Hêzaro Viana

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bom, me chamo Hêzaro Viana, e nunca achei significado para o meu nome (Risos). Sou paranaense e vivo em Paranaguá com minha esposa Kelly e minha filha Joana. 36 anos. Além de escrever, sou cantor e compositor. Canto música gospel em trio com minhas irmãs. Também gosto de fotografia e de cinema. Sou agitado, falo demais, mas também amo curtir um momento sozinho, tranquilo comigo mesmo, e preciso disso. Sei cozinhar e faço também comida oriental. Tenho riso fácil e geralmente sou simpático. Amo a Jesus. Amo o Natal. Amo café e chocolate. Prefiro um dia chuvoso com meus livros e filmes a um dia de sol na praia. Minha família é meu tudo. Acho que é por aí (Risos)…

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalho com vendas de EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual). Quanto à escrita, penso que nasci com isso, pois quando criança, criava minhas próprias histórias na cabeça. A inspiração para o primeiro livro veio da dificuldade, da incerteza, da esperança e da fé. Passava por um momento difícil quando a história nasceu.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Poder viajar para um Universo que eu mesmo crio ou imagino, é uma das coisas boas em escrever. Porém, compartilhar isso com os meus leitores é a melhor parte. Saber que viajaram comigo, que acreditaram e torceram por determinado personagem, me emociona e dá ânimo. Quando recebo um feedback de algum livro, aí sim, é um prêmio maravilhoso.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Sim, eu tenho. Está quase ficando como eu quero (Risos).

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo drama familiar romântico. Nem sei se existe essa expressão (Risos…), porém, ela cabe bem para o meu gênero literário. Também gosto de suspense, mas prefiro escrevê-lo de forma leve e sempre exaltando o amor.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Amar pra Sempre – No mar da Vida, é meu romance de estreia. Resolvi escrevê-lo, como já mencionei acima, em um momento de dificuldade. Quando o livro começou a nascer, tive certeza de que seria uma história simples, tranquila e familiar; isso me acalmava. Com um toque de realidade e fé, o romance fala das dificuldades comuns a todo ser humano, comparando a vida a um imenso mar. Quanto aos títulos, sempre os decido antes de começar a escrever, porém, já mudei um título depois de concluir a história. Sobre os nomes para os personagens, tenho mais dificuldade, pois gosto de nomes fortes e expressivos, que revelem sua essência.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Pesquisa é bom, mas para mim não chega a ser fundamental sempre. Por escrever temas familiares, acabo seguindo mais o que vejo e sei da vida. Quando é necessário pesquisar, leio revistas e livros e também recorro à internet.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não exatamente. Embora eu goste muito do estilo da escritora americana Danielle Steel, minha inspiração vem de muitos outros autores que já li, principalmente na adolescência, época em que mais li na vida, diversos livros e autores, nacionais ou não. Também recorro à Bíblia, ela conta histórias românticas, dramáticas e renovadoras.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

No Brasil, não é fácil publicar, mas meus livros têm sido aceitos com facilidade por diversas editoras, graças a Deus.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Vivemos um tempo maravilhoso para a literatura nacional. Todo mundo pode publicar e livros ótimos têm aparecido. É muito bonito ver pessoas criando e editoras investindo, independente da maneira. Os eventos literários são bem divulgados e valorizados. É um tempo bom!

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Há gosto para tudo (Risos). E realmente tem muita coisa questionável no mercado, isso é ruim, pois pode marcar uma geração que não prima pela qualidade. Mas também, muita coisa começa ruim e se aperfeiçoa, espero que assim aconteça na nossa literatura.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É uma pena! E dificulta com a entrada de livros internacionais que vêm com preços infinitamente mais acessíveis. Mas tudo é caro no Brasil. Não acho que o preço impeça que compremos, e sim, o preconceito com o que é nosso.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Todos os livros da série Deixados para Trás de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins e Helena, de Machado de Assis.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

I Believe In You and Me de Whitney Houston e Por Toda Vida do grupo Voices.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim. Livro Simplesmente como Jesus, de Max Lucado.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Na verdade, tenho projetos que já saíram da mente e estão chegando ao mercado, por exemplo, meu segundo romance Sonho de Amor, lançado em setembro de 2015 e O Segredo de Camilo, que sairá no início de 2016.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, acompanho. É um pouco complicado, porque tem blogueiros que chegam a não respeitar o escritor. Mesmo que o livro seja ruim para o meu gosto, devo respeitar a pessoa que investiu tempo e até dinheiro para realizar o sonho de lançar uma obra. Também deve-se pensar que, o que um blogueiro achará ruim e odioso, outros poderão amar. Claro que o blogueiro pode dar sua opinião, mas é bom usar as palavras com responsabilidade e inteligência. Quanto a mim, não me deixo abalar se vier uma crítica negativa e nem fico besta com a crítica positiva. Ambas me ajudam a melhorar.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Amaria ser lido e trocar figurinhas com Max Lucado e Danielle Steel. Porém, tenho meus leitores e sou feliz e grato por cada um deles.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Certamente é o fato de tocar o coração de alguém. Quando um leitor aceita sua história e torce por um personagem que você criou, é muito gratificante. Sempre que recebo um feedback de um leitor, a emoção me invade, e não há o que pague isso.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Aos meus leitores e aos que acompanham o Arca Literária, só posso dizer: Obrigado. Vocês me ajudam a criar, a me emocionar para então poder emocioná-los.

Aos que estão iniciando, eu aconselho: Escreva. Escreva todos os dias ou sempre que puder. Escreva mesmo que você ache que nunca será publicado – pois tudo pode acontecer – e, se não chegar a ser publicado, alguém na sua família ou entre seus amigos, acabará lendo seu texto, sua verdade, e, com certeza, uma frase, uma palavra ou até mesmo o texto todo tocará um deles, e então sua vida será mudada. Eu sou prova disso.

Deixo meus agradecimentos a todos do Arca Literária. Foi muito bom e importante responder a esta entrevista.

Um grande abraço a todos.

Hêzaro Viana

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