JackMichel

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1 – Fale-nos um pouco de você.

 Com prazer. JackMichel nasceu como produto da junção dos talentos literários de duas autoras: Jack, com seu it leve e sobremaneira fantasista… e Michel, com seu raciocínio repassado de pragmatismo clássico. Aliando estes dois estilos de escrita bem diferentes tem-se a somatória de apenas um extraordinariamente sui generis na literatura.

 2 – O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

 A parte o labor da escrita, JackMichel dedica-se a outras duas atividades artísticas que muito a aprimoram dentro do universo esmerado da arte: a pintura e a música. Jack, minha irmã e parceira literária, vem gravando inúmeras demos com composições de nossa conjunta autoria; eu pinto, a pouco e pouco, telas dos poemas de um livro ainda inédito de JackMichel. Creio absolutamente que a inspiração para as obras da autora advenha mesmo de uma chispa fulgurante do Criador dos mundos, que faz brilhar os astros nas noites de luar e o sol nas manhãs iluminadas.

 3 – Qual a melhor coisa em escrever?   

 Sem dúvida alguma é saber-se tocada pela varinha mágica do talento e que, por isso, detém o dom de criar nas mãos. Isso é, por certo, o coroamento de louros para a fronte afogueada do escritor que não conhece descanso enquanto não deixa seu trabalho no prelo.

 4 – Você tem um cantinho especial para escrever? 

 A resposta mais plausível para esta pergunta é sim e não, haja vista serem vários os “cantinhos” para escrever e todos serem equitativamente especiais. Veja bem: eu escrevo agora, mais amiúde, no computador; porém, antes escrevi em lugares os mais insólitos como quintal e terraço… já Jack, prefere compor às antigas e possui escrivaninha com aparatos chiques que todo literato organizado se apraz em ter com direito a papéis, lápis, peso de vidro, etc.

 5 – Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

 A autora de “Arco-Jesus-Íris” não segue uma única linha fixa de criação para demonstrar seu know-how em escrever: o tema do conteúdo que escreve é variado porquanto possui livros escritos nos gêneros ficção, poesia, romance e conto de fadas.

 6 – Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

 JackMichel publicou seu primeiro livro “Arco-Jesus-Íris” em outubro de 2015, pela Chiado Editora. Para o segundo semestre de 2016, já fechou contrato com a Drago Editorial para o lançamento de mais quatro obras suas: “LSD Lua”, “1 Anjo MacDermot”, “Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate” e “Ovo”. “Arco-Jesus-Íris” evoca episódios nunca esquecidos como o Assassinato de Sharon Tate, a Revolução Cultural chinesa, o extermínio nos campos de concentração nazistas, a catástrofe da Talidomida, a morte prematura de Jim Morrison, a tragédia particular de Oscar Wilde, o atentado à bomba numa Igreja Batista da Rua 16 e enfoca figuras notórias como Charles Manson, Mao Tsé-Tung, Heinrich Himmler e Ku Klux Klan… “LSD Lua” traz a tona a polêmica droga LSD que, nos anos 60, virou a hóstia do movimento hippie e também homenageia a chegada do homem à lua… “1 Anjo MacDermot”, uma obra gigantesca escrita na contextura da psicodelia e que expõe cronologicamente acontecimentos ocorridos na década de 60… “Sorvete de Pizza Mentolado x Torpedo Tomate” uma narrativa trágica e cômica que, no fim, rende preito aos soldados mortos na Guerra do Vietnã cujos nomes estão no Vietnam Veterans Memorial… “Ovo” um drama que trata dos traumas psicológicos do ser humano, segundo os padrões freudianos. A inspiração para os títulos das obras e nomes dos personagens fictícios parte sempre do estro de Jack, que cintila em momentos muito especiais.

 7 – Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

 “Arco-Jesus-Íris” bem como as outras quatro obras de JackMichel, que terão lançamento no segundo semestre de 2016, possuem histórias apaixonantes que contém episódios fantasiosos e documentação histórica. No contexto deste gênero ficção histórica a mente da autora cria livremente utopias imaginadas e as mescla com casos que aconteceram de fato em algum lugar e em algum tempo, cujas referências exatas constam em periódicos de época e hemerotecas online.

 8 – Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

 As obras de outros autores já inspiraram JackMichel apenas para dar forma ao texto que ela começava a construir: nada além disso. Pois quem se deixa muito influenciar por outrem acaba por “procurar chifre em cabeça de cavalo”, o que não deixa de ser uma nota introdutória ao anulamento mais ou menos voluntário.

9 – Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

 Nunca. Ao submeter o original de sua primeira obra publicada “Arco-Jesus-Íris” à análise da Chiado Editora, JackMichel teve-o prontamente aceito por este editor de Portugal; o mesmo se deu com a Drago Editorial que lançará mais quatro livros da escritora.

10 – O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho um carnaval de mil cores! Ulálá! Temos terror… romance… infantil… auto ajuda… e tudo o mais que o leitor procurar. Uma vitrine um tanto quanto cheia, é verdade, mas que tem um pouco de tudo; aliás, como é de praxe nesta atualidade agressiva e brutal em que vivemos. Tudo não parece ter muito nexo e, de repente, até as cobras são lagartos.

 11 – Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

 Acho que devo dar congratulações a todos aqueles que conseguiram, arduamente, colocar suas obras literárias no mercado. A neutralidade é arma de gatilho macio que, quando usada, causa boa impressão em qualquer meio onde se deva ter prudência no falar e no pensar; até mesmo nos desastrosos conflitos mundiais, a diplomacia sempre atingiu o alvo certo: angariar simpatias.

 12 – Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

 Penso que isto seja decorrência direta da problemática do nosso amado país verde e amarelo que sangra pelo nariz da economia, pela boca da educação, pelo olho social e pelo ouvido do cultural. Se os preços disparam a toda a brida nos supermercados e nos postos de gasolina, como as livrarias ficariam ilesas deste “efeito borboleta”? Afinal de contas, a lógica comunicacional e a hermenêutica moderna são factíveis de serem empregadas em tudo e algo mais.

 13 – Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

 Parlo com Bruno, de Benito Mussolini. Esta obra tocante diz exatamente o que eu diria se a tivesse escrito.

 14 – Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

 As músicas de JackMichel visto que, além de escrever, a autora possui um leque variado de canções de autoria própria. Inclusive uma delas, chamada Free Me, serve de fundo para o book trailer de “Arco-Jesus-Íris” que está no Youtube para o mundo inteiro conferir.

 15 – Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

 Para não deixar a pergunta sem resposta, citarei Der Giftpilz, de Julius Streicher. Mas declaro aqui que, já tendo lido muitos livros excelentes que me infundiram profundas marcas na alma entre romances, biografias, poemas e contos… não desejo pôr esta ou aquela obra num trono acima das outras, como se houvessem soberano e súditos na escrita.

 16 – Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

 Oh, sim, muitos projetos no que alude à escrita, à música e à pintura. Trocando em miúdos, JackMichel já fechou contrato com um editor nacional que distribuirá suas obras pelas melhores livrarias do Brasil e, fora do país, já tem acenos positivos de várias editoras para a publicação de seus livros no exterior. Concernente à música, logo esteja mais desafogada da lida dos lançamentos literários, a escritora cuidará de surgir no cenário musical. Quanto à pintura, ela planeja fazer adiante a apresentação de suas telas num vernissage fabuloso.

 17 – Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

 Não ativamente, só quando o tempo permite. Acho a atividade destes profissionais de agora muito profícua, visto que divulgando novos escritores, fazendo resenhas de seus livros, publicando suas matérias e vídeos promocionais… acabam por realizar o trabalho valioso da “culturalização” que dissemina a literatura contemporânea nos espaços virtuais da internet.

 18 – Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

 George Best, a maior estrela do Manchester United FC.

 19 – Qual a maior alegria para um escritor?

 Bem… JackMichel não pode de modo algum responder por seus colegas de pena; mas, para ela, a maior alegria como escritora é, sem duvida, ver seus livros sobejamente apreciados e discutidos pelo muito amável público leitor do Brasil e, daqui em pouco tempo, também do exterior.

 20 – Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

 Caros leitores do fantástico site Arca Literária e autores incipientes que atravessam o requintado portal da literatura, abram bem os olhos e leiam o que escreveu Franz Kafka: “Apenas deveríamos ler os livros que nos picam e que nos mordem… se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para que lê-lo?”.

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