. Ainda tenho esperanças de publica-lo por uma editora. A história dele é sobre uma mulher de 30 anos que conta o que aconteceu na sua adolescência até chegar a idade que tem. Ela queria muito sair do casulo, que era a timidez.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu penso que está surgindo muita coisa boa por aí…Os clichês estão acabando e surgindo coisas novas. Isso é um avanço muito grande. Mas ainda há um caminho longo a ser percorrido, porque ainda a literatura estrangeira está sendo a mais lida. E isso é culpa da mídia que influencia as pessoas.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Eu penso que seja algo bom para a nossa literatura nacional, mas muitas vezes as obras que merecem destaque são ignoradas simplesmente pelo o fato do autor não ter dinheiro para divulgá-las. E as vezes a obra nem é tão boa, mas o autor tem dinheiro e por meio da mídia faz as pessoas acreditarem que aquilo é bom. Isso é muito injusto.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É uma vergonha! É triste dizer isso, mas as vezes acaba sendo mais lucrativo ser dono de editora do que ser escritor. As editoras cobram caro para publicar livros e assim o escritor tem que colocar o preço do seu livro nas alturas. Eu penso que isso deveria mudar…Muitas vezes as pessoas querem adquirir um livro e não pode por conta do preço. Parece que o mercado editorial esquece que no Brasil há muitas pessoas carentes.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

O livro “O melhor de mim” de Nicholas Sparks. Eu gosto muito desse livro. Tem uma história emocionante.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Thinking Out Loud – Ed Sheeran

Porque Eu Sei Que É Amor – Titãs

In the sun – Joseph Arthur

Big Girls Don’t Cry – Fergie

Borboletas – Victor & Leo

Amanhã não se sabe – Ls Jack

Me abrace – Wanessa Camargo

Memórias – Banda Malta

Never gonna be alone – Nickelback

O amanhã – Detonautas

Palavras ao vento – Cassia Eller

Sensível demais – Nalanda

A Thousand years – Christina Perri

Tempo ao tempo – Jorge & Mateus

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O livro “O melhor de mim” de Nicholas Sparks seria um, mas também gostei muito do livro “Amor perfeito” da escritora Liliana Mathias.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

No momento, eu estou escrevendo um livro mais voltado para o lado espiritual. Ele conta a história de um jovem que larga de acreditar em Deus, depois de ter perdido a mãe, que estava com câncer de mama.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu penso que seja uma boa ideia, tanto para o autor divulgar o livro, tanto para o leitor saber se o livro é mesmo bom.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

A minha amiga Liliana Mathias. É uma excelente escritora da nossa literatura nacional.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Além de conseguir publicar o seu livro, eu penso que qualquer escritor se derreteria ao ouvir alguém comentando sobre o seu livro, torcendo pelos personagens ou até mesmo xingando alguns deles. Quando isso acontece, é porque a sua história foi capaz de tocar aquele leitor. E isso não tem dinheiro nenhum no mundo que compre.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Eu gradeço de coração essa oportunidade e o que poderia dizer a você leitor é que…Continue lendo e dê chances a nossa literatura nacional. O Brasil precisa valorizar os que estão escrevendo aqui e não os que estão escrevendo lá fora…E a você escritor que está iniciando…Não desista do seu sonho. Podem te dizer que você nunca vai ser um best-seller, mas não desista. Só consegue quem persiste até o fim. Leia bons livros e viva momentos!

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3 Comentários

  1. Parabéns pela entrevista Janaína!
    Sei do seu desabafo porque estava ali junto com todos.
    E vamos continuar trilhando o nosso caminho literário, mesmo que muito árduo ainda temos vamos sentir dias melhores e mais união entre escritores e editoras.

  2. Muito boa a entrevista da Janaína. Assim como ela, fui vítima da editora que lesou vários autores. Desejo a ela todo sucesso que, com certeza, está por chegar.

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