Helena Solon

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Sou casada, mãe e avó. Escrevo como robe, pois me acalma e me deixa feliz. Escrever se tornou um hábito que carrego há anos e não pretendo parar.
  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Sempre trabalhei fora, e escrevo desde a minha adolescência. A inspiração vem do meu cotidiano, das coisas que vejo e ouço. Qualquer assunto que meche comigo, se transforma em uma história.
  2. Qual a melhor coisa em escrever?
    Escrever para mim é tudo. Tenho ideias uma atrás da outra, algumas coloco no papel e outras ficam guardadas em meu subconsciente, até surgir o momento certo de ir para o papel. Tenho por hábito escrever em um caderno, depois quando passo para o Notebook vou tirando o que não ficou bom, e acrescentando o que faltou.
  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)
    Não tenho um lugar específico, escrevo em qualquer lugar. Em casa, no trabalho e principalmente quando estou viajando.
  2. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Escrevo romance, pois sou uma mulher muito romântica. Mas já escrevi comédia romântica,  e agora estou escrevendo livros infantis. Escrevi um livro para meu neto para dar em seu aniversário, e amei essa experiência. Agora acabo de escrever outra história infantil que vou lançar em dezembro.
  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    Falar sobre meus livros seria difícil, pois são situações e temas variados. Só posso acrescentar que foram escritos com carinho e repeito para com os leitores. Quanto ao título já tenho definido enquanto estou escrevendo. Os nomes eu procuro de acordo com o país onde ocorre a história. Google é o meu maior aliado.
  2. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Depende do tema. Mas geralmente pesquiso pelo Google. A maioria das minhas histórias é sobre viagens que fiz, e uso tudo que vi para descrever aos leitores, ou faço uma bela pesquisa antes de começar escrever. Geralmente é sobre lugares que visitei. Tudo que leem em minhas histórias são verdadeiras. Até os fusos e distancias entre um pais, ao outro. Sou muito criteriosa. Quando escrevi Raissa, ri sozinha sobre um comentário de uma pessoa na Amazon, ela dizia que eu tinha que me inteirar do assunto sobre Árabes e sobre Dubai, antes de escrever, pois eu estava escrevendo bobagens. Eu até ia responder, mas acabei deixando para lá. Meu marido é Árabe e Dubai eu já perdi as contas de quantas vezes fui para lá. Portanto quem não conhecia sobre o tema era ela.
  3. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Nunca me inspirei em ninguém, pois minha imaginação é mais fértil do que eu consiga acompanhar. Eu crio minhas histórias, pois esse é meu grande diferencial
  4. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    Nunca tive problemas em publicar nenhum dos meus livros.
  5. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Acho que tem histórias para todos os gêneros e gostos. Não sou fã do Hot, não saberia escrever um livro deste gênero, mas sei que tem muito publico para este tipo de leitura. Como disse, sou uma pessoa romântica e escrevo sobre o amor de forma abrangente. Acho que falta mais histórias sobre o cotidiano, pois a maioria se preocupa mais em escrever sobre sexo.
  6. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Bem, tenho visto muitas pessoas que eram leitoras e derrepente começaram a escrever romances. Acho que escrever tem de ser um dom, não só uma profissão. Ou você tem ou não. Tem muita coisa ruim por aí, e isso não é nada bom para nossa literatura. Tenho para mim que esse boom logo termina, e só ficará quem realmente tem o dom da escrita. Modismo não cabe em nossa literatura.
  7. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    Acho um absurdo o preço de um livro. Fiquei estarrecida nesta Bienal, por isso gosto de trabalhar com e-book. Com o preço de um livro se compra de 3 a 4 e-books. Temos que nos focar nas classes menos favorecidas. Escrevo para todas as classes, mas sinto que o e-book e principalmente a Kindle Unlimeted, facilita para muitas pessoas de poucas posses.
  8. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    Tenho muita vontade de escrever uma história de época, já tentei e não gostei do resultado. Essa história já está pronta e se passa nos anos de 938, mas ainda não tive coragem para publicar.
  9. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
    Muitas, pois adoro ouvir musicas. Mas tem alguma que gosto bastante, e que por certo eu faria uma trilha sonora de algum dos meus livros. Como : London Grammar Nightcall.   Scorpions Still Loving You.  R.E.M Eceryboody Hurts. Keane Everybody’s Changing… Muito outros
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Não. Mas tem os que eu gostei muito. E são tantos que vou me ater apenas em alguns. Todos os livros de, Jean P. Sasson, pois amo tudo que se relaciona a Arábia Saudita. Na verdade sou uma estudiosa neste assunto.
  2. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Muitos projetos. Este mês estarei relançando Emanuelle, que estava guardado na gaveta a três longos anos. Dezembro eu tenho o livro infantil. De janeiro a junho já tenho tudo programado. Um lançamento a cada 30 ou 40 dias. Fora que tenho mais quatro histórias quase prontas para depois do segundo semestre.
  3. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Sou um pouco desligada sobre este tema, mas os que li, eu só posso agradecer, pois foram muito carinhosos comigo. Muitas resenhas lindas. Quanto aos comentários na Amazon, levo de boa. Afinal não podemos agradar a todos. Também gosto de ouvir criticas, pois elas me fazem repensar.
  4. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    Nunca pensei nisso, mas se fosse escolher, com certeza escolheria alguém que tivesse tido, ou tem alguma anomalia. Gosto de temas complicados, e principalmente de temas que estão em evidência. Por esta razão escrevi, Depois de um engano… Uma história sobre agressões a mulher. Amei escrever este livro, pois descobri que a cada 15 minutos cinco mulheres são espancadas, e uma morta dentro das suas casas, pelos seus parceiros. Fiz muitas pesquisas para levar ao leitor somente verdades.
  5. Qual a maior alegria para um escritor?
    Os comentários falando sobre a história. Adoro ouvir ou ler, quando elogiam a história ou o tema escolhido.
  6. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
     Minha mensagem seria: Se arrisquem. Não copiem palavras ou situações de outros livros que leram. Tenham sua própria identidade. Quando for escrever pesquisem sobre o que estão falando, pois o leitor merece respeito. Deem seu melhor e não esperem confetes, pois nem sempre o que consideramos uma bela história, será realmente uma bela história para outras pessoas. Não desistam no primeiro tombo, e continuem, pois é a persistência que prevalece.
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