IT, a Coisa – Stephen King

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Em todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos há notícias de pessoas desaparecidas, principalmente crianças. Na pequena Derry, Maine, no ano de 1958, durante as férias escolares crianças começaram a desaparecer. Entre eles está Georgie, irmão menor de Bill Gago. Quando seu corpo é encontrado, morto e mutilado a vida de Bill muda completamente. Seus pais mudam o seu comportamento, deixando Bill meio que de lado. No entanto, Bill Gago tem amigos: Richie e Stan. Mal sabiam eles que a turma iria crescer naquele verão e seria chamada de Clube dos Otários.

Claro que em toda cidade, pequena ou grande, tem os valentões que fazem perseguição aos menores e mais fracos. De certa forma, foi por causa de Henry Bowers que a Bil, Richie, Eddie e Stan se juntaram Mike, Ben e Beverly. O Clube dos Otários era sempre o seu foco preferido para atacar. E como todo valentão que se preze, henry Bowers tinha o seu próprio séquito.

Mas, o problema maior de Derry, infelizmente, não era ter valentões. Algo mais profundo e enraizado estava na cidade. Algo maligno, que era o causador dos desaparecimentos de crianças, o alvo preferido. E já estava ali há bastante tempo.

Cada um dos membros do Clube dos Otários foi perseguido por seus medos. E no núcleo desses medos estava um personagem único. Um palhaço chamado Pennywise.

Mike, um dos mais perseguidos por Henry Bowers, por ser negro, principalmente, começou uma pesquisa e descobriu que os desaparecimentos tinham um período de latência e depois voltavam, como se a Coisa (como chamaram) adormecesse durante esse período e depois retornasse com força.

Naquele verão, os amigos conseguiram, de alguma forma deter a Coisa, mas o problema é que 27 anos depois ele retornou. E sedento. Tanto de sangue quanto de vingança. Caberá novamente aos amigos, agora adultos, deter novamente o terror. Enfrentando o passado, mas principalmente, seus medos e um inimigo que se alimenta desse medo.

It, a Coisa, é um dos livros que Stephen King mais trabalha o medo interior, aquele que todo mundo esconde. Seus personagens não são perfeitos, têm falhas e é exatamente por isso que são tão interessantes. São humanos. E mesmo assim buscam enfrentar, não para melhorar, mas para conseguirem se livrar de seus mais profundos medos. Heróis inesperados, que se juntam e enfrentam um mal que não conhecem, mesmo apavorados. É uma das tônicas dos livros de King.

Há uma ligação entre os livros do autor, quem já leu sabe. É como se todos eles convergissem para um mundo só, ligados por feixes de luz, com criaturas estranhas. No entanto, se ele cria mundos ou dimensões estranhas, que dão origem às mais diversificadas fontes do mal, o seu contraponto fica justamente na humanidade. Na coragem de seus personagens, que mesmo enfrentando algo que não conhece e que sabidamente é mais poderoso, nunca desistem.

Este livro não é tão fácil assim de ler, precisa de vontade e de coragem, principalmente porque é volumoso e a narrativa vem e vai no passado ou no presente.

Ainda assim recomendo para quem gosta do gênero. E mesmo quem não goste, faça um teste.

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