Isabel Pitta

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1. Fale-nos um pouco de você.

Falar um pouco sobre mim. O que dizer? Tantas coisas já vivenciei nesta minha vida, nasci em Porto Alegre, mas já morei no Rio de Janeiro e em Tramandaí, cidade litorânea do Rio Grande do Sul.
Adoro o mar, na sua imensidão verde e azul, nos seus mistérios, na sua calmaria e nas suas tempestades. O mar me faz bem!

Adoro gatos, já tive muitos, hoje tenho a Lola, está com 6 anos, minha companheirinha de todas horas. Agora mesmo, está deitada aqui do meu lado, sempre atenta ao que faço e onde vou.

Hoje moro em Porto Alegre, no Centro Histórico, perto do rio Guaíba (me recuso a chamar de Lago, pra mim sempre será um rio, longo, lindo, contornando a cidade, com um belíssimo pôr-do-sol).
Aprecio cinema, mas há anos não vou, alugo e compro filmes. Domingo revi o maravilhoso (no meu entender)

“O Paciente Inglês”, com cenas memoráveis.

Hoje estou solteira, mas já tive vida de casada e vários amores. Até uma paixão já me consumiu, coisas do passado!

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sempre gostei de escrever, desde criança. Como estudei Jornalismo, escrevi centenas de notícias e reportagens. Também escrevi peças para rádio e televisão, quando havia esse campo de trabalho aqui em Porto Alegre. Dados sobre minha vida profissional já foram encaminhados.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Quando escrevo, minha satisfação maior é perceber que posso ser criativa.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Meu cantinho para escrever é simples: uma mesa com meu computador, na frente da janela, num quarto que faço de escritório, cheio de livros, pastas e também recordações. Existem árvores na frente do prédio, gosto de olhar para o verde. E, ao amanhecer, ouço o canto dos passarinhos.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sim, já tentei outros gêneros literários. Escrevi dois outros livros bem diferentes do romance “Danadinha” – um sobre Pessoas com Deficiência e outro sobre Análise da Sociedade nos aspectos da Miséria e da Violência, este bem atual. (Ambos estão nos Dados sobre a minha pessoa).

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O título do romance “Danadinha” foi inspirado na vida real, nas situações que presenciei quando morava no Rio de Janeiro. Cheguei à conclusão de que a vida é uma danadinha e tanto! Quanto ao nome dos personagens – Leandro é real, era o nome do personagem principal, mas os outros nomes eu inventei.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Não fiz pesquisa sobre o livro, relatei o que vi, ouvi e vivi – com pinceladas de ficção, é claro.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não me inspirei em nenhum livro ou autor.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não tive dificuldades em publicar.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Muitos autores no cenário da literatura nacional, impossível ler todos.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Quanto ao “boom” – como tem autores em demasia e é impossível ler todos, isso se torna complexo e é muito difícil afirmar se é bom, ruim ou mais ou menos. E além dos livros, há um excesso de informações através de emissoras de rádio,TV e informática. Muita informação ao mesmo tempo! Então, partindo daí, a leitura de livros também diminui.
E o “boom” se torna confuso.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Sim, os livros são muito caros, inacessíveis ao povo em geral.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Não, não lembro de já ter tido a mesma ideia de um autor.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Trilha sonora para o livro ” Danadinha’? Não sei, nunca me ocorreu.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, “Danadinha” não é o livro da minha vida.

16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Estou trabalhando em mais dois romances ao mesmo tempo, os quais foram escritos originalmente como ARGUMENTOS CINEMATOGRÁFICOS.

17. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Gostaria que todos os personagens do meu livro tivessem conhecimento dele, especialmente Leandro, que o inspirou.

18. Qual a maior alegria para um escritor?

A maior alegria para um escritor deve variar de pessoa para pessoa. Eu ainda não tive essa “grande alegria”. Amo escrever, é a minha praia, mas meus livros ainda não me deram o retorno desejado.

19. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Mensagem para os leitores que estão começando – se você ama escrever, como eu, escreva sempre, mas não espere grande retorno, esteja preparado para decepções, pois vivemos num país muito difícil, com uma desigualdade social terrível. E o excesso de informações – como já me referi antes – também contribui para as dificuldades.
Mas, por favor, não desista! Ter ideias, ter criatividade, é um dom!

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