Humberto Faria De Lima

0
607
  1. Fale-nos um pouco de você.

Tenho 40 anos, solteiro e gosto de ler, assistir séries, filmes e comer (especialmente doce, sou meio formiga), gosto de sentar em lugares e observar as pessoas, seus atos e ações me encantam e aterrorizam.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou Professor de Geografia, leciono para todas as faixas etárias e amo o que faço. Comecei a escrever nos anos 90, alcançando um relativo sucesso no antigo Orkut, com o personagem Saturno, o Vampiro, porém não pensei em capitalizar na época. Deixei de escrever por quase dez anos, enquanto fazia faculdade e me colocava profissionalmente. Em 2015 lancei um conto em uma antologia e a paixão pela escrita renasceu.

  1. Qual a melhor coisa em escrever? 

Sinto que a escuridão que existe dentro de mim sai pelos meus dedos e se fixa no papel. Escrever é imortalizar algo seu pela eternidade!

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Escrever pra mim é em qualquer lugar, mas geralmente é na sala com o notebook a postos rsrs

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu sou um escritor de terror, porém a participação em antologias me fez “passear” por gêneros como ficção, suspense, policial e realismo fantástico.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Bom, sou um escritor “pulp” onde acabo por ter muito sangue e violência, mas nada explicito ou escatológico como o gênero “gore”. A ambientação dos meus contos é urbana e mesmo quando falo de outras cidades, estados e países, tento sempre pesquisar para ter a maior verossimilhança possível.

A inspiração é frequente, tenho insights e os coloco no papel o mais rápido possível. Os títulos são um desafio, pois tem que ser coerentes com a estória e ao mesmo tempo não entregarem o conteúdo de maneira obvia.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Leio sobre o assunto e insiro os lugares onde imagino que ele deveria ter passado naquele universo imaginário que se conecta com o nosso por uma fina película.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não, mas sou um apaixonado pelo terror de Stephen King, as construções de Carlos Castaneda, a poesia visual de Saramago, a humanidade em Isaac Asimov e a realidade delirante de Ignácio de Loyola Brandão entre dezenas de outros que leio desde pequeno.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Nunca publiquei nada solo.

Dos contos, vários não são publicados pois eu acabo fugindo do assunto, os contos se escrevem usando minhas mãos e não se enganem: eles são selvagens!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Existe todo um movimento literário, mas é tímido ainda perto de outros mercados como o Europeu, mesmo na América do Sul, perdemos feio para nossos vizinhos argentinos e uruguaios no quesito produção literária.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Olha, existe público para tudo, se os adolescentes adentram o mundo literário através dos livros de Youtubers, ainda assim, é melhor que não ler nada. Minha esperança é que eles ascendam e leiam autores cada vez melhores. O importante é ler, ler e ler! Precisamos criar uma sociedade leitora!

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não sou especialista em mercado literário, mas creio que segue a seguinte lógica: quanto mais gente lê, mais livros se produzem, de maneira a se ganhar na quantidade. Se menos gente lê, menos livros e se tornam mais caros.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Nossa! São tantos! Cada vez que leio King penso isso (risos)

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Nossa! Que difícil essa! (risos) Bem, meus contos de terror, com toda certeza você pode escutar ouvindo algo pesado. De heavy metal para cima. Nos livros de fantasia, música eletrônica hipnótica.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Devastação ou a Volta a Natureza de Rene Barjavel, esse livro me colocou a pensar no homem como predador de si mesmo (assim como na frase O Homem é o Lobo do Homem de Hobbes) e ao mesmo tempo perceber que somos capazes de atos indizíveis por sua bondade ou perversidade.
  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Quero lançar meu primeiro livro de um personagem que amo de paixão, Saturno o Vampiro e se obtiver sucesso, tento emplacar alguma das minha outras duas séries, uma de fantasia e outra de distopia.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Leio alguns blogs e assisto youtubers do meio literário e concordo em muita parte sobre o mercado editorial, seu amadurecimento necessário quanto a leitores e a inabilidade de autores iniciantes que travam o processo em várias frentes.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Bem, em primeiro lugar meu filho Bruno Lima, meu leitor mais fiel desde sempre, depois tenho o Artur Laizo e a Elisangela Domingos da Silva.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser anônimo e ver alguém lendo seu livro em um metrô por exemplo, perguntar o que achou do livro e a pessoa dizer: Estou só amando!

Esse é meu sonho como escritor!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam! Leiam o máximo possível! Ler é viajar sem sair do lugar, ler é entrar em mundos imaginários na segurança de seu lar.

Ler é aprender e conhecimento é poder!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here