Janaina Alves

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Olá, pessoal. Obrigada pela oportunidade. Sou designer e trabalho com diagramação de livros, edição de vídeos e criação de sites. Nas horas vagas (o que na verdade ocupa todo o meu tempo livre) escrevo resenhas para o Blog Caminho Cultural (www.caminhocultural.com) e trabalho em meus livros. Panlásia é o meu primeiro romance finalizado, mas já estou trabalhando no meu segundo livro.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Acho que todo leitor passa muito tempo no mundo da imaginação (mesmo quando não está lendo). Eu amo histórias fantásticas e passo muito tempo imaginando continuações das minhas histórias favoritas, finais alternativos, então, partir disso para criar minhas próprias histórias, foi um processo quase natural.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever é libertador. Estar dentro de um universo em que você tem controle total sobre o que pode ou não acontecer, quais personagens vão surgir à medida que a história vai crescendo. Mas, ao mesmo tempo, a história também vai paralelamente pedindo por coisas que você não planejou no começo, mas que acabam sendo de suma importância para o desenrolar da narrativa. Isso é fantástico.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Acredita que eu não tenho um cantinho especial para escrever? Ás vezes, eu estou dentro do ônibus, no trânsito, olhando para o nada e minha mente começa a borbulhar de ideias. Tiro o celular da bolsa e começo a anotar tudo. À noite também é um momento promissor, então sempre mantenho um caderninho por perto para anotar as ideias que forem surgindo. Eu escrevo em qualquer coisa que estiver ao meu alcance no momento de grandes ideias.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

“Panlásia” envolve um pouco de romance, distopia e aventura. Acho que nenhum desses gêneros se sobrepõem, realmente. O livro que eu estou trabalhando no momento, eu acredito que irá brincar um pouco com ficção cientifica. Ainda não tenho certeza, está muito no começo. Vamos aguardar para ver.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

A narrativa de “Panlásia” se passa em um lugar totalmente imaginário, então tive que criar vários nomes que ambientassem a minha história. Eu brinquei um pouco de sopa de letrinhas para criar os nomes das minhas Cidades, inclusive “Panlásia”, que nem sempre se chamou assim. Os nomes dos personagens são mais comuns, nomes que eu gosto e que combinavam com a personalidade de cada um.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu realmente não fiz muitas pesquisas para o meu livro. Posso ter algumas referências inconscientemente, com certeza elas existem, mas aquele era o meu mundo, um mundo que não existe, portanto, não admitiria nenhum tipo de limitações, além daquelas impostas pela coerência da história.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Todos que me conhecem sabem o quanto eu sou apaixonada por “Harry Potter”, que eu acho que essa é a série mais perfeita do mundo, então, todos me perguntam se “Panlásia” tem alguma coisa parecida e eu sempre respondo que não tem nada, absolutamente, nada parecido. Eu tentei escrever uma história original, na medida do possível, é muito complicado escrever algo original hoje em dia, mas não posso negar que folheava alguns livros, principalmente Harry Potter, para ver como a autora estruturava certas frases que me deixavam na dúvida de como passar para o papel. Espero que tenha sido de alguma ajuda e os leitores gostem.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

“Panlásia”, por enquanto, é o meu único livro, e ele foi publicado de forma independente, exatamente por só receber respostas negativas de editoras. Acredito que meu livro tenha muito potencial, por isso arquei com despesas como leitura crítica e revisão para entregar um bom material para os meus leitores. Espero que um dia eu possa publicar meu livro de forma tradicional também.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho maravilhoso. Fico muito feliz de ler autores tão fantásticos e, apesar da dificuldade que ainda existe, ver que tantos autores estão conseguindo o seu lugar ao sol. Isso me enche de orgulho e de esperança.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que esse boom se deve a facilidade de publicar um livro atualmente. Quando eu decidi publicar “Panlásia” de forma independente, minha principal meta era que meu livro fosse o mais profissional possível, que ele fosse bem próximo a algo saído de uma editora. Eu reli muitas, muitas e muitas vezes, contratei um profissional para fazer a leitura crítica e a revisão, trabalhei com afinco na capa, site, book trailer e outros materiais de divulgação, que eu só não contratei alguém para fazer porque essa é a minha profissão, então, tenho certeza que estou entregando para o meu leitor um material de qualidade. Nós temos muitos bons autores publicando também dessa forma, porém, uma quantidade também expressiva publicando livros sem nenhum cuidado, sem ao menos ler uma segunda vez. Acho que cada autor tem que decidir o nível de profissionalismo que você quer para o seu livro e o quanto você está disposto a investir nisso.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Esse é um problema que atinge a todos os autores, mas principalmente os independentes, ou os que pagam para que seu livro seja publicado. Já é difícil competir contra os livros internacionais pela atenção dos leitores, isso se torna ainda mais difícil quando, com o preço de um livro nacional, você pode comprar 2 ou 3 internacionais. Espero que esse cenário mude logo, para que nós possamos competir em pé de igualdade.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Eu não diria apenas um livro, poderia colocar nessa lista todos os best-sellers que eu amo. Livros com histórias fantásticas e que fazem sucesso pelo mundo afora.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Acho que vou ser a primeira escritora que vai dizer que não escreve ouvindo música, mas é verdade. Eu nem ouço música geralmente, nas horas vagas estou sempre lendo. Além disso, não gosto de uma música simplesmente pela música em si. Eu tenho uma paixão pelo audiovisual, então, quando ouço uma música em um filme, um anime, um dorama (novelas orientais) ou uma série, que são coisas que eu amo assistir, posso me apaixonar pela música, sem nem saber o cantor. Mas elas nunca fazem parte do meu momento de escrita. Prefiro o silêncio.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Minha paixão no mundo é “Harry Potter”. Como fã de literatura fantástica, esse livro é como uma aula de como criar uma história fenomenal. Eu terminei meu primeiro livro dizendo: “Quero ser J.K. Rowling quando eu crescer”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Eu tenho um caderninho de ideias, e posso dizer que ele está repleto de novas histórias. No momento estou trabalhando em uma delas, estruturando o que vai acontecer, criando os personagens e estou muito animada com o que está nascendo. Ainda não vou comentar sobre essa nova história, mas logo vocês saberão mais sobre ela.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Eu comecei a divulgar meu livro recentemente, então ainda não tenho muitas críticas. Estou com um Book Tour bem no comecinho também, então estou ansiosa para saber o que esses blogueiros vão achar de “Panlásia”. Até o momento, as críticas têm sido bem positivas. Estou bem feliz com isso.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Já que é um momento sonho impossível, escolheria J.K. Rowling para ler o meu livro. Tenho certeza que ela teria dicas que fariam da minha história algo único e fenomenal, além do que, se ela gostasse, seria a pessoa mais feliz do universo.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O que enche meu coração de alegria é saber que existe alguém, em algum lugar, lendo algo que por tanto tempo pertenceu apenas a mim. É como se minha história fizesse parte da vida de cada um que passar por aquelas páginas. É uma sensação maravilhosa e assustadora, tudo ao mesmo tempo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Nunca desistir e sempre acreditar no seu potencial. Se você se esforçar e se dedicar, você vai fazer um bom trabalho e, aos poucos, as pessoas vão começar a descobrir que ele existe. O importante é nunca desistir e ter fé em si mesmo.

Espero que vocês gostem do meu trabalho e possam passar bons momentos com as minhas Princesas, que elas também encantem cada um de vocês.

 Divulgue conosco também!

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